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Itajaí

DESABAFO QUINTAFERINO

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Por que, meu Deus, por que sempre que alguém fala em “tornar mais acessível” alguma coisa, baixando um pouco o preço (ou não subindo), isso sempre vem acompanhado por uma visível queda na qualidade do serviço ou produto?

Muito se tem falado na criação de uma nova “classe média”, que começa a usufruir de um certo padrão de consumo. Isso, claro, é muito bom. Não dá mesmo pra viver sem se envergonhar num país com tanta desigualdade. Se está mudando (ainda que lentamente), melhor. Só que...

Pra todo lado que a gente olha, dá impressão que tem uns espertalhões levando vantagem. Porque tudo que é oferecido tem problemas.

 

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Muito se tem falado na criação de uma nova “classe média”, que começa a usufruir de um certo padrão de consumo. Isso, claro, é muito bom. Não dá mesmo pra viver sem se envergonhar num país com tanta desigualdade. Se está mudando (ainda que lentamente), melhor. Só que...

Pra todo lado que a gente olha, dá impressão que tem uns espertalhões levando vantagem. Porque tudo que é oferecido tem problemas.



As viagens aéreas, por exemplo. Os aeroportos estão cada vez mais parecidos com rodoviárias, no mau sentido. E isto não é culpa de ter mais gente viajando. É pura falta de preparo e consideração dos administradores com a clientela.

Dentro dos aviões, em especial no concentradíssimo mercado brasileiro, o espaço entre as poltronas está ridículo. Dia desses voei num avião da TAM em que eu encostava o joelho no encosto da poltrona da frente. E eu sou um baixinho de 1,70m! Imagina o povo mais alto. Não dava pra ler direito um livro ou uma revista de tão pouco espaço.

E, claro, avião lotado. Então a tal “crise” parece ser mesmo de competência administrativa, porque faz tempo que não pego vôo vazio. Aliás, é possível que vôo com pouca gente eles cancelem. Pra não levar “prejuízo”, embora aí criem todo tipo de problema pro “poucos” fregueses que ficaram a pé.


Então, agora que tem mais gente podendo viajar mais rápido, o nível dos serviços piora. E, ao que parece, com a complacência da agência reguladora e do governo. Justamente do governo “popular” que deveria zelar para que a população fosse bem atendida.

E a qualidade dos produtos alimentares, então? Notaram que não existem mais sucos de frutas à venda? Alguém poderá dizer que há prateleiras e mais prateleiras com caixinas longa vida de “sucos”. E eu pedirei para olharem direito: ali está escrito “néctar de frutas”.

“Néctar” é um troço feito com água, açúcar, vários outros componentes e uma certa quantidade de suco que, se duvidar, não chega nem a 30%. E é um refresco caro pra xuxu (mais de R$ 3,50 o litro).

Até se encontra algum suco, mas aí a preços mais que proibitivos. Beiram o deboche. Coisa de mais de R$ 12 o litro.

Ou seja, é a mesma coisa: se tem mais gente conseguindo comprar, deveriam oferecer produtos melhores, maior variedade. Não, nivelaram por baixo. Parece que confiam na falta de hábito do consumidor e acham que podem empurrar qualquer coisa. Só capricham nas embalagens e na propaganda.


Criou-se, além disso tudo, uma forma muito esquisita de “baratear” as coisas que são colocadas à venda: o preço final está nas alturas, mas a prestação é bem baixinha. Pagamos aqui no Brasil mais caro que em muitos países do mundo por quase tudo. Em vez de procurar corrigir isso e encontrar um preço justo, os industriais e comerciantes encontraram a saída mais fácil: vende em 30 meses, cobra um caminhão de juros (mesmo nas tais “10 x sem juros” tem custo financeiro embutido) e o consumidor, iludido, olha só pro valor que vai pagar por mês.

Parece que ninguém tem coragem, ânimo, peito, pra fazer as contas sobre o preço real das coisas. E prefere, pra não se incomodar, continuar pagando preços estratosféricos para quase tudo.

Dêem uma espiada na internet, peçam ajuda praquele filho ou neto mais esperto, que fala um pouco de inglês, para dar uma olhada nos preços em outros países, mesmo de produtos de uso comum. O preço está em moeda estrangeira? No Google é fácil fazer a conversão para reais de qualquer moeda.

Aposto que vocês vão ficar espantados como os preços que cobram da gente aqui estão maiores (ou, em alguns casos, iguais) aos que cobram em países onde a renda per capita é maior, os empregos remuneram melhor e os serviços públicos funcionam.


E aí está outra coisa: pagamos impostos como gente grande. O governo arrecada muito dinheiro, porque somos um país com muita gente. Mas não temos boas escolas públicas gratuitas (só no ensino superior, o que é uma distorção). Não temos o SUS funcionando como deveria. Enfim, não vemos retorno daquilo tudo que pagamos.

E isso é outra injustiça: o sujeito finalmente passa para a tal “classe média” e antes de lhe darem saúde, educação, transporte público e outros benefícios que merece ter quem trabalha, produz e ajuda o país a crescer, enfiam-lhe a mão no salário, em “imposto retido na fonte”, ou em tudo o que compra. Tem produto que chega a ter quase a metade do preço em impostos.

Acho que vocês estão cansados de falar e ouvir falar sobre isso, mas eu precisava desabafar. Porque acho a maior sacanagem esse “modelo”. Trazer mais gente para os níveis de consumo para oferecer porcaria e maus serviços é um crime. Coisa preconceituosa e ofensiva. E nem venham com aquela sacanagem de “ah, mas tem que ser assim pra poder baratear...” não tem nada mais barato.

“Baratear” tirando ingredientes, diminuindo peso e tamanho, colocando mais água no leite, é (ou deveria ser) crime. País decente, orgulhoso do esforço que faz para corrigir injstiças, deveria colocar essa gente na cadeia. “Ah, mas não tem vaga, tadinhos, o dono da indústria e o dono do supermercado precisam cumprir a pena em casa”. Mas essa é outra história, desabafo para outra hora. Cáspite!

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PERDÃO LEITORES

Na coluna da terça-feira informei, a certa altura, que a greve da Comcap, em Florianópolis tinha terminado na segunda, dia em que começou. A informação estava errada, a greve continuou. E continuava até ontem à noitinha, quando escrevi este mea culpa. O erro ocorreu porque fiz aquilo que sempre recomendo que os colegas não façam: confiei numa fonte mezza boca e não peguei o telefone pra conferir. Desculpem.




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