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JotaCê

JotaCê

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

Caminhos possíveis


Mauro Santos presidente do DEM peixeiro e o filiado, Jeferson Santarém, já anotaram na agenda a Gororoba do JC


Em meio à crise econômica e política que vive o nosso Brasilzão, o desafio dos atuais gestores públicos é encontrar caminhos para resolver os problemas que existem e tocar o barco das administrações municipais, que são as que têm o mais pesado fardo a carregar e, na contrapartida, a menor arrecadação para dar conta do recado.

Culpas e desculpas

Entre os desafios está equacionar os gargalos da saúde, que dependem muito de investimento, principalmente de custeio, investimento este que depende de recurso estadual e federal, cada vez mais escasso e custoso para chegar à ponta. E quem sofre com isso é o povão, e os prefeitos, que são cobrados por ações que não podem realizar por falta de dindim.

Violência assusta

Outra área que afeta o nossa dia a dia diretamente, que não é da alçada dos municípios, mas as prefas estão entre as mais cobradas por isso, é a segurança pública.

Mal necessário

Que constitucionalmente é de responsabilidade federal e estadual, mas que, na prática, não tem a resposta esperada em investimentos, daí a proliferação das guardas municipais que podem, nesse caso, ser vistas como um mal necessário.

O x do “pobrema”

O problema é que cada vez que as citys investem em questões que não são de sua responsabilidade direta, deixam, muitas vezes, de fazer as que são suas obrigações diretas. Ou seja, tira daqui pra botar ali e acaba faltando pra tudo. A velha história do cobertor curto.

Solucionática?

Dou essa volta para chegar ao seguinte ponto: de tudo se discute no Brasil para resolver os problemas de sempre. Mas, se formos pensar bem, nada é feito para resolver porcaria nenhuma. Nos casos que citei acima, de saúde e segurança, o caminho seria mudar o pacto federativo e trazer mais recursos para os municípios.

Falta grana na ponta

De tudo que é arrecadado em impostos no país, 58% ficam para o governo federal, 24% para os estados e 18% vêm para os municípios. Ou seja, o grosso da arrecadação vai para o governo federal e quase nada vem para os municípios. Aí resolver como? A pergunta: alguém aí vê discussão sobre mudanças no pacto federativo para melhorar o Brasil? Não, né? Não tá nem na pauta.

Dando a volta

Fala-se em reforma política (que nunca sai porque quem tem que votar a reforma é quem é beneficiado pelo que está aí. Vai votar mudança pra quê?), em reforma da previdência, em reforma trabalhista, e por aí vai o caraco a quatro.

Freio na bagaça

Se não fosse permitido fazer coligação de partidos, não precisaria de mais nenhuma reforma política por enquanto. Acabaria com as siglas de aluguel e já daria um freio de arrumação na bagaça.

Aposentadorias

Se acabasse com as aposentadorias especiais, não precisaria de mais nenhuma reforma na previdência. A conta de quem paga previdência a vida inteira e depois se aposenta com merreca fecha e sobra dinheiro. Falta dinheiro é pra pagar os aposentados especiais, os donos do poder, que se aposentam com salários nababescos.

Perguntas que ninguém faz

Por que o teto do trabalhador comum é de 10 salários mínimos (e tem que trabalhar a vida inteira), e tem empregado federal, estadual e municipal enchendo as burras com supersalários na aposentadoria?

Hein?

Mexer nisso também ninguém mexe. Fazer o quê? O problema do Brasil, na verdade, não é achar as respostas. O problema é colocar na pauta do dia as perguntas certas.

Motim

Perdigueiros da coluna farejaram um motim na Procuradoria Geral da prefa. Segundo a bicharada com pedigree, procuradores teriam se amotinado para denunciar a procuradora geral e o prefeito ainda durante esta semana.

Tenso

Procuradores se reuniram com o prefeito barbudinho, Volnei Morastoni (PMDB) no último sábado e dado o ultimato: ou a cabeça da procuradora geral voa, ou cinco denúncias no lombo do alcaide serão entregues no MP esta semana. Oh raça!

Classe mundial

A Santa & Bela Catarina teve reconhecido seu desempenho no ranking de competitividade dos estados anunciado na Bolsa de Valores de São Paulo na semana passada.

Nos píncaros da lua

O nosso estado pulou da sétima posição que tinha nesse ranking em 2011 para o segundo lugar, atrás apenas, e por pouco, de São Paulo. Na cerimônia de anúncio, o governador Raimundo do Colombo estava acompanhado por Paulinho Bornhausen.

Trabalho reconhecido

À frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico em 2011, Paulinho traçou com Colombo a estratégia para colocao topo dos estados considerados de classe mundial, ou seja, estados com políticas públicas capazes de atrair investimentos internacionais de qualidade. Agora, Santa Catarina colhe os frutos.

Boa política

Investimento em centros de inovação, programas como o Juro Zero e o GeraçãoTec, planos de saneamento e gestão de qualidade para os municípios e acordos estratégicos com parceiros de peso de nível mundial como Cingapura, Catalunia, Portugal e Universidade de Stanford gabaritaram o nosso estado.

Visão de futuro

Um dos motes de Paulinho Bornhausen é o de que pensar grande e pensar pequeno dá o mesmo trabalho. Essa conquista catarinense prova que quem não pensa grande não chega longe.

Investimento em gestão

Num cenário nacional que nos leva a não pensar em nada, temos que reconhecer que somente visão de futuro, investimento em gestão e inovação, e trabalho sério na criação de oportunidades pode nos tirar desse fundo de poço. Daí a importância dessa conquista.

Foco

No contexto regional, o InovAmfri é um programa que já tem resultados comprovados e traz na semente e nos primeiros frutos o compromisso com o desenvolvimento econômico e social.


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