Itajaí

Guria detona doida que matou cachorrinho na porrada e pede punição

Funcionário da Famai diz que órgão faz pouco caso pras ocorrências na região

A adolescente Brida Eloísa da Silva, 14 anos, ainda não esqueceu o que a enfermeira Camilla Côrrea Moura, 22 anos, aprontou. A mu­lher espancou e matou um cãozi­nho da raça yorkshire na cidade de Formosa/GO. A agressão ao animal foi filmada, repercutindo em todo país. Brida e mais algumas amigas participaram do movimento de di­vulgação do crime por meio do Facebook e querem lançar aos sete ventos o máximo de informações possíveis sobre o caso, pra evitar que sacanagens como essa se repi­tam. “Sabemos que existem muitos crimes piores. Mas acreditamos que essa pode ser a primeira de muitas conquistas para um mundo melhor”, comenta a guria. As ima­gens do espancamento ao cãozinho indefeso são chocantes e mostram o animal sendo violentamente arre­messado na parede e chutado pela enfermeira, tudo na presença de uma criança de três anos.

O DIARINHO foi saber se a city peixeira já registrou casos pareci­dos. O que a reportagem descobriu é que em Itajaí não há estatísticas sobre maus tratos contra animais. Um funcionário da fundação ...

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O DIARINHO foi saber se a city peixeira já registrou casos pareci­dos. O que a reportagem descobriu é que em Itajaí não há estatísticas sobre maus tratos contra animais. Um funcionário da fundação do Meio Ambiente de Itajaí (Famai),

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que não quis se identificar, afirmou que a fundação atende denúncias de maus tratos, mas não registra as ocorrências. “Sinceramente, não controlamos isso”, afirma o funcio­nário.

O biólogo do núcleo de Contro­le de Zoonoses de Itajaí, Edimar Garcia, disse que recebe animais feridos com frequência. Porém, na maioria das vezes, não é pos­sível determinar o tipo da agres­são: se foi violência do dono ou por atropelamentos e brigas com outros animais. “Geralmente, são vira-latas que aparecem por aqui. Apareceu aqui um rottwei­ler com a pata destroçada. Não tenho como saber o que causou isso. Por isso, não conseguimos contar quantos dos animais que cuidamos vieram pra cá após algu­ma agressão proposital”, explica.

Polícia Militar peixeira registrou três casos de maus tratos neste semestre

Por meio de assessoria de im­prensa, a Polícia Militar peixeira afirmou que registrou três ocor­rências de agressões a animais no semestre. A PM informou que, se pego em flagrante, o desalmado que estiver batendo em algum animal pode ir pro xadrez. Após ser recolhido, o animal agredi­do é enviado ao núcleo de Zoo­nose da city. A PM acredita que o número de ocorrências seja pequeno, pois poucas pesso­as denunciam as barbaridades. Abandono e maus tratos é crime A lei federal nº 9.605/98 é clara e proíbe o abandono, maus tratos, envenenamento, mutilação e falta de cuidados com os animais. Sa­canagens assim podem render ao desalmado prisão de três meses a um ano, além de multa. Caso o animal maltratado morra, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço. Denúncias podem ser feitas para a Polícia Militar, atra­vés do telefone 190.



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