Itajaí

Polícia pede a prisão do casal suspeito

Os tiras querem saber quem executou mãe e filha a espetadas em Penha

Menos de 24 horas após o assassinato de Elita Kratz, 67 anos, e Márcia Andréa Zeferino, 46, respectivamente, mãe e filha, a polícia Civil já identificou e pediu a prisão temporária dos suspeitos pela atrocidade. O delegado Rodolfo Farah quer que os paulistas Anderson Clayton Faria Sbruzzi, 38, e Aline Aparecida Costa Takashima, 24, a Japinha, sejam presos. Os dois são suspeitos do latrocínio – roubo seguido de morte – de Elita e Márcia. O casal sumiu de Penha logo após o crime.

O delegado Rodolfo Farah foi pessoalmente, na tarde de ontem, conversar com o promotor e o juiz de Balneário Piçarras, para reforçar a importância de ter o pedido de prisão atendido. O medo do dotô ...

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O delegado Rodolfo Farah foi pessoalmente, na tarde de ontem, conversar com o promotor e o juiz de Balneário Piçarras, para reforçar a importância de ter o pedido de prisão atendido. O medo do dotô é que os dois, que já estão sumidos de Penha, fujam de Santa & Bela e não sejam mais encontrados. A ideia do delegado é que, se o casal não cometeu o crime, ajude a esclarecer o que aconteceu na casa de número 1.941, na rua Antônio Brigido de Souza, no bairro Mariscal, em Penha, na madruga de quarta-feira.

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Na quarta-feira à noite, os policiais foram até a quitinete alugada pelo casal há cerca de um mês, mas não os achou. Quando chegaram lá, a porta da casa estava semiaberta e os dois já tinham sumido deixando alguns pertences para trás. Os donos da quitinete falaram que o casal tinha pago aluguel até janeiro e que Anderson se comprometeu a fazer algumas reformas para pagar a estadia por mais um tempo. “Os donos falaram que entre 4h30 e 5h, escutaram muito barulho na quitinete deles, mas que acharam que estavam fazendo alguma reforma. Só que, na realidade, estavam fugindo”, contou o policial responsável pela delegacia de Penha, Allan Coelho.

Não foi apenas o fato de o casal sumir após o churrasco que levou a polícia a suspeitar deles. O indício mais forte foram as roupas de Anderson, sujas de sangue, deixadas na casa da vítima. As peças estavam dentro da máquina de lavar, junto com algumas toalhas, lençóis e até as roupas das vítimas. “Ele botou tudo na máquina, tacou sabão em pó e lavou. Também tentou limpar o sangue do chão e, por fim, tomou um banho, pois havia sangue junto ao chuveiro”, explicou o policial.

Roubo seguido de morte

O delegado Farah trabalha com a hipótese de que o casal tenha roubado para matar, pois desapareceram da casa das vítimas bolsas e documentos, além de uma quantia em dinheiro. Informações extraoficiais dão conta que elas teriam cerca de dois mil reales na baia, mas a polícia não confirma o valor.

Os criminosos ainda pensavam em levar mais coisas da casa, já que a televisão estava próxima à porta dos fundos, o cofrinho dentro do Fox das vítimas e havia roupas sujas de sangue perto do veículo. O Ford Ka vermelho do casal ainda foi visto, na manhã de quarta-feira, passando duas vezes em frente à casa das vítimas.

Crime brutal

Os corpos de Elita e Márcia foram encontrados no final da tarde de quarta-feira pela irmã e tia das vítimas, Elisabete Kratz, 63. Ela estranhou o fato de não terem as duas saído de casa na quarta. Corajosa, pulou o muro e ali começou a encontrar rastros da cena de terror que acharia no interior da baia.

As vítimas foram mortas com golpes de espeto, o mesmo usado horas antes para fazer o churrasco para o casal de amigos. Depois, elas tiveram as roupas tiradas e foram jogadas seminuas em cima da cama. A maioria dos golpes foi dada contra a cabeça da mãe e da filha.

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Vítima conheceu casal paulista no trabalho

A amizade de Márcia e do casal era recente. Eles tinham se conhecido a menos de um mês no trabalho. Márcia trabalhava no restaurante Capitão do Mar, em Piçarras, e conheceu Aline lá, onde ela trabalhou por quase um mês como garçonete. O marido de Aline, Anderson, fazia bicos no local nos finais de semana.

O Facebook também estreitou laços entre Márcia e o casal. A vítima era amiga de Anderson e Aline na rede social e trocava mensagens com eles. Para ficar ainda mais íntimo da família, Anderson se mostrou prestativo e foi convidado a fazer alguns reparos na casa das vítimas. Isso estreitou a amizade deles e, por esse motivo, Márcia, que estava de folga na terça-feira, convidou o casal para um churrasco.

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O crime ocorreu de madrugada, logo após o churrasco. Mas para a polícia, por enquanto, é difícil afirmar o que motivou a brutalidade. Somente com a prisão do casal os tiras poderão ter o desfecho do churrasco. “Penso que estava tudo bem, e que a certa altura pode ter acontecido um desentendimento. Mas o que realmente motivou só eles é que poderão dizer”, diz.

O policial, que acompanhou todo o trabalho do instituto Geral de Perícia (IGP), na noite de quarta-feira, acredita que Márcia foi a primeira a ser agredida e que ela estava nos fundos da casa. “A mãe ouviu os gritos, e quando veio pra ver o que estava acontecendo, também foi morta. Depois, as duas foram arrastadas até a cama”, conta.

Outros detalhes da morte, como quantos golpes de espeto elas levaram e se eles usaram mais algum objeto para matá-las, só serão conhecidos quando laudo da perícia for concluído. O prazo é de até 30 dias.

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Família pede prisão

Revoltados com a morte de Márcia e Elita, parentes das vítimas usaram ontem o Facebook para expor as fotos do casal e exigir a prisão deles. “Suspeitas já confirmadas! Provas encontradas no local do crime... O casal está sendo procurado. Temos fé que a justiça será feita”, escreveu Elisabeth Kratz, acima de um álbum de fotos do casal suspeito.

Vários amigos de Elisabeth aproveitaram a rede social para tentar consolá-la. “Elisabeth, ainda não consegui entender o porquê de as coisas terem acontecido desta maneira, tão brutal, com duas pessoas tão queridas. Mas quero que você saiba que estou pedindo por elas em minhas orações e que Deus conforte o coração de vocês, lhes dando muita força pra seguir em frente.”, disse uma amiga. Os corpos de Elita e Márcia estão sendo velados na igreja Santa Cruz, no bairro Velha Pequena, em Blumenau. Hoje, às 9h, acontece o sepultamento.



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