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Casos e ocasos

Casos e ocasos

Rosan da Rocha é catarinense, manezinho, deísta, advogado, professor e promotor de Justiça aposentado. Sem preconceitos, é amante da natureza e segue aprendendo e conhecendo melhor o ser humano

Personalidade criminosa


Personalidade criminosa
(FOTO: IMAGEM GERADA POR IA)

Jair Messias Bolsonaro já deveria estar preso há muito tempo. Essa criatura vem, de todas as maneiras, desde que começou a escalada para se tornar presidente do país, já na campanha eleitoral no ano de 2017, fazendo declarações agressivas e mentirosas contra seus adversários políticos e todos aqueles que tentassem desqualificá-lo para o cargo que desejava ocupar e se perpetuar, como jamais se tinha visto na democracia brasileira. Mas esses fatos, por si só, não serviriam pra prendê-lo, é claro.

Contudo, ao sentar na cadeira da presidência da República começou a realizar uma série de atitudes que mostravam a intensificação desse desejo em desmerecer e agredir políticos, artistas, jornalistas, autoridades e instituições, ainda, por vezes, desobedecendo leis e a Constituição Federal.

Para assegurar sua sanha em continuar no poder a qualquer custo, se juntou a uma tropa de políticos fisiologistas que anteriormente era desafeto, nomeou centenas de militares para cargos especiais dentro do Governo Federal, aparelhou as cúpulas das polícias federais e da Procuradoria Geral de Justiça com gente de sua confiança íntima.

Mas havia um entrave, passar pela última trincheira da esperança de todo cidadão brasileiro que deseja um país democrático e uma nação em paz: o Poder Judiciário.

Foi quando então começou a atacar ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, tanto para seus eleitores como para autoridades internacionais, com xingamentos e mentiras deslavadas, induzindo e instigando a desconfiança da população na Justiça brasileira. Mas também tais fatos não eram, para muitos, suficientes para prendê-lo.

Daí veio a eleição e sua amarga derrota.

Com a ganância desmedida do Poder, incentivado por muitos de seus pares militares e políticos inescrupulosos, e um forte sentimento de que boa parte de seus eleitores estavam inebriados por suas falácias, e que não mais conseguiam discernir sobre o certo e errado, o justo e injusto, liberdade democrática e o autoritarismo, planejou e articulou um golpe na democracia brasileira.

E aqui faço um parêntese: para se cometer um crime de tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito não precisa a participação das Forças Armadas, armas, muito menos tiros e pessoas inteligentes. Basta articular, planejar, incentivar, instigar ou induzir que pessoas tentem impedir, com violência ou grave ameaça, que um presidente legitimamente eleito seja empossado e assuma a presidência do Brasil. E isto está mais do que comprovado que ele, Bolsonaro, fez demasiadamente.

No exato momento que pisou no país vindo dos EUA, onde esperava voltar com seus cúmplices criminosos para a presidência, deveria ter sido preso imediatamente e estar na cadeia preventivamente, esperando o julgamento do processo que responde por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, por ser uma pessoa altamente perigosa para a sociedade brasileira. Fundamentos jurídicos para que tal prisão se concretizasse, teriam e têm de sobra.

Desta feita, a colocação de uma tornozeleira eletrônica e outras situações cautelares para que não atrapalhe e interfira em investigações, ou fuja para se livrar da pena que lhe for imputada, são medidas até leves, pela gravidade do crime e personalidade criminosa do acusado. Ainda mais quando contribuiu, com declarações, ajuda financeira à seu filho e postagens em redes sociais, que o presidente aloprado dos EUA chantageasse o Brasil e sua soberania com altas tarifas, prejudicando a economia do país gravemente.


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