Itajaí

Construtora dá calote na União e joga conta pra antigo dono do terreno

A curitiba Thá comprou 55 mil metros quadrados em área de marinha pra construir um resort, mas nunca pagou taxa de ocupação pra União

Nada menos que 650 mil metros quadrados foi a área que a construtora paranaense Thá comprou num dos últimos recantos naturais em Balneário Camboriú: a praia agreste de Taquarinhas. A intenção seria construir um resort no local, mas até hoje a construtora não conseguiu permissão para tocar a obra. E, provavelmente por isso, a construtora deixou de saldar uma dívida de R$ 940 mil com a União. Da área total comprada, 55 mil metros quadrados ficam em terras de marinha e por isso é preciso pagar uma taxa de ocupação anual pro Tesouro Nacional. Além desta obrigação nunca ter sido cumprida, a Thá sequer transferiu os imóveis em área de Marinha pro seu nome. O débito tá sendo cobrado da antiga proprietária do terreno, a Administradora Comercial Ltda, de Blumenau. Agora o caso foi parar na dona justa.

Ao todo, nove terrenos foram comprados em 2003 pela construtora Thá. O investimento, de R$ 4 milhões, foi quitado em 2005, quando a empresa tinha 60 dias pra transferir os imóveis pro seu nome. ...

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Ao todo, nove terrenos foram comprados em 2003 pela construtora Thá. O investimento, de R$ 4 milhões, foi quitado em 2005, quando a empresa tinha 60 dias pra transferir os imóveis pro seu nome. No entanto, a cláusula contratual só foi cumprida com seis imóveis que não ficam em área de marinha. Os outros três continuam registrados no nome da antiga proprietária. A empresa de Blumenau tá com dívida ativa na Fazenda Nacional, não consegue fechar negócios, já teve as contas bloqueadas e pode ter os bens penhorados.

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O advogado que representa a Administradora, Charles Solon Coelho, alega que inúmeras cobranças extrajudiciais já foram feitas à Thá. A construtora sempre respondeu dizendo que iria regularizar a situação o quanto antes, mas tudo não passou de promessa. Semana passada foi protocolada uma ação judicial pra pedir a transferência dos imóveis, a quitação da dívida, além de uma indenização por danos morais. “Durante todos os anos que o antigo proprietário foi dono dos imóveis, nunca deixou de cumprir suas obrigações e sempre pagou em dia as taxas”, explica Charles.

Como o projeto do Resort Thaquarinhas tá empacado na Justiça Federal, porque o Ministério Público Federal entrou com uma ação para tentar impedir a construção do empreendimento no paraíso natural agreste, o advogado só encontra um motivo pra construtora não pagar a dívida: tão evitando pagar as taxas porque o local talvez permaneça intocável e sem render lucros para a construtora. Charles informa que a dívida com a União, referente aos imóveis na praia de Taquarinhas, já soma R$ 940 mil.

Procurada pelo DIARINHO, a construtora Thá reconhece o perrengue. “A Thá comunica que segue trabalhando para que a situação referente aos terrenos da praia de Taquarinhas seja regularizada o mais rápido possível”, se limitou a dizera nota à imprensa. A empresa ainda afirmou que abandonou o projeto do resort na praia.

Paraíso pertinho do centro de Balneário

A poucos quilômetros do badalado centro de Balneário Camboriú, a praia de Taquarinhas esconde 652 mil metros quadrados de natureza intocada. Sem calçadões, quiosques ou esgotos. Vizinha à praia de Laranjeiras, sempre lotada na alta temporada, o paraíso de Taquarinhas é bem mais reservado. Pra chegar até lá, é preciso passar pela rodovia Interpraias, descer do carro e enfrentar uma pequena trilha.

Além da briga da construtora Thá pra construir o resort, a prainha já foi cogitada para ser transformada no parque Estadual de Taquarinhas. Em 2010, o deputado Sargento Amauri Soares (Psol) apresentou o projeto pra indenizar a construtora e garantir a preservação da área. Mas o projeto tá parado nas comissões do legislativo.

Num primeiro momento a Thá não curtiu a ideia. Na época, a empresa garantia que não iria ocupar nem 20% da área total e que cortaria apenas 7% da vegetação para fazer o resort. Depois da confusão, pediu uma indenização de R$ 100 milhões. O Ministério Público Federal (MPF) considerou o valor totalmente descabido e o assunto morreu.

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