JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Pelo ralo
No final da sessão de terça-feira, o líder do governo, Afonso Arruda (PMDB), e a presidente do sindicato dos funcionários públicos, Eliane Aparecida Correa, a Elianinha, encontraram-se nos corredores da piramidal casa do povo. Afonso afirmou durante a sessão que Elianinha não tem palavra. Ele garante que por entender que a proposta de 7% tinha sido aceita, que o governo JB encaminhou o projeto de aumento ao legislativo.
As excelências da casa do povo peixeira puxaram pra baixo o conceito do parlamento que forma o tripé da nossa democracia: executivo, legislativo e judiciário. O caso mais emblemático, quando os vereadores confessaram que o poder legislativo é apenas cartorário, foi na sessão de terça-feira, quando o governo do ex-homem dos galináceos, prefeito Jandir Bellini (PP), enviou projeto de aumento dos barnabés.
Mãos atadas
Os vereadores da base agiram vergonhosamente, pressionados e encagaçados pelos barnabés que estavam no legislativo. Não se fizeram respeitar. Feriram a soberania. O vereador engomadinho Clayton Batschauer (PR), por exemplo, perguntou da tribuna aos barnabés se votaria contra ou a favor do aumento ofertado pelo governo de 7%? Desde quando um edil faz esse tipo de papel?
Encagaçados
Na verdade, tão cagados em enfrentar a turba de servidores mais radicais. Lógico que todo mundo quer e merece aumento de salário. Ponto pacífico. Mas a presidente do sindicato dos barnabés não pediu 16,38% mas falou na tribuna que se recebessem 10% já ficariam felizes. Quem teve culhão pra agüentar o repuxo foi o líder do governo, Afonso Arruda (PMDB).
Não tem palavra!
Aliás, Elianinha, diz que, quando instada na negociação, estava trampando na ambulância do Samu. Já Afonso, que também é barnabé, lascou que a presidente não tem palavra. O problema agora passou ser interna corporis da presidente que terá que explicar aos barnabés a sinalização de que a negociação partiu de 10% e não 16,38%. Depois desse episódio ficou complicado pra ela continuar à frente das negociações.
Não é louco!
Longe de defender o governo, só não consigo imaginar o alcaide JB, sendo taxado de louco, ao enviar o projeto de aumento sem ter chegado a um consenso. Afinal, sempre teve um bom relacionamento com os barnabés. Sem eles não tem administração que sobreviva. Os barnabés são esteio do município, merecem ganhar condignamente. O que não pode é a presidente dizer uma coisa e depois fazer outra.
Abrir as contas
O mais acertado seria conceder o aumento e os barnabés seguirem negociando. Isso só no próximo mês e olhe lá. Alguém acredita que a oferta vai passar de 7%? O aumento significa 20 milhões a amis por mês. A prefa diz que, acima desse valor, coloca-se em risco não apenas a saúde financeira do município, como pode ferrar com o burgomestre na lei de Responsabilidade Fiscal.
Comissionados e eleição
O que deixou muita gente pasma foi a gritaria de alguns de que a solução seria cortar a cabeça de cargos comissionados, Quais governos cortaram cargos comissionados? Outra situação foi aludirem que como o alcaide não é mais candidato à reeleição, não corre atrás pra oferecer índices maiores. Quer dizer que relacionam aumentos com questões eleitorais? Pára, que eu quero descer!!!
Se acha...
A prefeita bonitona de Bombinhas, Paulinha da Silva (PDT), anda se achando mesmo. Tem gente da Maravilha do Atlântico que afirma que no ano passado a Paulinha teria participado de uma reunião na bela praia juntamente com o hoje ministro do Trabalho, Maneca Dias, com o propósito de destituir a executiva municipal e entregar o partido para o Binha do Pet Shop, parceirão do alcaide Edson Periquito (PMDB).
Derrota
No final prevaleceu a lógica e o médico Roberto Dávila, o Piu-Piu, pedetista autêntico e das antigas foi indicado para a presidência. Hoje o PDT da Maravilha do Atlântico tem um planejamento e deve inaugurar em breve sede própria, coisa que poucos partidos possuem em todo o país. Roberto é nome de referência em organização, moral e trabalho. Os brizolistas acreditam no crescimento da sigla na Maravilha do Atlântico.
