JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Oficial
Nesta segunda feira, Manoel Rodrigues da Conceição, o Nelinho, assume a cadeira de chefe de gabinete do prefeito, Volnei Morastoni (MDB). Segundo perdigueiros da coluna, com tinta na mão e carta branca.
Experiência
Nelinho que já foi vereador, presidente da piramidal, secretário, servidor público e o último cargo ocupado foi esse mesmo, só que chefiando o gabinete do ex-homem dos galináceos, ex-prefeito Jandir Bellini (PP).
Trânsito
Nelinho tem um ótimo trânsito com todas as frentes políticas da city peixeira, é habilidoso, goza de respeitabilidade no meio político e deve de imediato buscar suavizar a cisão política entre situação e oposição. Tarefa difícil em ano eleitoral.
Esperança
Perdigueiros da coluna que se espraiam pelo paço da Vila Operária ouviram nos corredores que Nelinho enfrentará dificuldades internas, politicamente falando.
Grupos
Os perdigueiros lascam isso por constatarem que durante esse período quase que sabático do governo VM, grupos se formaram para se protegerem de outros. Velhas práticas de domínio e poder.
Estratégia
Conforme já citado, com o bom trânsito de Nelinho e diálogo franco e aberto, o governo pretende reaproximar a oposição pelo menos no que importa mais para a cidade, buscando convergência em pautas cruciais para o desenvolvimento geral.
Urgente
Isso se faz urgente, dada a velocidade e qualidade com que a oposição tem atuado dominando a comunicação social pública através das tecnologias. Foi um baile até aqui, convenhamos. O fato é que tudo converge para uma tentativa heroica de distensionamento político.
Piramidal
Como executivo não vive sozinho, uma nova formatação de relação com a piramidal deve ser mobilizada para que a crescente tensão entre base de governo e oposição não se acentue. Atropelos do presidente Paulinho Amândio (PDT) e mesa diretora têm causado divergências quase que pessoais.
Dificuldades
A mesa diretora, basicamente formatada por mimados políticos de governo, tem tido dificuldades extremas nas investidas para controlar o processo legislativo que ganhou muita qualidade técnica com uma bancada de oposição, muito bem preparada do ponto de vista de direito e de comunicação pública, tornando as sessões uma arena de leões raivosos.
Tá vazando
O que se vê nas últimas sessões é que servidores, como os da Educação, têm se organizado para encher as cadeiras da piramidal cobrando promessas e encaminhamentos.
Base exposta
Com isso, a base do governo passa a ficar exposta e a oposição cresce com conteúdo programático e condizente com a demanda. Praticamente um caldeirão a ponto de explodir.
Não adianta
Se o presidente Paulinho Amândio, ao invés de ficar inventando normas internas e outras ferramentas a fim de perseguir e calar a oposição, não buscar uma postura de consenso como fizeram seus antecessores, poderá perder adeptos. Membros da base poderão fazer conta e perceber que ser vidraça exposta pode não ser tão bom assim para um breve futuro que se aproxima. Afinal, faltam apenas dois anos e pouco de mandato.
Pinto no lixo
Quem está comemorando, quieto, a eleição do novo reitor da Univali é o vice-prefeito de Itajaí, Marcelo Saldré, ops, Sodré. Ele tem sido parabenizado nos bastidores pelo papel decisivo na escolha de Valdir Cechinel Filho para o comando da universidade.
Apertadinho
Cechinel venceu a disputa por apenas cinco votos de diferença. E essa diferença é creditada principalmente ao Sodré. O vice-prefeito teria garantido todos os votos possíveis na área de influência da prefa peixeira e da piramidal casa do povo.
DCE
Mas o pulo do gato teria sido o voto da representação estudantil, através do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Univali, que tem justamente cinco votos no colegiado que elege o reitor. E o DCE hoje é formado pela juventude do PDT, partido comandado e orientado pelo Saldré. Os estudantes votaram unânimes em Cechinel.
Castelo
Agora, já que ajudou a eleger o homi, esperamos que o Sodré também ajude na solução dos inúmeros problemas da Univali. Pra começar, tirar a redoma que encastelou os bagrões e apartou a comunidade da universidade comunitária.
Censura
Em contato com a coluna o vereador Níkolas Reis (quase PSB) rebateu as críticas de que seu projeto que impede a prefa de excluir comentários nas redes sociais seria “maluco”, destacando que maluco é quem descumpre lei federal e pratica censura em pleno século 21.
Leizona
Ele citou o Marco Civil da Internet, que diz que o uso da Internet no Brasil “tem como fundamento o respeito à liberdade de expressão, comunicação e manifestação do pensamento, nos termos da Constituição”.
Responsabilidade
Nikolas destacou que quem “se passar” e ofender alguém, por exemplo, pode responder judicialmente por isso, e que não é uma pessoa atrás de um computador que pode julgar o que é certo ou errado estar postado na página da prefa.
