JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Adeus ano velho
Lá se vai 2018, ano de eleições, copa do mundo, crise econômica, desemprego. Uma desgraceira danada. Ano em que os grandes problemas do Brasil poderiam ter sido discutidos e soluções poderiam ter sido sugeridas nos debates pré-eleitorais, caso houvesse debates pré-eleitorais válidos que contemplassem as questões da vida comum, da sobrevivência do brasileiro.
Temática polarizada
Ao invés disso, o que se viu foi bate-boca medonho sobre questões de comportamento, usos e costumes, e uma polarização direita-esquerda que foi de comunismo à ditadura, assuntos que a gente tava azucrinado e muitos já consideravam exauridos, mas que voltaram com tudo. Dessa matéria-prima elegemos nossos líderes que assumem em 1º de janeiro.
Feliz ano novo?
Espero que seja um feliz ano novo. Que a economia, pelamordedeus, volte a crescer, que as pessoas tenham trampo, oportunidades, que os assuntos da pauta nacional passem a ser o que realmente importa: saúde, educação, emprego, infraestrutura, segurança, inovação e desenvolvimento. E não babaquices sem sentido.
Duvideodó
Mas duvido que isso ocorra. Até acho que a economia vai melhorar, já que a cartilha liberal prega os ajustes econômicos necessários para o desenvolvimento, mas os assuntos continuarão o mais do mesmo. Porque a lógica da mídia social é a que está valendo agora, resultado da vitória de Bolsonaro sem tempo de tevê.
Mídias
Este talvez seja o grande assunto do momento entre os que pensam jornalismo e mídia: o mito da prevalência das mídias sociais sobre as mídias tradicionais na cabeça de muitos. O que, a meu ver, é um erro. Enfim. Em tempo de fake news, pós-verdade, polêmica atrás de polêmica e bobajadas, vamos esperar para ver o que o ano novo nos reserva. E que Deus nos ajude!
O único
O barbudinho Volnei Morastoni (MDB), de Itajaí, foi o único da prefeitada da região a promover uma reforma administrativa com diminuição de secretarias, junção de pastas e corte de cargos comissionados. Apesar de que tem gente que não desapegou do cargo. Tem que fazer igual aquela propaganda, desapega, desapega...
Ou faz ou deixa
Os outros prefeitos discursaram, mas acabaram ficando só no gogó. Alguns prometem para o início de 2019. Ou fazem, agora, ou só terão força pra puxadinhos. Afinal, quanto mais se aproxima 2020, pior vai ser pra mexer.
Efetivos
Tem que mexer na questão dos efetivos das prefas. Extinguir cargos e aqueles que forem se aposentando não ter mais o preenchimento das vagas. Todo mundo tá careca de saber que a maior parte dos recursos é pra pagar salários.
Junto com o Mito
Da região, os poderosos Luciano Hang, da Havan, Alcino Pasqualotto, da Pasqualotto Construtora e Incorporadora, e Zezo Dalçoquio, da Iveco, irão prestigiar (com as famílias) a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL) neste primeiro de janeiro, em Brasília.
Dupla de dois
O vice-prefeito da Dubai Tupiniquim, Carlos Humberto (PR), vira e mexe tá juntinho do assessor especial da prefa de Itajaí, Auri Pavoni (PDT). Pavoni, aliás, foi um dos primeiros a ser recebido nos altos da Dinamarca, quando o vice-prefeito assumiu o cargo de prefeito interinamente. Hummmm...
Infraestrutura
A prefeita bonitona da capital do ultraleve, Itapema, Nilza Simas (PSD), fez um balanço dos seus dois anos de mandato. Lembrou que sua bandeira de campanha foi a saúde, mas que tem investido pesado em infraestrutura na cidade.
Priorizou saúde
Além disso, Nilza garante que, das promessas de campanha, realizou mais de 70%. E que quando escuta reclamações sobre infraestrutura e não sobre saúde, está com a sua consciência tranquila. Nilza afirma que, além do percentual constitucional, investiu mais sete milhões em saúde e que poderia ter investido mais em asfalto, mas priorizou o bem-estar das pessoas.
Difícil
Suplentes de deputados estaduais torcem e pretendem trabalhar pra poder assumir por algum período a estofada cadeira da leleia, a partir do ano que vem. O que neste início de mandato será complicado, porque o governador eleito, Carlos Moisés (PSL), avisou que não ia chamar nenhum deputado pra compor o seu staff.
Problemão
Infelizmente, mais uma temporada se passando e o acesso único continua sendo o maior problema do trânsito entre as citys praianas de Bombinhas e Porto Belo. E o pior é que o turista ainda tem que pagar a famigerada Taxa de Paciência e Amargura (TPA) pra entrar na capital do mergulho.
Pífio
O investimento em turismo acaba sendo mínimo e reflete em trânsito e balneabilidade, não estou escrevendo de um caso específico, mas de uma situação semelhante em todo o litoral, que improvisa para receber os turistas bem.
