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Itajaí

Feriado de sol e o calorzão abarrotou a praia peixeira

Falta de estacionamento continua sendo a pedra no sapato pro povo que chega à praia de carango ou de motoca

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Dia de Natal em família ao redor da mesa de casa, comendo o que restou da ceia. A cena típica de feriado natalino passou longe da escolha de um mundaréu de gente que escolheu a praia da Atalaia como destino ontem.

Reduto de surfistas, a Atalaia é dividida em três partes: a do Molhe, onde há muitas vagas de estacionamento e a onda é restrita aos locais; a parte da arquibancada, com mar mais democrático, mas ...

 

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Reduto de surfistas, a Atalaia é dividida em três partes: a do Molhe, onde há muitas vagas de estacionamento e a onda é restrita aos locais; a parte da arquibancada, com mar mais democrático, mas onde estacionar é uma proeza; e a parte mais próxima ao Bico do Papagaio, onde também faltam vagas de estacionamento, mas tem barzinho com música e chuveiros pro povão.

Uma das praias mais queridinhas dos peixeiros, a Atalaia tem a areia fina, canchas de futebol ou vôlei, que geralmente são instaladas no final de tarde, e dois postos guarda-vidas. O mar é agitado e considerado um dos mais regulares do Brasil, com boas ondas quando a ondulação é de leste ou sudeste. O que é bom pros surfistas é motivo pra redobrar a atenção pra quem só curte dar uns mergulhos. Isso porque a praia é cheia de correntes de retorno e o mais indicado é tomar o banho de mar perto dos salva-vidas e distante das bandeirinhas vermelhas que apontam os locais de repuxo.



A praia conta ainda com seis bares fixos que oferecem lanches, refris, água de coco e cervejas. A maioria dos ambulantes vende acessórios, roupas e picolés. Perto da arquibancada e na parte próxima ao Bico do Papagaio, há chuveiros com água doce. A maioria está capenga, mas o principal problema da Atalaia é encontrar um local pra estacionar.

Tava lotado

Na tarde de ontem, a praia peixeira bombou e, como sempre, faltou lugar pro povo colocar os carangos. Guardinhas da Codetran foram chamados e fizeram os motoras sumir com os carangos de cima das rampas, onde o estacionamento é proibido nos dois lados. “Nem de moto o pessoal estava conseguindo passar”, explica o agente da Codetran, Moraes. Teve até quem usou a calçada como estacionamento, mas ninguém foi multado. Isso porque, segundo ele, os motoras correram assim que viram a chegada dos fardados. A entrada do molhe chegou a ficar trancada porque não cabia mais moto no local. De acordo com os agentes, apenas uma moto recebeu o canetaço. Ao consultar a placa, foi constatado que a tarjeta que indicava a cidade estava diferente da registrada no Contran. Além dessa, o desavisado levou a multa por estacionar em local proibido e teve a cabrita guinchada.


Falta lugar para estacionar o carango

A falta de estacionamento na Atalaia é a pedra no sapato do dono do bar do Kao, José Cláudio Müller, 60 anos. O cara é um dos mais antigos na praia, mora ali há 54 anos e diz que o movimento só não é maior porque o povão passa batido, já que não encontra lugar pra parar o carango. Pro Kao, pelo menos um dos lados da rampa de acesso à areia poderia ser liberado pro estacionamento. “É o problema de sempre, não tem onde estacionar e o pessoal procura outras praias”, reclama.

Além disso, Kao diz que a praia não é conhecida, porque a própria prefa não dá bola. “Investiram alguns mil reais nas regatas, colocaram várias placas pra indicar a Brava, Cabeçudas, Bico do Papagaio e o Molhe. Aqui, colocaram uma única placa, e ainda de lado, que tive que pedir pra virar. Me parte o coração o pessoal vir aqui perguntar que praia é essa”, lasca o nativo.

O bagrão do Turismo, Agnaldo dos Santos, jura que a Atalaia é bem divulgada e diz que é uma das referências turísticas do consórcio Intermunicipal Turístico Costa Verde e Mar, formado por citys da Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri). “É uma referência, tanto que o réveillon mágico de Itajaí vai ser feito lá”, argumenta, referindo-se a parte do molhe da praia. Pro abobrão, o que falta na Atalaia é estacionamento. “Vamos nos reunir com a coordenadoria de trânsito pra elaborar um projeto e vermos o que pode ser feito”, promete.

A bagrona da segurança, Susi Belline, reconhece a dificuldade. “O grande problema da rampa é que se ocorre algum acidente, a ambulância precisa ter passagem”, explica.


São Pedro colaborou e povaréu se acotovelou pra lagartear

A família do vigilante Antônio Carlos Mendes Júnior, 35, saiu da mesa do almoço direto pra praia do Atalaia. Pra ele, a melhor característica da praia é a segurança de tomar banho de mar bem embaixo dos olhos dos guarda-vidas. Junior, a esposa e o filho trouxeram a tia com três sobrinhos pra conhecer a praia. Elas chegaram da Bahia na segunda-feira e gostaram do que viram. “Gostei muito porque as praias são limpas e organizadas”, elogiou a aposentada Irailde Horminda de Almeida, 58.

O mesmo fez um grupo de amigos de Brusque, que mal deixou o marreco cair no bucho pra pegar a estrada em direção à praia peixeira. Fernando Hitoshi, 22, que é encarregado de expedição, diz que passou a noite de Natal com a família pra aproveitar o feriado de ontem com os amigos. Achando que tava em Cabeçudas, ele e outros oito parceiros passaram a tarde tomando energético e aproveitando o baita sol. “Tá mais com cara de Réveillon”, brinca. O rapaz diz que curtiu a praia, mas fez coro com o comerciante e reclamou da falta de estacionamento. Depois de rodar muito, conseguiu achar uma vaguinha espremida no molhe.

Quem também tava faceiro com o movimento da praia foi o vendedor ambulante Marcelo José da Silva, 34. “Vendi uns 30 óculos hoje (ontem), o movimento está bom”, comemora. Cada óculos custa 25 pilas.


Quanto custa?

Quem não é esperto e leva o rango de casa tem que desembolsar pra encher o pandulho na areia. Na Atalaia a água custa em média R$2,50, o refri em lata é quatro pilas e a garrafa de dois litros custa R$ 8. A cerveja custa entre cinco e oito reales, dependendo da marca. Pra lanchar o preço varia entre R$ 4,50 a R$12 e a porção de fritas é salgada, em média 16 pilas. Um suco de frutas custa R$4,50, água de coco cinco pilas e um pastel quatro reales. A caipirinha, que faz a cabeça da turistada, custa entre 11 e 14 reais, dependendo do tamanho. Pra degustar um açaí na tigela, precisa desembolsar R$ 9.




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