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JotaCê

JotaCê

JC é colunista político do Diarinho, o jornal que todo mundo lê, até quem diz que não. A missão do socadinho escriba é disseminar a discórdia, provocar o tumulto e causar o transtorno, para o bem da coletividade.

Só por Deus!


Enquanto o povo enchia as ruas do Brasilzão num protesto gigante e espontâneo contra o governo Dilma, e esse era o fato jornalístico relevante, a cobertura feita pela Vênus Platinada no Fantástico, no domingo à noite, se preocupava mais com a discrepância entre os números anunciados pela PM e os dos organizadores das passeatas. A pergunta é: e daí? Se for dois milhões ou um milhão, ou quinhentos mil? Que diferença faz?

A massa

O fato é que o povo foi pra rua, se é que se pode chamar a classe média de povo. Porque quem foi pra rua foi a classe média. Ou não? A mesma que foi pra rua nas “Diretas já”, no “Fora Collor”, e até no “Fora FHC”. E a mesma classe média que foi a favor do golpe de 64. Então a classe média, quando vai pra rua, vai para o bem e para o mal...

Sei lá, entende?

Aí cabe a pergunta: o que afinal quer a classe média? Este pançudo escriba arrisca uma resposta: a classe média quer um ambiente favorável para progredir na vida, quer perspectiva de futuro longe de roubalheira e de confusão. E longe de ideologia política. Concorda?

Pra frente Brasil

Porque em nome de ideologia se faz poucas e boas. Morre-se, mata-se e, principalmente, rouba-se. Nisso um cartaz de Belo Horizonte me chamou atenção. Ele dizia: “Nem esquerda, nem direita, queremos é ir pra frente”. Quem não quer?

O xis da questão

Porque o problema não é, nesse momento, de esquerda ou de direita. O problema é falta de credibilidade. A presidente, pra se eleger, disse que faria diferente do projeto da oposição, mas o país estava à beira de uma crise econômica e de gerenciamento. Passada a eleição, se mostrou a realidade nua e crua. Agravada pela repercussão e dimensão da roubalheira na Petrobras... Por isso o pessoal ficou puto dos cornos.

Desculpas

Aí vêm os sabichões do governo falar em reforma política (que precisa faz tempo, afinal), medidas para punir políticos corruptos (que tal botar na cadeia e jogar a chave fora?), e mudanças nos ministérios (quando deveria falar em cortar ministérios, porque 39, pelamordedeus!). Ou seja, o governo vem com a velha técnica de benzer o Lourenço.

Conclusão

Não vai adiantar. Justamente porque a crise é de credibilidade. O que faz com que o que o governo diz e propõe, entre por um ouvido e saia pelo outro. Do povo de saco cheio e do Congresso. O que vai resultar disso é uma incógnita. Então, vamos torcer pelo melhor, ou pelo menos, pelo menos pior. E seja o que Deus quiser!

Fênix?

Dizem que a prefeita Dalva Rhenius (PSB) está seguindo o estilo fênix e, volta e meia, ressurge das cinzas. Os linguarudos de plantão lascam que quando todos pensam que a mulher tá quietinha, ela levanta e faz acontecer, exemplo disso é que ainda está rendendo o evento organizado pelo seu gabinete alusivo ao Dia Internacional da Mulher.

Juntou

Além de envolver a mulherada da câmara e de dezenas de entidades, Dalva conseguiu um engajamento pouco comum na administração pública. O que nos leva a pensar que falta liderança ou vontade de ações sociais mais frequentes em Itajaí?

Deputados

Itajaí não elegeu deputado, mas recebeu na última semana a visita de dois representantes estaduais que visitaram a prefeita em exercício, Dalva Rhenius, colocando seus mandatos à disposição de Itajaí: na quinta-feira, Patrício Destro (PSB) e na sexta o deputado César Valduga (PCdoB).

Governador em Itajaí

O governador com cara de padreco, João Raimundo Colombo (PSD), assinou, ontem, o contrato com a empresa Triunfo Engenharia para as obras da primeira etapa da nova bacia de evolução e acessos aquaviários do Complexo Portuário do Itajaí.

Será que sai?

A obra, custeada pelo governo do Estado, sai R$ 104 milhões e possibilitará ao Complexo – formado pelo Porto Público, APM Terminals Brasil, Portonave de Navegantes e demais terminais a operar navios com até 335 metros de comprimento com 48 de boca. Hoje o complexo está limitado a operações com navios com o comprimento máximo de 306 metros. O prazo para a conclusão da obra é de 18 meses.

Dentro do prazo

No seu discurso, a prefeita em exercício, Dalva Rhenius, pediu ao governador que a obra seja entregue dentro do prazo previsto, tendo em vista sua importância para a economia da região e do estado. A mulher aproveitou pra pedinchar ao governador uma atenção especial ao Centro Integrado de Saúde, que vem sendo tocado com verba própria. Colombo garantiu apoio na aquisição de mobiliários e equipamentos.

Cabide

O projeto para criação da secretaria de Controle Governamental e Transparência Pública está tramitando na casa do povo de BC. Em tempos de protestos, onde a comunidade reivindica, entre outras coisas, o enxugamento da máquina pública e a melhor aplicação dos recursos, a criação de mais um cabide, digo, secretaria, não parece ir ao encontro dos anseios da sociedade manifestante.

Papel de parede

Vale ressaltar que algumas pastas, como a de Relações Institucionais, são meramente ilustrativas, e fazem o trabalho de papel de parede, apenas decorativo, porque a grande maioria da casa do povo é submissa ao prefeito.

Que moral?

E mais da metade dessas excelências excelentíssimas já assumiram cargos de confiança no executivo, traindo a relação de confiança do público que os elegeu, em nome dos acordos políticos e concessões partidárias. Que moral tem pra cobrar ou fiscalizar a atuação da administração pública?

Nem te ligo

Não tem nem um transporte público adequado na cidade ao pessoal da “melhor idade” e sem a perspectiva de fazer diferente, acabam fazendo mais do mesmo. Será que o bondidinho continua disfarçando que não vê os velhinhos parados na avenida Atlântica, porque o número estipulado por lei para o transporte gratuito, vive lotado?


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