JotaCê
Por Coluna do JC -
JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.
Alargamento
Quinta-feira, rolou na Maravilha do Atlântico audiência Pública para tratar sobre o alargamento da faixa de areia. Não me surpreende o fato de ter tido casa lotada, porque a participação popular é a melhor forma de decidir o futuro da comunidade e da city praiana mais desejada do sul do mundo.
Do contribuinte
Esta questão do alargamento vai mexer com o cotidiano de todos e, a exemplo de outras obras dessa magnitude, o preço a ser pago deve sair do bolso já surrado do contribuinte. Quanto às garantias de permanência e manutenção, não precisa ir muito longe: é só verificar o exemplo de Piçarras pra constatar que não valeu o investimento.
Quem vai opinar?
Aliás, os construtores, que são os maiores interessados no alargamento, podem pedir pra peãozada que compareça na audiência para defender o interesse do patrão, digo, da cidade. A manobra também é conhecida politicamente como a maioria vence! Neste caso, não tem o que contestar, já que está prevista legalmente a consulta popular como primeiro instrumento pra formalização do ato.
Lá atrás
Pra falar sobre o alargamento, é necessário relembrar historicamente quem propôs esta encrenca ambiental: o atucanado e dublê de ex-governador Leonel Pavan, quando comandou a Maravilha do Atlântico.
Mudou?
Edson Periquito (PMDB), atual prefeito, era radicalmente contrário ao alargamento, como um punhado de areia da praia no calçado do Pavan. No governo do o galego Rubens Spernau, a ideia avançou, com a realização de um estudo de nome esquisito: granulometria.
Estudo dos grãos
Trata-se do estudo da compatibilidade dos grãos de areia de onde vai ser retirada, que precisa ser semelhante com o local onde vai ser despejada, pra que não altere as características naturais do lugar. Este estudo custa o zoio da cara e, se não me falha memória, foi refeito no governo Periquito, que agora administra a city mais praieira do sul do mundo. Então, parece que Periquito mudou de ideia.
Arranha-céu!
Acho bom também estender o alargamento nas areias da Maravilha até a Quarta avenida, porque a aprovação de edifícios com quase 100 andares não está distante, e a justificativa do alcaide de melhorar o sombreamento na praia cai por terra, ou melhor, arranha o céu!
Oscar
Oscar não, Calinho; este é o nome com maior chance de ganhar o Oscar das bobagens na casa do povo peixeira. Anote aí: Calinho Mecânico (PP). O pastor evangélico e dublê de vereador proferiu uma das cenas de maior audiência entre os comediantes de plantão.
Show de humor
Calinho, ao denunciar um fato pra lá de cabreiro pra cima do governo federal, de que pessoas estariam há meses na fila de espera por um exame de colonoscopia e ao entrar nos detalhes da situação, acabou por afirmar na tribuna que havia sido procurado por pessoas com o retro sangrando. Credo em cruz, pelamordedeus, chamem um médico para atender o Calinho!!!
Embola
Ainda embalado pela forte emoção na denúncia sobre saúde, Calinho pediu ao presidente que colocasse um requerimento de sua autoria para votação naquele momento, porque o tema era muito importante ao município.
Embolando tudo
É aquele sobre o Embola (vírus), senhor presidente!, disparou Calinho, deixando todo mundo embolado no plenário de tanto rir. E já tem até gente afirmando que o Calinho virou suplente, na terra dos homens, do saudoso Elói, que campeia os céus afora. Amém!
Num convidou
O sem fraturas Deodato Casas (PSDB) inaugurou chicosa clínica na Ressacada, na última quinta-feira, e não convidou o único vereador teacher da sigla, Acácio da Rocha, nem o deputado federal e candidato à reeleição, Marco Tebaldi (PSDB). Parece que as relações de Acácio e Deodato andam meio azedas. Hummmm...
Correria
O ex-prefeito bigodudo Amílcar Gazaniga (conhecido por alguns como Pai), e que é coordenador da campanha ao senado do candidato Paulinho Bornhausen (PSB), não tem parado um minuto na correria eleitoral. E ainda abre as portas pra conversar com meio mundo sobre questões políticas e eleitorais.
