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Coluna Exitus na Política

Coluna Exitus na Política

Por Sérgio Saturnino Januário - pesquisa@exituscp.com.br

O prego dói no pé


A sociedade é um “monstro artificial”, um ser soberano, um contrato ou uma série de acordos bilaterais que exige que cada um abra mão de seu egoísmo original [aqueles impulsos infantis de querer satisfazer suas vontades como um direito ilimitado de si] em favor de uma vida social segura e estruturada fora do indivíduo.

A sociedade prevalece como um arquétipo que se faz em acordos. Religião, Estrutura Educacional, Forças de Segurança, Mercado, Estruturas do Trabalho... Ética, Responsabilidades, Respeito, Caráter... Estes dois lados são os ingredientes de um grande pão que sacia a fome de se viver em grupo. Tudo isso nos permite agir olhando para os outros e estabelece as condicionantes morais da vida social: responsabilidade social e liberdade individual em luta ilimitada.

Quando se vai ao templo religioso para praticar a espiritualidade e a fé, como se você renunciasse seus desejos mais egoístas em nome de Seres Superiores, tal prática requer a conciliação ...

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A sociedade prevalece como um arquétipo que se faz em acordos. Religião, Estrutura Educacional, Forças de Segurança, Mercado, Estruturas do Trabalho... Ética, Responsabilidades, Respeito, Caráter... Estes dois lados são os ingredientes de um grande pão que sacia a fome de se viver em grupo. Tudo isso nos permite agir olhando para os outros e estabelece as condicionantes morais da vida social: responsabilidade social e liberdade individual em luta ilimitada.

Quando se vai ao templo religioso para praticar a espiritualidade e a fé, como se você renunciasse seus desejos mais egoístas em nome de Seres Superiores, tal prática requer a conciliação com sua vida concreta, suas atitudes e revela seu caráter social. O que se diz que se faz precisa ser feito como demonstração de caráter. Os desvios serão vistos e processados!

Até antes da transformação civilizatória ocorrida com a internet, todos poderiam ser controlados por sistemas de regras que se demonstravam públicos e conhecidos: regras de comportamento no trabalho, relações amorosas, regras de espiritualidade e suas práticas, os pressupostos do mundo escolar e suas tarefas... em algum momento haveria a conciliação entre o que se faz e os acordos do que deve ser feito: liberdade e responsabilidade.

Embora a violência física continue em múltiplas esquinas da vida, apesar das guerras e mísseis que mortificam civis que apenas querem seguir a vida, a despeito dos horrores no trânsito e dos desvios de ética da relação política-poder-esperança, ao lado do mundo físico há o mundo virtual e seus componentes de vida.

A questão do mundo virtual é como conciliar dois sistemas: o que se faz no interior do mundo virtual com o que se faz no mundo das relações concretas da família, nos tatos e contatos entre as pessoas, em interações concretas. Os desejos escondidos em conversas secretas das redes sociais parecem ativar o egoísmo original do “tudo posso do que tudo quero”. Depois de se distanciar da tela dos segredos virtuais e ter que encarar o mundo acimentado a vida volta ao escopo das relações concretas.

Uma mesma pessoa passa a viver em dois universos. Uma mesma pessoa cria um personagem virtual para viver seu egoísmo original, na intenção de viver com suas dilatações sociais, num mundo exclusivo de si. De tempos em tempos o mundo virtual se coloca no mundo real e o caráter desse mesmo indivíduo vira seu próprio julgamento social. Somos reféns de nossos atos no mundo virtual e no mundo social concreto. Somos o que fizemos!

As cobranças do mundo real, acimentado, serão sempre o chão no qual pisamos, e marcarão o caminho pelo qual seguiremos. Aqui, ao olhar dos outros, as interações sociais se mostram como a matriz do desempenho, da ética, da responsabilidade, do caráter. Em nossas veias circulam sangue, não impulsos virtuais. O prego dói no pé! A questão não é o quanto dominamos a tecnologia virtual, mas se o prego está enferrujado!


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