TURISMO

Atração em BC completa quatro anos com peças de navios naufragados e histórias da era dos piratas

Aventura Pirata reúne relíquias originais dos séculos 16 ao 18 e apresenta curiosidades da vida marítima

Peças de navios naufragados fazem parte do acervo do Aventura Pirata, em Balneário Camboriú (Foto: Divulgação)
Peças de navios naufragados fazem parte do acervo do Aventura Pirata, em Balneário Camboriú (Foto: Divulgação)
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O Aventura Pirata, em Balneário Camboriú, completou neste mês de janeiro quatro anos reunindo peças originais de navios naufragados e informações sobre a chamada Era de Ouro da Pirataria, entre os séculos 16 e 18. A atração combina encenações temáticas com um museu que apresenta objetos históricos ligados à navegação e aos confrontos marítimos do período.

Fica de frente para o mar, em um dos principais destinos turísticos de Santa Catarina, e mantém um acervo formado por itens resgatados de embarcações naufragadas. As peças ajudam a mostrar como era a rotina a bordo, os riscos enfrentados no mar e as estratégias usadas durante conflitos navais.

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Entre os objetos expostos estão utensílios de estanho, como pratos e canecas, comuns nas embarcações por sua durabilidade. O material, no entanto, continha chumbo, que podia ser liberado em contato com a água salgada, causando intoxicação, alterações de comportamento e até envenenamento fatal.

O museu também abriga moedas conhecidas como macuquinas, feitas em prata maciça no século 16. Produzidas para circulação na Europa, essas moedas eram frequentemente capturadas por piratas durante as travessias. Nas colônias espanholas, seu uso era proibido e podia resultar em pena de morte, por representar ameaça ao controle econômico da Coroa. A peça em exposição pesa cerca de 27 gramas e equivale a oito reales da época.

Outro item do acervo é o sino de bordo, usado como principal meio de comunicação nas embarcações antes da existência de sistemas sonoros modernos. As badaladas indicavam horários de trabalho, refeições e alertas. Em situações de pirataria, o toque acelerado era sinal de confronto iminente.

Entre os artefatos militares estão balas de canhão, conhecidas como pelouros, disparadas por canhões carregados pela boca. Os projéteis variavam de peso e eram usados em batalhas e abordagens marítimas. O conjunto é complementado por armas como mosquetes, pistolas, espadas e adagas, usadas tanto nos combates quanto no cotidiano a bordo.

Além do museu, a atração inclui atividades interativas, como cinema temático, jogos e encenações. O espaço apresenta um curta-metragem dirigido por Jason Satterlund, cineasta norte-americano, que contextualiza o enredo apresentado ao público.



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