NOS TRIBUNAIS

Treta entre deputados Ivan Naatz e Paulinha vai parar na justiça

Deputado diz ser alvo de falsa comunicação de crime ao ser acusado de violência política contra mulher

Briga começou no plenário da Alesc, quando Paulinha expôs falas de Naatz (Foto: Rodolfo Espínola/Agência Alesc)
Briga começou no plenário da Alesc, quando Paulinha expôs falas de Naatz (Foto: Rodolfo Espínola/Agência Alesc)

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) anunciou pelas redes sociais na terça-feira que vai processar a deputada Paulinha (Podemos) por “falsa comunicação de crime”. A medida agrava a treta entre os parlamentares, iniciada na semana passada, após Paulinha ter denunciado em plenário que foi vítima de violência política de gênero cometida por Naatz.

Na ocasião, em sessão na Assembleia Legislativa (Alesc), a parlamentar denunciou que o deputado a acusa de ter aplicado um golpe pra ficar na coordenação da bancada do Vale do Itajaí, ...

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Na ocasião, em sessão na Assembleia Legislativa (Alesc), a parlamentar denunciou que o deputado a acusa de ter aplicado um golpe pra ficar na coordenação da bancada do Vale do Itajaí, que reúne os representantes da região. Naatz não teria reconhecido a legitimidade da coordenadora, que teria “operado um golpe, atropelando os colegas”.

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“A Paulinha aplicou um golpe sobre os membros da bancada. O almoço será indigesto porque não indicamos você para coordenar esse período. Você como sempre atropelando os colegas, desrespeitando acordos”, teria dito o deputado num grupo de mensagens da bancada. Paulinha diz que foi eleita em comum acordo.

Ainda segundo a deputada, Naatz teria afirmado que não participaria mais das reuniões da bancada até ser resolvida “a questão do golpe”. Para Paulinha, as declarações seriam pelo fato de ela ser mulher, o que apontaria para um caso de violência política de gênero, previsto na lei federal 14.192/2021. Naatz rebateu a deputada, acusando Paulinha de vitimização.

“Golpista é quem comete um golpe, quem se autoproclama para um espaço que não foi indicado e não foi eleito, seja homem ou mulher”, contra-atacou. Após a treta na Alesc, a deputada Luciane Carminatti (PT) sugeriu levar o caso para a Comissão de Ética.

Em sessão na terça-feira, a deputada Ana Campagnolo (PL), contrária à liderança de Paulinha na bancada regional, saiu em defesa de Naatz. Segundo ela, Paulinha acusou o deputado de ser manipulador, de precisar de ajuda psicológica e de ter impulsos violentos. Ela ainda criticou a lei sobre violência política contra a mulher, afirmando que o texto é genérico e vulnerabiliza os homens.

Briga na justiça

O deputado Ivan Naatz agradeceu o apoio de Ana Campagnolo. “Com coragem, ela disse o que os muitos homens não têm coragem de falar”, disse. No mesmo dia, o parlamentar anunciou ter determinado aos seus advogados a abertura de procedimentos cíveis e criminais cabíveis contra a deputada Paulinha por falsa comunicação de crime.

“Como bom advogado, passei a minha vida defendendo o direito dos outros, mas chegou a hora de defender os meus [direitos] para mostrar que eu os conheço, e conheço muito bem”, comentou. Naatz lamentou que questões internas da bancada regional tenham sido trazidas por Paulinha para debate público na Alesc.

Para o deputado, a questão da coordenação do grupo deveria ser discutida pelo colegiado da bancada. “É preciso deixar claro que a divergência com a deputada Paulinha não é porque ela é mulher ou por uma questão de gênero, mas porque ela não foi eleita de maneira legítima para a coordenação da Bancada do Vale”, argumenta, frisando que sempre atuou ampla participação das mulheres na política.

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Denúncia levada ao MPF e OAB

A denúncia que Paulinha fez no plenário contra Naatz foi levada nesta semana ao Ministério Público Federal (MPF) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A ação também relata uma série de ataques e tentativas de intimidação que a deputada teria sofrido devido à sua atuação parlamentar.

“Não se trata apenas de opiniões contrárias ou críticas ao meu mandato, mas de um esforço coordenado para me silenciar e desqualificar, simplesmente por ser mulher e ocupar um espaço de poder”, afirma um trecho da denúncia, que destaca as punições previstas contra a conduta em lei federal.

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Paulinha reforça que a medida não é apenas uma defesa pessoal, mas um alerta sobre um problema recorrente na política brasileira. “Se queremos uma democracia mais justa e representativa, é fundamental que as mulheres tenham assegurado seu direito de participar da vida política sem sofrer retaliações desproporcionais”, comentou.

Ela ainda não se manifestou sobre a medida de Naatz em processá-la judicialmente.



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Comentários:

Arilton Schmitz

04/04/2025 10:33

Não adianta, é sempre a mesma coisa, se tem treta tem parlamentar do PL envolvido. Ô catreva inútil. Vão trabalhar por algo útil pra SC, VAGABUNDOS.!!

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