O hospital foi inaugurado oficialmente em 28 de janeiro de 1956, idealizado durante o governo de Irineu Bornhausen, então governador de Santa Catarina e natural de Itajaí. O nome da instituição homenageia sua esposa, Marieta Konder Bornhausen, reconhecida pela atuação social em defesa da mulher e da infância.
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Para celebrar os 70 anos de história, o hospital Marieta lançou um livro comemorativo com registros históricos, documentos e relatos que contam a trajetória da instituição. A obra foi escrita pelo padre Eder Claudio Celva e pelo professor Edison d’Ávila.
Desde a fundação, a administração do hospital é conduzida por congregações religiosas. Inicialmente, pelas Irmãzinhas da Imaculada; depois, pelas Irmãs da Divina Providência, e, desde 3 de janeiro de 1985, está sob a responsabilidade das Irmãs Pequenas Missionárias de Maria Imaculada, da Rede Madre.
Com vocação inicial para maternidade, o hospital cresceu junto com Itajaí e a região da Amfri, ampliando a estrutura e especialidades. Hoje, atende mais de 93% dos pacientes pelo SUS e é o maior hospital público de Santa Catarina, sendo referência em média e alta complexidade.
Entre os principais marcos da história da instituição está a criação, em 2002, do primeiro Centro de Neonatologia. Em 2005, iniciou a captação de órgãos e implantou o Incor, oferecendo atendimento em cardiologia de alta complexidade. Em 2025, o Marieta foi reconhecido como Centro de Referência em Cardiologia pelo SUS.
A atuação também foi ampliada para outras especialidades. Em 2006, foi habilitado em Ortopedia e Traumatologia; em 2008, passou a contar com a Unacon (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia), com serviços de quimioterapia, hormonioterapia, imunoterapia e cirurgias oncológicas, e, em 2011, foi credenciado para transplantes de córneas.
A estrutura hospitalar ganhou reforço com a construção do Complexo Madre Teresa, totalmente inaugurado em 2 de julho de 2025. Uma das ações criadas nesse período foi a Associação Madre Teresa, formada por funcionários, empresários e membros da comunidade, que mantém projetos como a Casa de Acolhimento Madre Teresa para pacientes oncológicos do SUS que vêm de outras cidades.
Atualmente, o hospital dispõe de 60 leitos de UTI adulto, 10 leitos de UTI neonatal e oito de UCI, além de centro de parto normal, leitos clínicos, cirúrgicos e obstétricos, 16 salas cirúrgicas, centro de diagnóstico por imagem, duas salas de hemodinâmica e pronto-socorro. Também oferece programas de residência médica em diversas especialidades.
Nos últimos anos, o Marieta obteve importantes reconhecimentos. Em 2024, liderou o ranking estadual de doação de órgãos e tecidos. Em 2025, conquistou a Acreditação Hospitalar Ona – Nível 1, que reconhece a qualidade assistencial e a segurança do paciente.
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