Itajaí

24 toneladas de lixo recolhidas das praias

Ação comandada pela Univali levou mais de 350 voluntários pras praias de Balneário Camboriú, Itajaí e Navegantes e pro rio Camboriú

Garrafas de vidro, copos de plástico, carteiras e bitucas de cigarro, guarda-sol quebrado, embalagens de protetor solar e até uma lâmpada fluorescente detonada. Todo esse material tava jogado nas areias da praia Brava, em Itajaí. Na manhã de sábado, a lixarada foi recolhida por alunos e professores da Univali, além de crianças e voluntários no evento “Univali limpando o mundo”, que reuniu cerca de 350 pessoas e retirou das praias de Navegantes, Itajaí e Balneário Camboriú mais de 24 toneladas de lixo orgânico e reciclável.

O sol forte e a temperatura alta na manhã de sábado convidavam pra curtir o dia na praia, mas a galera preocupada com o meio ambiente preferiu arregaçar as mangas e fazer um faxinão coletivo nas ...

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O sol forte e a temperatura alta na manhã de sábado convidavam pra curtir o dia na praia, mas a galera preocupada com o meio ambiente preferiu arregaçar as mangas e fazer um faxinão coletivo nas praias da região. Só na Brava, cerca de 40 pessoas tramparam na ação.

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Com luvas e sacos de lixo, um grupo de amigos e estudantes do 4º período do curso de engenharia ambiental da Univali catava todo tipo de resíduo. Numa área próxima ao quiosque número seis, no canto Norte da praia, eles encheram um saco de lixo orgânico e outro de material seco. Lucas Krammel Motta, 19 anos, conta que esta é a segunda vez que participa do evento. “A praia é um lugar de lazer e ninguém gosta de ver ela suja. Nós estimulamos outras pessoas a participar e fazer isso sempre”, diz.

O colega Mateus Davino Ferreira, 18, fica puto dos cornos ao ver que a população não tem consciência do mal que faz pra natureza ao jogar uma simples embalagem de bala no chão. “Essa vegetação é ecologicamente importante pra região, é preciso preservar. Se cada um fizesse a sua parte, não precisaríamos estar aqui limpando”, tasca.

No canto Norte da praia, onde há muitas baladas e quiosques que funcionam até tarde, é comum encontrar garrafas de bebidas, copos plásticos e outros lixos deixados pelo pessoal que vai curtir a naiti de frente pro mar.

“Além dos turistas e baladeiros que vêm curtir a praia, há os donos dos quiosques que deveriam cuidar mais do lixo”, diz o estudante Maurício Kominkiewicz, 19. Ele encontrou uma lâmpada fluorescente quebrada no meio da mata, ao lado de um desses estabelecimentos. “Esse material só pode ser do quiosque”, afirma.

Evento mundial

A ação faz parte do evento mundial Clean up the world. A Univali organiza a ação há oito anos, sempre no segundo sábado de setembro. Este ano a galera trampou nas praias Brava e do Morcego, em Itajaí, na praia Central de Navega, nas praias dos Amores e Central, de Balneário Camboriú, além do rio Camboriú.

A professora de engenharia ambiental e oceanografia da Univali, Patrícia Fóes Scherer Costódio, 42, conta que o todo o lixo será encaminhado ao laboratório de Gestão e Valoração de Resíduos da universidade, onde será pesado e separado. O material que pode ser reaproveitado vai ser entregue à cooperativa de catadores de Itajaí (Coopefoz). Já o lixo orgânico vai ser levado pra um aterro químico, já que boa parte do material encontrado, como lâmpadas e remédios, não pode ser enterrado em aterros comuns.

Conscientização começa em pequeno

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Os alunos do colégio Salesiano de Itajaí também ajudaram na faxina. Onze estudantes do 6o ano recolhiam todo o lixo que encontravam pela frente. Durante a coleta, muitos perguntavam a diferença entre os materiais e quais eram recicláveis ou orgânicos.

Laís da Cunha, 11, sabe que o importante é cada um fazer a sua parte. “Temos que começar a cuidar da nossa cidade, da nossa casa, das nossas praias, pra depois cobrar dos outros”, afirma.

A professora de ciências e biologia Tayana Emilio, 32, reforça que a educação ambiental começa desde cedo e que os estudantes são incentivados a tomarem atitudes em prol da natureza. “Os alunos tomaram a iniciativa de serem voluntários nessa causa”, conta.

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Foi por essa vontade de mudar o mundo que a artesã Cidineia Lara Kassem, 72, acompanhou o neto no mutirão. “Ainda estou viva e acho que é um prazer você poder servir de exemplo pra outras pessoas”, conta. Ela diz que o simples gesto de separar o lixo e não jogá-lo na rua já dá uma diferença positiva pro meio ambiente. “Isso já é um começo”, garante.



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