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Patrões e empregados chegam a um acordo pros pisos do mínimo catarinense

Reajuste médio tem tudo pra passar dos 9% e representar um ganho real de mais de 3% no faz-me-rir

Até que enfim! Pela primeira vez em quatro anos, patrões e empregados deixaram de birra e assinaram um acordo para o reajuste dos pisos do salário mínimo regional de Santa Catarina. A negociação foi fechada no entardecer de segunda-feira e divulgada ontem tanto pela turma dos sindicatos dos trabalhadores, através do departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) quanto pelos engravatados da federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

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Pelo acordo, o piso mais baixo será de R$ 835 e o mais alto de R$ 957 (veja na tabela o valor dos pisos por categorias e de quanto foi o percentual de aumento em cada uma delas). A assinatura rolou ...

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Pelo acordo, o piso mais baixo será de R$ 835 e o mais alto de R$ 957 (veja na tabela o valor dos pisos por categorias e de quanto foi o percentual de aumento em cada uma delas). A assinatura rolou no prédio da Fiesc, que fica em Floripa. A previsão é que os novos pisos passem a ser praticados já a partir de janeiro do ano que vem. Isso porque os deputados terão tempo hábil pra aprovar a lei dos novos valores ainda neste ano.

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A média pro reajuste dos pisos ficou em 9,27%. O que vai dar um ganho real médio nos salários de 3,37%, pelas contas do sabichões do Dieese. No acordo, trabalhadores e empresários levaram em conta a estimativa de que o Brasil fechará o ano com uma inflação de 5,29%. Isso para o índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como base pra reajustar o faz-me-rir da peãozada, incluindo o salário mínimo nacional. Percentualmente, o resultado é muito parecido com o acordo que definiu os valores dos pisos do salário mínimo regional que tá atualmente valendo. “É idêntico ao do ano passado, mas diante de uma inflação menor, ao que tudo indica”, pondera Ivo Castanheira, diretor sindical do Dieese.

A intenção é encaminhar o acordo na semana que vem ao governador Raimundo Colombo (PSD). Apesar de a Santa & Bela ser o único dos estados que tem o piso regional a fechar os valores através de uma negociação entre patrões e empregados, só o governador é que tem poder de encaminhar pra assembleia Legislativa um projeto de lei pra aprovação dos novos pisos. Sindicalistas e empresários estão com fé que, até dezembro, a leleia vote o projeto.

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Nos outros anos foi uma vergonheira

Até parece que neste ano os representantes das entidades patronais e de trabalhadores viraram gente grande e acertaram os percentuais de reajuste dos pisos do salário mínimo regional de Santa Catarina. “É muito diferente dos demais anos, houve amadurecimento na negociação”, admite Ivo Castanheira, um dos chefões do Dieese. “Mantemos, mais uma vez, o melhor caminho para chegar aos valores para o piso regional, que é a negociação entre as partes que têm legitimidade para isso”, desconversou Glauco José Corte, presidente da Fiesc.

Em todos os outros anos, os sindicalistas e empresários deixaram passar a virada do ano, entraram pelo carnaval e só depois da Páscoa é que tomaram vergonha na cara e chegaram a um acordo. Com isso, perderam os trabalhadores, que receberam o reajuste só quase na metade do semestre e também os donos de firmas, que tiveram que pagar tudo retroativo, numa carcada só.

Criar o piso regional foi um calvário

O projeto para a criação do salário mínimo regional foi apresentado em maio de 2007 pelo deputado polacão Pedro Uczai [PT]. Como somente o governador pode ser autor desse tipo de projeto, em março de 2008 Uczai retirou a proposta e começou uma campanha com as centrais sindicais de trabalhadores da Santa & Bela.

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Em julho de 2009, o então governador Luiz Henrique [PMDB] acatou a proposta e encaminhou o projeto à leleia. Também em julho, um documento com 50 mil assinaturas de catarinenses, favoráveis ao mínimo regional, foi entregue aos deputados.

Pra correr atrás do prejuízo e tentar impedir que fosse aprovado o projeto que cria o salário mínimo regional no estado, engravatados da federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) chegaram a se reunir em agosto de 2009 com os deputados estaduais. Meteram mó prensa nos políticos.

A choradeira dos empresários não convenceu e, em setembro daquele ano, a leleia aprovou o projeto de criação do salário mínio regional de Santa Catarina. Em janeiro de 2010, as quatros faixas do novo salário mínimo regional começaram a valer.






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