Itajaí

Relojoeiro do Benno se enforca em apê

“Era o funcionário-exemplo”. É assim que um dos funcionários da conhecida relojoaria Benno, do centro de Itajaí, descreve o colega de trabalho Jucélis Elói Nistran, 45 anos. Mais conhecido como Chapecó, apelido dado por conta da cidade onde nasceu, o relojoeiro foi encontrado enforcado na manhã de ontem, dentro do apartamento em que morava com a mulher, no edifício Costa Esmeralda, na rua José Pereira Liberato, uma das principais vias do bairro São João, em Itajaí. Jucélis morava na vizinha Balneário Camboriú há mais de duas décadas e se mudou para Itajaí há cerca de um ano, quando se ajuntou com a namorada atual. O corpo foi levado ao instituto Médico Legal de Itajaí (IML). Para as otoridades, o rapaz tirou mesmo a própria vida.

Os colegas de trampo nem tiveram tempo de sentir falta de Chapecó. Era por volta de 8h10 da matina, antes mesmo da relojoaria Benno abrir as portas na rua Brusque, no centro peixeiro, quando um ...

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Os colegas de trampo nem tiveram tempo de sentir falta de Chapecó. Era por volta de 8h10 da matina, antes mesmo da relojoaria Benno abrir as portas na rua Brusque, no centro peixeiro, quando um dos funcionários recebeu a ligação contando a tragédia. Foi um vizinho de Chapecó quem deu a má notícia. “Ninguém tá acreditando”, teria dito o vizinho ao funcionário da relojoaria.

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Após receber a notícia, o amigo foi até o apê de Chapecó. Lá os peritos do instituto Geral de Perícia já faziam o registro da cena. O corpo de Chapecó ainda estava pendurado, mas o colega de trampo preferiu não se deparar com a cena. “Eu não quis ver”, disse. Abalado, era até mesmo difícil para o funcionário da relojoaria dizer que Chapecó tinha tirado a própria vida. “É bem desagradável”, comentou.

No trabalho, Chapecó era um cara quieto, na dele. Segundo o ourives Cleomir Batschauer, 46 anos, fazia um tempo que Chapecó andava meio estranho. Mas nada que pudesse chamar a atenção, já que ele era um cara fechado. “Até o aniversário ele sempre escondia”, comentou outro colega de trabalho.

Chapecó trabalhava há 18 anos na relojoaria Benno. Ajuntado com a namorada há cerca de um ano, ele não tinha filhos. Em Balneário, morou ainda com os pais e a irmã.



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