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Itajaí

Vantagens pra economia esbarram em problemas ambientais

Danos decorrentes da obrona da nova bacia de evolução foram conhecidos ontem à noite, em uma audiência pública na city peixeira

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Sacrificar o meio ambiente para o crescimento econômico da cidade. Em poucas palavras, essa é a síntese do que se pretende com a implantação da nova bacia de evolução no Saco da Fazenda, em Itajaí. Os impactos do novo empreendimento foram apresentados ontem à noite, na audiência pública da reestruturação do canal de acesso ao complexo portuário do rio Itajaí-açu. Agora, cabe aos técnicos da fundação do Meio Ambiente (Fatma) decidir se o sacrifício vale a pena.

Cerca de 200 pessoas participaram da apresentação do resumo do estudo de impacto ambiental para a implantação da nova bacia, que vai exigir o reposicionamento do molhe Norte, em Navega, a dragagem ...

 

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Cerca de 200 pessoas participaram da apresentação do resumo do estudo de impacto ambiental para a implantação da nova bacia, que vai exigir o reposicionamento do molhe Norte, em Navega, a dragagem do canal e a adequação da sinalização náutica. Com essas mudanças, a largura da bacia para manobra no Saco da Fazenda vai ter 530 metros. Assim, o porto de Itajaí seria o primeiro do Brasil capaz de receber embarcações com até 400 metros de comprimento. Atualmente, os novos navios são fabricados com até 366 metros.

O estudo de impacto ambiental foi elaborado pela empresa Acquaplan e custou cerca de R$ 4 milhões. Como ponto positivo, o papéli destaca o fortalecimento da atividade portuária, a redução do índice de desemprego, aumento da renda per capita, do fluxo de capital e da segurança de navegação. Pra botar pressão, a associação Comercial e Industrial de Itajaí estava presente com cartazes, nos quais se liam apelos como “O futuro do nosso município depende da bacia de evolução” e “Bacia de evolução, nossa sobrevivência”.



Já nos aspectos negativos, a lista é gigantesca. Durante a fase de instalação da nova bacia, o estudo aponta para possível contaminação do solo, das águas subterrâneas e das águas do Itajaí-açu. Ainda ficou diagnosticada a perturbação dos organismos aquáticos, aumento da turbidez das águas e das vibrações do solo, degradação da paisagem e vias públicas, além de danos estruturais em edificações. Até mesmo os surfistas e frequentadores do molhe Norte, em Navega, poderão sofrer com o empreendimento, sem falar dos pescadores artesanais.

Durante a fase de operação da bacia, mais uma montoeira de perrengues devem rolar, como erosão no talude do canal e nas margens do rio, redução da produtividade biológica do Saco da Fazenda e aumento da incidência de ondas.

De acordo com a diretora de licenciamentos da Fatma, Ivana Becker, não há uma previsão para o órgão sinalizar uma posição sobre a obrona e liberar as licenças ambientais. Neste momento, os técnicos avaliam o estudo de impacto. No entanto, o morador de Itajaí, Orlando Borges, 65 anos, diz logo de cara que é contra. Pra ele, o Saco da Fazenda deveria ficar só pros pescadores. “Tem muita gente que só vive disso. Eu tô aqui, na beira do rio, há 50 anos e sei como os pescadores artesanais vão ser prejudicados”, comenta.


Já pro morador de Navega, Idelberto Luciano dos Santos, 42, tanto faz, desde que as 14 famílias que serão afetadas não fiquem desamparadas. Ele foi até a audiência pública pra tentar entender melhor como vão funcionar as obras.

Movimentação em alta

A movimentação aumentou, mas as atracações no porto peixeiro caíram nos 11 primeiros meses de 2013. O avanço na movimentação de contêineres foi de 8%, comparado com o mesmo período do ano passado. Apesar do saldo positivo, a superintendência do Porto teme o futuro do complexo Portuário de Itajaí e da atividade na região. A preocupação é justamente com a redução no número de escalas, já que os barcos estão cada vez maiores e o complexo não comporta esses barcões. Por isso, a defesa é a que a nova bacia de evolução vai resolver de uma vez por todas este problema.

Atualmente, só navios com até 304 metros conseguem entrar. “Caso essas obras não sejam realizadas, o complexo vai perder navios para outros portos, e as consequências são imprevisíveis para a economia de Itajaí, Navegantes e Santa Catarina”, reforça o superintendente do porto de Itajaí, Antonio Ayres dos Santos.





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