Matérias | Economia


Itajaí

Empresários montam plano de saúde pra bichos

A ideia é abocanhar nicho de mercado bilionário

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]


Faça o seguinte exercício mental: você tem um cachorro ou gato de estimação, daqueles que considera quase um membro da família; de repente, o bicho sofre um acidente ou desenvolve uma doença grave e sobram duas opções, que são sacrificar o animal ou gastar muito, mas muito dinheiro pra salvá-lo. É nessas horas que costumam pintar na cabeça ideias malucas, tipo “ah! Se tivesse um plano de saúde pra animais domésticos...”. Pois foi justamente isso que pensou o empresário itajaiense Manoel Coelho Júnior, 51 anos, ao se deparar com um dilema que lhe cortou o coração: ou sacrificar o labrador que há 11 anos tava com a família ou tirar do bolso nada menos que R$ 6 mil. Assim que resolveu o problema com o cão, o empresário não pensou duas vezes, procurou especialistas na área e, a partir da terça-feira da semana que vem, lança o primeiro plano de saúde do sul do país pra cadelos e bichanos.


A intenção é clara. Montar um negócio que atinja um nicho de mercado crescente no Brasil e atender uma demanda, que é a necessidade das pessoas trabalharem com a prevenção e terem um tratamento ...

 

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A intenção é clara. Montar um negócio que atinja um nicho de mercado crescente no Brasil e atender uma demanda, que é a necessidade das pessoas trabalharem com a prevenção e terem um tratamento de saúde a custos menores para cães e gatos, afirma Sílvio Vieira, 52 anos, sócio de Manoel na empresa chamada Pet Medic e que tem sede em Itajaí.



E que nicho. Só no ano passado, o mercado pet cresceu 16% no país e faturou R$ 14,2 bilhões no Brasil, de acordo com as contas da associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Também pudera, o Brasil é o quarto país do mundo em número de animais de estimação e o segundo no mercado mundial de pet, segundo ainda o pessoal da Abinpet. São 37,1 milhões de cães e 21,3 milhões de gatos, sem contar peixes e aves. Nas 13 cidades onde já há médicos veterinários, clínicas e laboratórios cadastrados pela Pet Medic, a estimativa é que haja algo perto de 300 mil cães e gatos caseiros, diz Sílvio.

Consultor da Unimed nacional e com mais de 20 anos de experiência na área de planos de saúde pra humanos, foi Sílvio quem Júnior procurou primeiro quando teve a ideia. “Gastei R$ 6 mil pra salvar o meu labrador, que é o xodó da família. Se não tivesse esse dinheiro, ele morreria. Aí botei na cabeça que um plano de saúde pra animais ajudaria muito as pessoas”, conta o empresário, que é um dos diretores da loja Irmãos Coelho, a mais antiga em atividade no centro de Itajaí.


Foram cerca de 12 meses de estudos de mercado, formação de equipe, treinamento de colaboradores e legalização da empresa. “A partir de 1º de outubro começamos oficialmente as vendas”, diz, animado, Renato Macedo, 48, gerente comercial da empresa. A ideia, explica, é mostrar pros donos de miaus e totós que fica muito mais barato despender uma grana por mês do que arcar com os custos de consultas e exames veterinários quando alguma coisa inesperada acontece com o bichinho. Um plano básico, por exemplo, que dá direito a consultas e vacinas, exames simples e atendimentos de ambulatório, custa 60 pilas.

O plano de saúde, afirma Sílvio, vai funcionar igualinho ao que é oferecido aos seres humanos. Há categorias diferenciadas de serviços, preços distintos e até carência, pra alguns casos. Até que se firme no mercado, no primeiro momento a Pet Medic vai atuar em Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Brusque, Florianópolis, São José, Palhoça, Biguaçu, Blumenau, Jaraguá do Sul e Joinville. “Uma região de abrangência que tem cerca de 1,5 milhão de habitantes”, observa Sílvio.


Pra veterinário, dono da bicharada vai economizar

O médico veterinário Marcelo Borba, 29 anos, gostou da iniciativa logo de cara. “É uma ideia inovadora, de algo que a gente não tem na região”, diz. Pra ele, um dos grandes resultados é garantir um padrão de qualidade e de preço no atendimento à bicharada. “Em vista do crescimento desse mercado, o proprietário de animal acabou ficando mais exigente, cobrando mais”, observa o dotô, que é o responsável técnico da empresa.

Outra vantagem do plano, ressalta, é a diminuição de preço de serviços veterinários pros donos da bicharada, que ao pagarem por mês diluem tanto custos que podem ser considerados fixos, como as vacinas, quanto outros que surjam durante a vida do animal. “Quem tem um cão ou gato de estimação sabe que sempre tem o fator surpresa, às vezes bate uma diarreia, um vômito, o animal se machuca num acidente ou mesmo desenvolve alguma doença”, exemplifica.

Os gastos pra quem mantém em dia a saúde dos bichos não são poucos, ressalta Marcelo. Pra ter as vacinas em dia, gasta no mínimo 150 pilas por ano. Se castrar ou esterilizar o bicho, aí são mais R$ 500, em média. Se a fêmea desenvolver um tumor, aí são mais R$ 70 de exames bioquímicos, mais R$ 70 de raio-X e outros R$ R$ 130 de ultrassom, antes de se fazer a cirurgia de mastectomia (retirada da teta), que segundo o veterinário Marcelo, custa entre R$ 1,1 e R$ 1,2 mil. E não pense que isso é exagero. “Há um índice muito grande de tumor de mama. Toda fêmea que não é castrada desenvolve um tumor de mama, e a recomendação é remover esse tumor”, afirma o veterinário.


Ainda pro dotô Marcelo, seus colegas veterinários e donos de clínica também saem ganhando com um plano de saúde aberto. Isso porque o médico deixa de administrar dinheiro, já que a relação comercial é através do plano de saúde, e pode se dedicar mais a cuidar dos bichos.

Chip com informações da ficha médica e do proprietário é instalado no animal

O negócio não é só no papel. Cada cliente do plano de saúde ganha um chip pra ser instalado no lombo do animal. “É do tamanho de um bago de arroz, imperceptível”, garante Sílvio Vieira, um dos diretores da Pet Medic. O chip contém todas as informações sobre a vida do cachorro ou do gato. “Se você estiver viajando e seu animal adoecer, qualquer clínica ou veterinário cadastrado vai ter condições de ler o chip e obter as informações necessárias sobre o animal”, explica Sílvio. E mais: o chip também funciona pra identificar cães perdidos ou furtados, já que as informações lidas pelo scanner também têm dados do proprietário.


Dona de cãozinho já foi surpreendida várias vezes com doenças

A jornalista Rúbia Guedes, 37, sabe bem o que é tirar dinheiro do bolso pra manter a saúde de um bicho de estimação. Dona do Frederico, um cãozinho da raça shitzu que tem dois anos, costuma ser surpreendida por alguma doença inesperada do animal. “Quando ele veio pra cá, com dois meses, foi uma fortuna, porque tinha as primeiras injeções e ainda ele teve um problema de pele porque tem alergia a desinfetante, então o tratamento de três meses custou uns R$ 400”, lembra, emendando: “No mês passado, quando ele resolveu latir demais e ficou rouco, devo ter gastado uns R$ 500”.

Mas não pense que ela reclama, apesar de admitir que o gasto dói no bolso. “Sou da seguinte opinião: se a pessoa resolve ter um bichinho, tem que cuidar e saber que, se for um animal de raça, muitas vezes o dinheiro gasto será maior”, diz.

Pra Rúbia, que é itajaiense e hoje mora em Brusque, um plano de saúde pra bicharada de estimação seria perfeito. “Eu até já havia pesquisado. Sei que tem lugares, como São Paulo, que já tem esse serviço”, comenta. Por isso, gostou de saber que a região vai ser coberta por um. “As pessoas têm muitos animais e muitas vezes não têm tempo de ficar procurando (veterinário) e, assim, com um plano é mais fácil”, conclui.




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Publicado 21/05/2024 20:04



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