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Coluna Exitus na Política

Por Sérgio Saturnino Januário - pesquisa@exituscp.com.br

Um e noventa e nove


Os comportamentos humanos são preparados durante o processo de socialização. Comportamentos sociais, princípios morais, preferências pessoais entre todas as opções de escolhas que se nos colocam no dia a dia são como um “cardápio” para as andanças de cada indivíduo. Este “cardápio”, ao mesmo tempo, cria condições de uniformidade, de pertencimento, de limites, do bom e do ruim, de correto e do errado, do bem e do mal. Exatamente: você não é detentor de liberdade absoluta quando vive em sociedade. Suas escolhas estavam dimensionadas, você não faz o que “quer”. Sua liberdade é social.

 

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Lembremos que a vida em sociedade existia antes de nossa existência, e continuará depois de nossa saída do círculo do tempo. Na constituição mais íntima, cada um é importante para si porque é a si que se sente [Fernando Pessoa]. Você é um comensal social, faminto por um mundo já desenhado em “menus”. A vida é como se fosse um “Prato Feito”! Precisamos degustá-la, apreciá-la, saboreá-la!

Como somos “intensamente sugestionados” a sentir os sabores pelos paladares existentes como “agradáveis” e “adequados”, estamos dispostos [como indivíduos] e disponibilizados [como seres sociais] a viver regras sociais da vida. E os impulsos de vantagem e de vingança correm nas veias e artérias como fluxo de vitalidade e motivação imperiosa.

As vantagens são memórias genéticas de sobrevivência, luta e liderança na espécie. Os valores de 1,99, por exemplo, constituem campo interessante para autocompreensão. Primeiro porque lemos e escrevemos da esquerda para a direita, exatamente porque o cérebro “percebe” o mundo por esta orientação. Fazer as coisas começando do lado esquerdo e indo ao direito é um condicionamento de espécie. Tente imaginar quantas coisas você assim o faz, e como é mais “fácil” fazer uma linha, ou a posição das coisas na casa...

Como lemos a unidade 1,99, prevalecerá, em nosso cérebro, a informação “1”, ainda que você despreze o centavo na hora da compra. O importante é o sentimento de vantagem. Você já não compreende [embora pense] o fato de fundamento do ato, mas tem o sentimento de vantagens. Na competitividade entre os membros da mesma espécie, você degusta a sensação de estar “à frente”, entre os selecionados. Você se autorrecompensa. Viva, Vitória!

Nas eleições os processos de vantagens se dão por competitividade acirrada, por “ancoragem” [quando dois produtos colocados lado a lado, um com valor alto e outro “em promoção” de tempo determinado. As eleições são formadas por estes compostos. É preciso “criminalizar um deles para formar a ideia [muitas vezes enganosa] de que um deles pode lhe dar a sensação de vantagem, autorrecompensa, ganho, vitória.

Votamos, em 2018, por sentimentos de revolta e vingança. A população, com as emoções de ter sido traída em governo anterior, apertou as teclas da ira revoltosa. Não foi uma escolha sobre o futuro, mas relativa ao passado. A Democracia tem dessas coisas. A ira, a raiva foi muito mal conduzida e o argonauta do mal-estar não conseguiu eliminar os construtos causais da revolta. Ao invés disso, produziu mais campos de guerra, de combate. O alvo foi o próprio umbigo. A corrupção de antes, como fantasma, ronda as noites mal dormidas da política!

É necessário políticos com autonomia [o que requer experiência] para o passo adiante! A revolta pode conduzir os primeiros atos de insatisfação, mas não é boa condutora de soluções!


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