JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Mudar as pessoas..
Precisei adquirir um produto, no final da noite, e me dirigi a uma loja em Itajaí. Peguei a fila de um caixa e, enquanto aguardava minha vez, fui surpreendido por outra cliente do estabelecimento que, percebendo que a fila do caixa onde estava não andava, se bandeou na minha frente. Lógico que não fiz apenas cara de perplexo...
Não furou
A mulher lascou que não tinha furado a fila. Que sua filha estava na minha frente. Argumentos que me deixaram ainda mais indignado. No final, a mulher sem ter como sustentar a sua digamos ‘esperteza’, disse que eu poderia passar na frente, que não ia morrer por conta de ter que esperar um pouco.
Exemplo
Ponderei que ela estava fazendo isso pra não dar um mau exemplo pra menina (na verdade já tinha dado). Pensando em se dar bem, a mulher ficou em uma fila e, colocou a criança que deveria ter no máximo 10 anos, pra ficar na outra fila. Dependendo do avanço, pulava pra outra fila. Atitude, no mínimo, feiosa.
Fruto da sociedade
Nesses meus quase 20 anos de lida com a política, escuto constantemente as pessoas reclamando dos políticos e os adjetivando de tudo quanto é coisa ruim. A política foi demonizada e os políticos são diabos, bandidos, ladrões, corruptos entre outros nomes menos nobres. Político, meus amigos, leitores, é fruto da sociedade. Não nasce político.
Pequenas safadezas
No caso, é preciso que a política avance. Mas como querer isso com nossas pequenas espertezas? Com nossas pequenas corrupções? Com comportamentos individuais e não coletivos? De se dar bem, custe o que custar? De ensinarmos as nossas crianças não a serem corretas, mas espertas...
Todos
Além dessa situação particular que relato, interessante citar o projeto do vereador peixeiro, Eduardo Ki-Massa (PRP), no sentido de que todos os assentos dos busos do transporte público sejam considerados preferencias para idosos, obesos, pessoas com deficiência, mulheres com crianças de colo. E, além disso, pede multa de cinco mil pra empresa se descumprir.
Precisaria?
No caso em tela, seria necessário um projeto dessa natureza, destinando todos os assentos, além do que a lei preconiza que seriam 10%? Não. O culpado dessa situação é o povo que não cede seu lugar para pessoas com dificuldades de mobilidade. Lógico que não se pode querer colocar todo mundo no mesmo balaio, mas tá difícil...
Acesso ao povo
O primeiro político com acesso ao povão é o vereador. Ouso escrevinhar que 99,99% das pessoas que vão ao gabinete das excelências excelentíssimas, querem resolver um problema particular ou ter algum tipo de benesse.
Não pode...
O restante vai pedir pelo coletivo (estamos salvos!) dizendo ao edil: “Vereador, nós precisamos da sua força, nós precisamos de sua anuência. Lá na minha rua tá precisando de uma lombada, tá precisando de um ponto de ônibus. Mas não pode ser na frente da minha casa!”.
Mudar
É preciso mudar a política. Que mudem os políticos. Que sejam cobrados, que sejam penalizados, que sejam expurgados quando agirem fora da consonância. Mas, acima de tudo, que mudem as pessoas e que não corrompam e maculem a esperança e futuro que são nossas crianças.
Amigos do coração
A ex-prefeita e deputada bonitona eleita, Paulinha da Silva (PDT), classificou os ministros da Casa Civil, Carlos Marum, e o do Turismo, Vinicius Lummertz, como homens que têm a causa pública acima de interesses partidários. Diz que são amigos que têm o orgulho de preservar em seu coração. Que lindo e meigo.
Mergulho
Paulinha citou a dupla de bagrões do primeiro escalão do governo do presidente com cara de mordomo de vampiro que passaram por Bombinhas, conhecendo a escola integral/bilíngue que deve ser entregue no natalino mês de dezembro.
Oportunidades
Paulinha frisou que a edificação da escola, de tempo integral, é a realização do seu maior sonho. “Dar às crianças, aos jovens, oportunidades verdadeiras”.
Privatizar
O governador eleito Carlos Moisés (PSL), durante sua passagem por Brasólia, sinalizou que sua equipe estuda a privatização de empresas públicas.
Dependentes
Durante a campanha, o candidato comandante Moisés garantiu que a Celesc não iria ser privatizada ao negar informação divulgada pelo candidato Gelson Merísio (PSD). Mas, na capital federal, afirmou que o grupo de transição analisa quais empresas são ‘dependentes’ do estado.
Lucas
O ex-candidato ao Senado e presidente estadual do a Santa & Bela Catarina, Lucas Esmeraldino, acompanhou o governador eleito. A coluna já comentou que Lucas deve ser um dos homens fortes do mandatário-mor no trato político.
