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Coluna Exitus na Política

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Por Sérgio Saturnino Januário - pesquisa@exituscp.com.br

Cardápio para você se alimentar


Há um mundo cheio de coisas fora de você e que você não pode dominar, controlar, manipular, assumir para si ou ignorar. Conhecer por completo o mundo ou a si mesmo é difícil ou mesmo impossível. Quando você compreende algo sempre haverá outra pergunta a ser feita! A própria Sociedade e a Política e a Justiça Social são “coisas” enormes que não cabem dentro de todas as nossas possibilidades de conhecimento. Tolice pensar que você é uma espécie de “dono de si e do mundo”.

E essa é toda a riqueza de viver! A ignorância não é uma incapacidade, mas uma forma de se colocar como aprendiz. Diferente do idiota, um tolo que acredita que pode dominar o mundo e as pessoas e as coisas. Tudo é relacionamento. Entre o professor e o aluno se instala um campo de forças que dá contornos e conteúdos a cada um dos envolvidos. O professor não existe assim por sua carne, mas por suas relações. E isso se replica em todas as circunstâncias da vida. Esse campo de forças é invisível, imaterial. Ao mesmo tempo fornece a energia social para seguirmos em frente como “professor-aluno”.

Quando alguém tenta se fechar para o mundo, se esquecendo que é incompleto e limitado, acaba por se perder dentro de si e perder parte dos frutos saborosos das relações sociais. Aquele ...

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E essa é toda a riqueza de viver! A ignorância não é uma incapacidade, mas uma forma de se colocar como aprendiz. Diferente do idiota, um tolo que acredita que pode dominar o mundo e as pessoas e as coisas. Tudo é relacionamento. Entre o professor e o aluno se instala um campo de forças que dá contornos e conteúdos a cada um dos envolvidos. O professor não existe assim por sua carne, mas por suas relações. E isso se replica em todas as circunstâncias da vida. Esse campo de forças é invisível, imaterial. Ao mesmo tempo fornece a energia social para seguirmos em frente como “professor-aluno”.

Quando alguém tenta se fechar para o mundo, se esquecendo que é incompleto e limitado, acaba por se perder dentro de si e perder parte dos frutos saborosos das relações sociais. Aquele que se imagina dono de si, tolo, terá que ser, antes, dono do mundo. Terá que se autointitular completo em si mesmo. Autônomo e independente, se pensa livre das amarras do mundo, perde sua própria identidade, corrói a coerência, dissipa o sentido de si mesmo. Na floresta do mundo será a nutrição de seus próprios vermes a comê-lo e se alimentará dos vermes para recompor sua vida.

Surgem, assim, os seres autoritários e egoístas, manifestados por gritos e agressividades e violências. Incapaz de suportar a si mesmo, violentará os outros. Quando grita perde o domínio e sua própria liberdade, escorrega na autonomia, tomba na independência e se afoga na autossuficiência. A simplicidade e a modéstia serão sua cura. Com tantas guerras e incontáveis descontroles, as pessoas assumem um mundo de concorrência e disputas, querendo para si o que nunca poderá lhe pertencer: os outros e o mundo! Se és de alguma forma, somente poderás ser com os outros. Seus gritos de bravura e agressão são exatamente sua fraqueza.

Sem querer saber se você gosta ou não, há “existências” imateriais que lhe conduzem o tempo todo: “mão invisível” do mercado, sensores de liberdade social, crenças em justiça, espiritualidades e religiões, educação e aprendizagem para você compreender um tiquinho do mundo, saúde e doença que se manifestam em seu corpo... Tudo está fora de você e lhe será nutrição política e social.

O mundo lhe tem um cardápio pronto e sabe que você terá fome e sede. Deverás seguir todos os ritos alimentares do mundo político, social, eleitoral, religioso, educacional, do trabalho, da cura, da desconfiança, dos conflitos e dos confrontos. Os sabores que lhe cairão língua e garganta abaixo terão duas formas de existência: os gostos e as delícias enquanto escorregam pela língua e, depois, sob o comando de outros meios, passarão à digestão.

Embora você não possa controlar o mundo, compreendê-lo é a melhor forma de agir sobre ele. A liberdade é a aceitação de seus limites no mundo.


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