Colunas


Ideal Mente

Ideal Mente

CRP SC 19625 | Contato: (47) 99190.6989 | Instagram: @vanessatonnet

Mãe, quero Ritalina!


Mãe, quero Ritalina!
(foto: FREEPIK JCOMP)

Lançada na década de 50, a Ritalina, nome comercial do metilfenidato, vem sendo cada vez mais prescrita para crianças e adolescentes com diagnóstico de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Uma pesquisa feita pela UERJ indica que a comercialização desse medicamento cresceu 775% em 10 anos. Serão as crianças que estão cada vez mais doentes?

O TDAH tem também bases orgânicas, portanto em alguns casos a medicação é viável. O metilfenidato atua nos neurotransmissores cerebrais, mais especificamente na dopamina, fazendo com que o indivíduo consiga concentrar-se em alguma tarefa por mais tempo, daí a (falsa) fama desse medicamento ser chamado de “droga da inteligência”.

Pessoas com TDAH têm dificuldade em se concentrar em algo por muito tempo, parecem mais dispersas e agitadas, então a Ritalina viria para amenizar essa situação. A questão a ser considerada é que nem todas as pessoas com esse diagnóstico precisam do remédio. Aspectos ambientais e sociais devem ser considerados ao analisar se o indivíduo é naturalmente mais agitado ou disperso ou se age dessa maneira apenas em determinadas situações. Outra questão considerada é o fato de crianças e adolescentes estarem em fase de desenvolvimento, portanto espera-se uma agitação e impulsividade maior por parte deles.

Ao contrário do que se acredita, a Ritalina não é uma cura para o TDAH. Ela apenas ameniza alguns sintomas, mas não descarta a necessidade de acompanhamento psicológico. A pessoa precisa entender seu próprio funcionamento e aprender a agir dentro das suas limitações. O metilfenidato não deixa de ser uma droga, e assim como qualquer outra, pode causar dependência e tolerância ao longo dos anos. Ele pode ter um efeito bastante benéfico a curto prazo, mas a médio e longo prazo é insuficiente para as necessidades de autocontrole, capacidade de organização e planejamento, capacidade de relacionar-se e equilíbrio emocional.

Portanto, não adianta medicar seu filho e esperar que ele mude seu padrão comportamental. Mais do que apegar-se à quantidade de sintomas que seu filho apresenta do transtorno, é essencial considerar o grau de prejuízo que tais sintomas têm na vida da pessoa. Uma criança pode ser extremamente agitada, porém muito inteligente. Um indivíduo pode ser disperso e conseguir focar-se em um mesmo filme por duas horas. É importante observar as potencialidades além dos sintomas do TDAH para que se possa intervir de maneira precisa e duradoura no comportamento, não apenas a “doses milagrosas” de um medicamento.


Conteúdo Patrocinado


Comentários:

Deixe um comentário:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Para fazer seu cadastro, clique aqui.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.

ENQUETE

Você é do time cardápio impresso ou digital?



Hoje nas bancas

Confira a capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯


Especiais

Fora das redes, doações para projetos caem e fiéis querem ajuda do Vaticano

Padre Júlio

Fora das redes, doações para projetos caem e fiéis querem ajuda do Vaticano

O cultivo de maconha começa a sair do armário no Brasil

MACONHA MEDICINAL

O cultivo de maconha começa a sair do armário no Brasil

O caso banco Master e as controvérsias do ministro Dias Toffoli no STF desde o Mensalão

BANCO MASTER

O caso banco Master e as controvérsias do ministro Dias Toffoli no STF desde o Mensalão

“Justiça não foi feita”, diz mãe que perdeu os filhos no desastre da Vale em Brumadinho

SETE ANOS

“Justiça não foi feita”, diz mãe que perdeu os filhos no desastre da Vale em Brumadinho

Ibama nega licença prévia e barra projeto de maior termelétrica do país, no interior de SP

PROJETO BARRADO

Ibama nega licença prévia e barra projeto de maior termelétrica do país, no interior de SP



Colunistas

Ju Pavan e as irmãs Tedesco

Jackie Rosa

Ju Pavan e as irmãs Tedesco

Dia das Bruxas nas escolas é liberada

Charge do Dia

Dia das Bruxas nas escolas é liberada

Capela no verde

Clique diário

Capela no verde

Proibir cotas é retroceder: o equívoco jurídico e social da nova lei catarinense

Casos e ocasos

Proibir cotas é retroceder: o equívoco jurídico e social da nova lei catarinense

Mundo Corporativo

Empresas frias e sem emoções não fidelizam clientes




Blogs

Comida de verdade!

Blog da Ale Françoise

Comida de verdade!

Confissões Íntimas — 38

VersoLuz

Confissões Íntimas — 38

Centro Olímpico

Blog do JC

Centro Olímpico

Barco Brasil é o campeão da quarta perna da Volta ao Mundo Globe40 entre os Sharp

A bordo do esporte

Barco Brasil é o campeão da quarta perna da Volta ao Mundo Globe40 entre os Sharp



Podcasts

Obra volta a colocar moradores em risco no Gravatá

Obra volta a colocar moradores em risco no Gravatá

Publicado 30/01/2026 19:13





Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.