SAÚDE PÚBLICA
BC faz duas internações de moradores de rua
Homem e mulher foram levados a tratamento em clínicas psiquiátricas
Franciele Marcon [fran@diarinho.com.br]
Duas pessoas foram internadas de forma involuntária em Balneário Camboriú nos primeiros quatro dias de 2026. A primeira ocorrência foi na sexta-feira, quando um homem de 46 anos foi encaminhado a uma clínica. No sábado, uma mulher de 42 anos também foi levada para tratamento especializado.
Conforme a prefeitura, a mulher, moradora de Balneário Camboriú, enfrenta uma dependência química grave, com uso compulsivo de álcool e crack desde 2016. O vício teria gerado transtornos mentais e comportamentais.
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Após várias tentativas frustradas de acolhimento e tratamento, e diante do agravamento do quadro clínico e social, foi determinada a internação como medida de proteção integral. Ela foi encontrada na avenida Atlântica e levada por ambulância do programa "Resgate a Vida BC" para um hospital especializado em tratamento psiquiátrico.
Já o homem internado na sexta-feira está em situação de rua há mais de 10 anos e tem histórico de uso de drogas, comportamento agressivo e passagens pela polícia. Apesar de já ter sido acolhido por comunidades terapêuticas, ele retornou às ruas.
Com base em avaliação feita por equipe multiprofissional formada por enfermeiros, médico, psiquiatra e educador social, foi apontada a necessidade da internação. Ele também foi abordado na avenida Atlântica e levado até a sede da Abordagem Social, na rua Itália, bairro das Nações, de onde seguiu para tratamento com duração prevista de 90 dias.
Internações involuntárias
O programa "Resgate a Vida BC" foi criado em 2025 para oferecer acolhimento, tratamento e reinserção social a pessoas que moram na rua. No ano passado, quatro internações involuntárias foram realizadas: três homens e uma mulher.
As internações desse tipo estavam suspensas em Balneário Camboriú depois de denúncias de maus-tratos e suspeitas de tortura durante abordagens. A retomada foi possível após acordo firmado entre a prefeitura e o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que definiu regras para garantir o respeito às leis e aos direitos das pessoas atendidas.
Em novembro de 2025, uma empresa foi contratada para prestar o serviço conforme os critérios estabelecidos no acordo.
Franciele Marcon
Fran Marcon; formada em Jornalismo pela Univali com MBA em Gestão Editorial. Escreve sobre assuntos de Geral, Polícia, Política e é responsável pelas entrevistas do "Diz aí!"
