JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Mudou. E agora?
Acabaram as eleições 2018. Contados os votos, se confirmaram os resultados previstos pelas pesquisas em nível nacional e aqui no Estado, como a coluna também anteviu na edição de sábado. Para presidente, Jair Bolsonaro, e governador, Moisés da Silva, o Comandante Moisés, ambos do PSL.
Lua de mel
Bolsonaro e Moisés entram agora no período conhecido como lua de mel do poder, quando as tensões se foram, o assédio fica imenso, e os puxa sacos realizam performances inimagináveis atrás de um lugar ao sol, ou melhor, à sombra. Que o sol é muito quente.
O que vem por aí...
Passadas as comemorações, presidente e governadores irão se debruçar na montagem de seus times. São milhares de cargos de livre nomeação a serem preenchidos no primeiro, segundo e terceiro escalão, que levarão por mês os milhões de reales que farão doravante a alegria dos vencedores.
Esquema
Esse preenchimento de cargos se dará com o zoio focado na formação das maiorias nas bancadas do Congresso e nas Assembleias Legislativas, porque sem maioria não tem como governar. Quem num sabe disso?
Aprovam tudo
Mas os vencedores têm ainda mais uma vantagem e bota vantagem nisso: nesses primeiros momentos de glória e de aplausos, é praxe que tudo que mandarem para os legislativos seja aprovado sem problemas.
O poder do voto
Moisés e Bolsonaro têm nesse momento a seu favor, em toda a sua plenitude, o poder sacrossanto dos votos que os elegeram. Aqui, nestes primeiros meses, e só aqui, a expressão numérica da vontade popular, nascida das urnas, traz a cada eleito o reconhecimento em todos os poderes de que a vontade do povo foi feita e deve ser respeitada. Por isso, o eleito pode quase tudo.
Segundo momento
Depois da lua de mel do poder, o povo, geralmente, é esquecido olimpicamente. Ou, para não fazer injustiça, passa a ser figura de retórica. Ou seja, em seu nome, em nome do povo, tudo será feito sob a vontade dos soberanos.
Sobe pra cabeça
Porque o poder sobe rapidamente à cabeça (é igual uma taça de vinho ou uma bela mulher inebriante) e há que se governar. E governar é eleger prioridades. E quando se fala em prioridades, cabe aí o ditado popular: farinha pouca, meu pirão primeiro.
É porque é
O que descrevi acima pode ser assim, ou pode não ser. Geralmente é, e, na minha idade, esse “geralmente é” já faz tempo que é. Então, para que a decepção não prevaleça, fiz esses apontamentos. Especialmente para aqueles que pensam que mudou tudo.
Mudaram as pessoas
Não mudou tudo. Não se enganem. Mudaram as pessoas. E o eleitor mudou as pessoas para que, aí sim, mude tudo. Se para melhor ou pior, só o tempo irá dizer. Resta torcer que para melhor. Mas...
Para não dizer que não falei de flores...
Cabe nestas mais do que estrebuchadas linhas dar os parabéns a Bolsonaro e ao Moisés. De alguma forma, ou de muitas formas, eles personificaram o sentimento dos brasileiros. Que alguns dizem que sempre vota mal, o que eu discordo. Acho que o brasileiro vota sempre bem, dentro da perspectiva que lhe é dada, dentro de seus medos e anseios, dentro do seu sentimento num determinado momento histórico.
Esperança e glória
O problema é o que fazem os eleitos dessa confiança no futuro que é depositada nas urnas. Esse é o grande xis do problema. O povo quer segurança, educação, emprego e saúde. Talvez não nessa sequência.
E segue...
Mesmo assim, as prioridades estão colocadas. O que será feito para que resultados positivos deem ao povo resposta às suas necessidades, cabe aos eleitos concretizar. Simples assim. E segue a procissão.
Acordou
A vereadora pra mais de metro, Juliethe Nitz (PR), acordou e fez o que era certo. Mandou o marido embora da sua vida. O ex-lutador conhecido como Ninja não ocupa mais a mesma casa que a parlamentar na Dubai brasileira. Fez bem e isso tudo vai refletir positivamente na sua atividade política.
Solteira...
Uma mulher bonita, inteligente, advogada com um potencial sem fim pra marcar presença na esfera politica, sendo hoje a única representante feminina na câmara de vereadores em BC, mostrou que não está pra brincadeira. E hoje é a mais nova solteira do pedaço. Um baita partidão...
Agora vai
O ex- cara-metade da Juliethe, por duas vezes este ano, protagonizou cenas de violência no legislativo de BC. Além de carregar uma pá de outras situações por conta de atos violentos. O que vinha prejudicando sensivelmente a vereadora. Agora, a coisa vai, com certeza. Juliethe tá encontrando seu caminho.
Politicagem
Na terra da pedrada e ex-do tiro ao vereador, Camboriú, se não bastassem todas as ações que fazem pra prejudicar o governo do prefeito Elcio Bisturi Kuhnen (MDB), os vereadores do “quanto pior, melhor”, decidiram deixar o setor de comunicação da prefa sem dinheiro em 2019.
Quanto pior, melhor...
Com pura politicagem e da mais feia possível, emendas da vereadora Jane Stefenn (Rede), Vilson Albino (PV) e John Lennon (PSDB) diminuíram a verba licitada que era de 400 mil reais para 30 mil reais ao ano. Isso é desmerecer a importância da comunicação, pra dizer o mínimo.
No escuro
A estratégia do grupo, que sonha em sentar na cadeira do prefeito doutor, é fazer com que o departamento de comunicação não consiga divulgar as ações do governo, porém, essa verba é utilizada para confecção de materiais publicitários do município, para o turismo, campanhas de vacinação, divulgação de eventos, utilidade pública, entre outros.
Demagogia
Mais triste é ver a vereadora Inalda do Carmo (DEM), que é jornalista e fez seu nome na rádio Menina, fazendo discurso como se o dinheiro fosse pra bancar os veículos de comunicação, o que não é verdade. E mais triste ainda é o demagogo tucano John Lennon, que era secretário na gestão passada e na época não criticava a prefeita Luzia só divulgar a cidade na ‘mídia amiga’. Dois pesos, duas medidas.
Profissionais
A verdade é que com recurso ou sem, quem sabe trabalhar e tem o que mostrar, vai se destacar. Além do mais, é o que sempre digo: não é verba publicitária que faz um governo aparecer, mas sim o bom relacionamento com os profissionais da imprensa.
