Matérias | Entrevistão


Márcio Dedé

"Houve um racha de parte do União Brasil com parte do MDB”

Pré-candidato a prefeito de Itajaí pelo UB

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

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Aos 46 anos, o vereador Márcio Dedé (UB) encerra o seu terceiro mandato no legislativo de Itajaí, período em que mais do que se dedicar a legislar, Dedé ocupou a chefia da Secretaria de Obras de Itajaí. Agora Dedé acredita que está preparado para disputar uma pré-candidatura a prefeito. Ele foi entrevistado pela jornalista Franciele Marcon e disse que não gosta de discursos, mas de ação. Falou, também, sobre o desejo de ser prefeito, rebateu as críticas sobre os buracos nas ruas de Itajaí e opinou que é contra a obra de reurbanização da avenida Marcos Konder neste momento. Também analisou o transporte público e falou sobre a polêmica entre o antigo presidente do seu partido e o governo Morastoni. Dedé afirma que ele e o União Brasil seguem leais ao prefeito Volnei Morastoni (MDB) e que o racha causado pelo ex-secretário Jean Sestrem (UB) afetou parte do UB e do MDB, mas não o atingiu.


As imagens da entrevista são de Fabrício Pitella. O conteúdo completo, em áudio e vídeo, você confere no portal DIARINHO.net e em nossas redes sociais.

 

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As imagens da entrevista são de Fabrício Pitella. O conteúdo completo, em áudio e vídeo, você confere no portal DIARINHO.net e em nossas redes sociais.



 

DIARINHO – Na última eleição, o senhor se anunciou como pré-candidato a prefeito de Itajaí, mas na última hora saiu como vereador. Vai acontecer de novo?


Dedé: Não, de jeito nenhum. Na última, a gente compunha o atual governo. Eu estava como secretário. A gente não tinha essa perspectiva de ser prefeito. Havia uma possibilidade de ser vice. Em 2016, sim. Mas neste momento a gente está com apoio do União Brasil nacional, estadual e até pelos votos feitos na última eleição a deputado federal, praticamente 30 mil votos. Foram 28 mil votos, sendo 22 mil em Itajaí. A gente entende que esse é o momento, o que nos credenciou a manter a nossa candidatura. Eu não quero mais ser candidato a vereador. Minha proposta é fazer parte da majoritária e manter a candidatura a prefeito.

DIARINHO – O senhor era da base aliada do governo Volnei e foi secretário de Obras em grande parte dos oito anos de mandato. O UB rachou com o MDB há poucos meses. Não é deslealdade com seu antigo grupo político?


Dedé: Não, de jeito nenhum. Houve um racha de parte do União Brasil com parte do MDB. O nosso compromisso sempre foi com o prefeito Volnei Morastoni. Desde o início, quando a gente assumiu a secretaria de Obras, o prefeito nos deu uma secretaria, e eu agradeço até hoje. Essa secretaria que nos credenciou, inclusive, a ser candidato a prefeito. Mas o prefeito nos confiou uma secretaria que, teoricamente, não tinha a obrigação de passar pro União Brasil. Por quê? Porque o União Brasil, o Dedé, estavam lá com o projeto do PSDB em 2016. Ele confiou a mim essa secretaria. A minha resposta e o meu agradecimento foram em forma de trabalho. Sempre fui muito leal. Trabalhei sempre de forma intensa para o governo e de maneira nenhuma há, da nossa parte, qualquer deslealdade. Tanto que a minha relação com o prefeito até hoje é muito boa e tranquila.

DIARINHO O ex-secretário Jean Sestrem, ex-presidente do UB, acusou dois secretários de falsificar a assinatura do prefeito numa licitação que nunca saiu do papel. O caso foi denunciado publicamente e muita gente diz que foi vingança política, porque Volnei não apoiou o seu projeto de ser o candidato. O senhor concordou com essa “vingança”?

Dedé: Não, de modo nenhum. Na verdade, a licitação saiu do papel. A licitação foi disparada, o termo de referência, inclusive, pela Secretaria de Obras, um serviço técnico, a gente necessitava. Ela foi, na verdade, anulada, com todas as tratativas do que aconteceu. O que não saiu do papel, na verdade, foi a contratação. Na qualidade de secretário, o então secretário Jean [Sestrem] recebeu algumas denúncias que é impossível você como secretário não ter como apurar. Você tem que apurar, senão você prevarica, é a sua função. A questão política que se tornou isso não me interessa na verdade. Porque o objetivo do secretário era apurar uma situação que se tornou pública. Infelizmente se tornou pública. Eu tenho um carinho muito grande pelo ex-secretário Jean. Mas o nosso partido, o União Brasil, volto a frisar, sempre foi muito leal e sempre esteve muito presente, atuando em secretarias importantes como a secretaria de Obras, a própria secretaria de Governo, e hoje estamos lá no Esporte. A nossa lealdade, o nosso compromisso, o nosso respeito ao prefeito se mantêm. Essa situação específica foi uma situação que o secretário não tinha o que fazer. Ele recebeu a denúncia, ele teve que apurar, apurou. Aconteceu todo esse imbróglio, o secretário saiu. Agora quem tem que tomar conta disso são os órgãos de controle. Não pertence mais nem ao município, a própria Controladoria do Município que está tomando pé disso.

DIARINHO - O PL, partido da chapa pura Robison Coelho e Rubens Angioletti, também era base do governo e agora se anuncia como oposição. O senhor se apresenta como oposição também?

Dedé: Não, eu não me apresento como oposição. Eu me apresento como uma mudança segura. Mudança com responsabilidade. É óbvio que o prefeito Volnei fez muitas coisas importantes para o município de Itajaí. Na minha própria pasta a gente elenca diversas obras importantes para a cidade de Itajaí. Agora tem muita coisa para mudar. A gente sabe que tem muita coisa a ser enfrentada. Eu entendo que pra esse momento, o momento que Itajaí vive, eu sou a pessoa que conseguirá fazer essa mudança com segurança, com responsabilidade. Não serei aventureiro, uma pessoa que apenas aponta o dedo, que fala mal, que critica a cidade. Nossa cidade é linda, é maravilhosa. Ela precisa de alguns ajustes, é óbvio que precisa. Algumas pastas que precisam de uma nova direção, mas achar que tá tudo errado, que está tudo ruim, já beira à hipocrisia. [O UB segue com cargos no governo Morastoni?]. O União Brasil tem espaço no governo Volnei. Até porque, como eu disse, a gente sempre teve um compromisso com o prefeito Volnei. Fica muita fofoquinha, muita discussão, muito questionamento político. O nosso compromisso sempre foi com o prefeito Volnei e com a sociedade de Itajaí. As nossas pastas, todas as pastas que a gente conduziu, você pode analisar, nos últimos anos nenhuma delas gerou nenhum problema ao prefeito Volnei. Não tem porque largar algo que a gente conduziu bem.


 

"Eu não quero mais ser candidato a vereador”

 

DIARINHO – Por que o governo Volnei perdeu a base de apoio na câmara e teve tanta dificuldade com o legislativo nos últimos anos?

Dedé: É público que o prefeito Volnei se encontra um pouco doente. A capacidade de fazer interlocução sempre é do gestor maior, sempre é do prefeito. O prefeito, de certa forma, teve um pouco de dificuldade de fazer essa interlocução. Eu sou vereador de três mandatos, e a gente sabe que o vereador quer ser ouvido. Ele quer levar a demanda dele, da comunidade ao prefeito; ele quer ser atendido, ele quer ter, vamos dizer assim, um aconchego, um carinho, quer ser respeitado. A gente sabe que teve uma dificuldade de interlocução. Acho que a maior dificuldade que o governo teve não foi a questão de não entregar, de não fazer obra.... A maior dificuldade foi realmente a interlocução com esses vereadores. Ter uma discussão maior, reuniões frequentes em que se conseguisse, de fato, mostrar para a sociedade. Até porque o prefeito Volnei não viria para uma reeleição. Nos quatro anos ele poderia conduzir de forma tranquila esse processo. Administrar de forma que contemplasse os interesses que vão ao encontro da sociedade. A gente não pode pensar também, enquanto vereador, em apenas resolver o meu problema. Tem que resolver o da sociedade como um todo. Acho que interlocução é a palavra mais correta que faltou nesses quatro anos.


DIARINHO - O senhor e o União Brasil já têm ideia de quem será o seu vice?

Dedé: Não temos. A gente vem fazendo reuniões nas comunidades. A gente instituiu isso há praticamente um mês. Fez na Murta, Cordeiros, Salseiros. Vamos avançar no Cidade Nova, São Vicente. A gente tem conversado muito com a sociedade, com o povo. A gente vê muita discussão de partido ‘A’ que já tava de um lado, tava apoiando um certo pré-candidato a prefeito, que agora já tá apoiando um outro pré-candidato a prefeito. Os líderes partidários, às vezes, sentam e acham que eles têm que discutir o que ‘eles querem’ para a cidade. Não é isso. A nossa discussão é inversa. A gente quer sentar com a população, sentir o que a população realmente quer para a cidade. Buscar as pessoas de bem que comungam com o mesmo projeto que o nosso. [Tem algum partido que vocês conversaram?]. Ainda não conversamos com nenhum. [Isso é um indicativo que vocês podem vir com chapa pura?]. Não, nós não pretendemos vir com chapa pura. A gente quer sentar, conversar, mas ter uma conversa tranquila, republicana. Não uma conversa apenas que se discuta cargos.

 

"A nossa lealdade, o nosso compromisso, o nosso respeito ao prefeito se mantêm”

 

DIARINHO – Quais são as obras que julga importantes, que o senhor fez à frente da secretaria de Obras? E quais projetos relevantes aprovou no legislativo?

Dedé: Macrodrenagem. Foram mais de R$ 90 milhões investidos em obras de drenagem e macrodrenagem. Você pega a bacia do Rio Bonito, foram 11 ruas. Toda aquela região próxima ao Batalhão da Polícia: Eudoro Silveira, Bom Retiro, Orleans, Satyro Loureiro. Toda chuva era um pandemônio para aquelas pessoas, entrava água na casa das pessoas. Tinha uma escola que tinha dificuldade inclusive das crianças saírem da escola. Você pega a bacia de Cordeiros, a maior obra de macrodrenagem da história de Itajaí, R$ 20 milhões. Nós fizemos a maior obra de macrodrenagem que é a bacia de Cordeiros. Fizemos a segunda maior obra de drenagem da história de Itajaí que foi a bacia do Rio Bonito. Foram várias obras que a gente fez aqui na João Fernandes Vieira Júnior, na Fazenda, no Padre Jacó. Aquilo o pessoal saía com a água pelo umbigo cada vez que chovia. Por mais que a obra esteja enterrada, não aparece tanto, mas quem mora ali, para aquelas pessoas, traz dignidade. Elas param de perder os seus móveis, de perder os seus veículos, bens. A gente vê que valeu a pena. Sem contar as obras de mobilidade. A gente entregou quatro pontes. Estamos com uma ainda em construção. Às vezes eu fico pensando se a gente não tivesse a ponte do Nilo Bittencourt. O quanto melhorou a mobilidade na região da ponte, a Campos Novos. Entregamos a ponte do Bambuzal, que interliga o Bambuzal ao São João. Entregamos uma ponte lá na Murta, uma ponte importantíssima. Entregamos uma lá no Campeche, praticamente na divisa entre Itajaí, Gaspar e Brusque. Além de melhorar essa integração regional dessas três cidades, tinha uma ponte pênsil que as pessoas tinham que andar quilômetros para conseguir acessar aqueles pontos. Essa última agora que a gente está confeccionando, tá sendo feita, que quebraram duas empresas, que é a da Adolfo Batschauer. Você tira o trânsito da Adolfo Batschauer e da Contorno Sul, com um novo eixo viário na cidade. A gente podia elencar também a Via Portuária. Quantos anos as pessoas falavam de Via Portuária, aquela parte de Cordeiros estava abandonada, foi feito um trecho pelo Exército e o restante nós entregamos. As aberturas de ruas centrais. [E no legislativo, Dedé?]. Eu fiz o projeto da questão do Meio Ambiente: o dia do lixo zero. […] A gente colocou dois ecopontos na cidade, mais quatro ou cinco miniecopontos. A gente colocou um PEV, um ponto de entrega voluntária na cidade. A gente melhorou o Cata-Treco e avançou muito na questão do resíduo sólido.

 

“Eu não me apresento como oposição. Eu me apresento como uma mudança segura”

 

DIARINHO – Uma das críticas frequentes do itajaiense é com relação aos buracos de rua – justamente o trabalho que diz respeito à pasta que o senhor ocupou. Por que em quase oito anos à frente da pasta o senhor sequer conseguiu fechar a buraqueira nas ruas?

Dedé: O problema dos buracos é um pouco mais complexo do que as pessoas veem. A gente tem três itens que precisam ser destacados. O primeiro realmente é o desgaste do pavimento em várias pistas, principalmente nas pistas centrais, com chuva. Para você ter uma ideia, segundo a Epagri, ano passado tivemos 284 dias de chuva. Dos 365 dias do ano, nós tivemos 284 dias de chuva. Não é fácil você fazer um trabalho de recuperação. Se você analisar, no final de 2023 já começou uma ação forte. Fizemos José Pereira Liberato, fizemos rua Gaspar, Carolina Vailatti, João Gaya, parte da Manoel Francisco Coelho onde passou o esgoto sanitário. Nilo Bittencourt onde passou o esgoto sanitário. Uma parte da Osvaldo Reis. A segunda situação é a drenagem. A drenagem de Itajaí é uma drenagem historicamente antiga. Nós temos comunidades que a drenagem é de 40, 50, 60, 70 anos, onde a gente enfrenta maior dificuldade. Você pega São João, Vila, Dom Bosco, São Judas, parte do São Vicente. Comunidades antigas em que seria muito fácil a gente chegar e fazer o simples, o que historicamente foi feito em Itajaí. Você pegar os R$ 90 milhões que a gente investiu em macrodrenagem, pegar e jogar aquela capinha de asfalto em cima e todo mundo ia ficar contente. Mas não é isso. Essas comunidades que eu acabei de destacar precisam trocar toda a drenagem. Porque se eu asfaltar, vai ceder. Aquela tubulação tá pobre, ela é velha, é obsoleta. Tem que trocar toda a drenagem para fazer uma recomposição do pavimento. A terceira, mas não menos importante, é a questão do Semasa. A gente sofre com as ligações de água. Eu nunca vi tanta ligação de água nos últimos anos. As próprias pessoas que a gente sabe que estão fazendo suas casas lá, dividindo as suas casas, fazendo nova ligação, alugando as suas casas. A questão do esgotamento sanitário, principalmente em várias outras ruas o esgotamento sanitário não se concluiu. Você pode ver que eles fizeram uma parte do São Vicente, pararam numa parte e fica lá o passivo, ficam as ruas de má qualidade. Foi assim no São João, foi assim no São Judas, foi assim no Dom Bosco. A recomposição é mal feita e fica o passivo pro município de Itajaí. As obras de esgotamento sanitário e também a própria rede de água. A nossa rede advém ainda da Casan, uma rede antiga, obsoleta. É difícil passar durante o dia em Itajaí e não ver uma máquina do Semasa quebrando ou abrindo um ponto em que estourou uma rede de água.

 

“Nós fizemos a maior obra de macrodrenagem que é a bacia de Cordeiros. Fizemos a segunda maior obra de drenagem da história de Itajaí que foi a bacia do Rio Bonito”

 

DIARINHO – A prefeitura está iniciando a obra do binário da Marcos Konder às vésperas do fim do mandato. O senhor acha que é uma obra que deveria ser tocada nesse momento?

Dedé: Eu não gostaria de tocar essa obra nesse momento. Só que essa obra está com o Urbanismo. O Auri [Pavoni] é um grande entusiasta. Se tu também não faz a obra, deixa para depois: “ah, porque não fizeram a obra? Deixaram o dinheiro ali, tem a fonte de financiamento. Porque não fizeram a obra?” O Auri nos ajudou muito na obra de Hercílio Luz, na própria obra da Delfim. Ele assumiu a secretaria de Urbanismo, entendeu que era o momento de fazer, não deixar para depois. Se não, depois a discussão seria outra. Eu, enquanto secretário, advogava que nesse momento era meio conturbado tu fazer essa intervenção. Só que ela é uma obra de um ano, e não é só a Marcos Konder. Até se comenta, “ah, é R$ 50 milhões a obra”. Mas não é só a Marcos Konder, tem a Sete de Setembro, tem a Cônego Thomaz Fontes, tem parte da Contorno Sul. Ela é uma obra bem complexa. Uma obra grande. Só que ela é uma obra, se ela for tocada bem, organizada como ela vem sendo feita pelo Auri, não vai dar tanto impacto. Impacto, óbvio, sempre dá, mas não vai dar tanto impacto quanto as pessoas acham que daria.

DIARINHO - Como o senhor avalia o fato de o porto de Itajaí estar parado há um ano e meio? Agora com a Seara Alimentos assumindo a operação, a movimentação portuária deve voltar?

Dedé: Eu acredito que esse provisório vai manter o trabalhador, a movimentação do Porto. Tem que movimentar 44 mil TEUs, esse é o contrato. Só que a gente tem que trabalhar num edital definitivo. Esse edital provisório é precário. É um ano e meio, dois anos. Isso não vai resolver o problema da cidade de Itajaí. Nós temos duas situações para trabalhar. A situação do edital definitivo, muito forte, cobrando. A Antaq já fez uma audiência pública. A gente não pode deixar que também a própria JBS opere agora nesse provisório e daqui a pouco se deixe o edital definitivo lá quietinho na gaveta. Daqui a pouco se renova novamente e se esquece do definitivo. A gente tem que trabalhar forte para que saia o definitivo, de 30 ou 35 anos de concessão, a Antaq que vai definir, para dar segurança para investimento. Vai aumentar essa retroárea. Hoje nós temos 100 mil metros, vai para 300 mil metros. Por isso está sendo feita aquela obra do Porto que vai segregar o Porto da cidade. A cidade vai conseguir se expandir, crescer e melhorar essa atividade portuária.

 

“A gente sofre com as ligações de água. Eu nunca vi tanta ligação de água”

 

DIARINHO – Itajaí paga subsídio para o transporte coletivo, mas ainda existem diversas reclamações sobre o serviço prestado. Como resolver o problema do transporte público?

Dedé: O transporte coletivo virou um problema nacional. É óbvio que nós temos que resolver os nossos problemas aqui. Eu não sou contra o subsídio. Eu tenho defendido que a gente tem que melhorar esses terminais de integração, essa ponta. Essas pessoas que estão lá na ponta, que utilizam de fato o transporte coletivo. Porque a integração, você vai no terminal de Cordeiros e está sempre cheio. Você vai no terminal da Contorno Sul, tá sempre cheio. As linhas são obsoletas lá na ponta. Você tem uma linha que passa de manhã, outra passa meio-dia e outra passa às seis. Como é que você vai fazer ao mesmo tempo que você não quebre o município com subsídios altos e traga esse usuário e coloque mais linhas no transporte coletivo? A gente vai otimizar. Ter uma fiscalização contínua acompanhando de fato o transporte coletivo. Pegar principalmente essas áreas que utilizam muito transporte coletivo: Santa Regina, região do interior, e diminuir esse tempo de vacância entre um horário e outro do transporte em direção aos centros de integração. [Faltam ônibus?] Falta horário! Tem horários que a gente vê que eles estão obsoletos, pelo que a gente tem acompanhado, e tem horários que não têm ônibus para certas comunidades. Acho que falta otimizar. O município tem que agir de forma mais forte, estar lá na ponta. Tem que ter uma pessoa andando, acompanhando o serviço, fiscalizando e fazendoessa otimização.

DIARINHO – Por que o senhor quer ser prefeito de Itajaí?

Dedé: Itajaí, nos últimos 30 anos, praticamente passou por duas ou três administrações. Cada uma com seus acertos e erros. A gente pensava numa eleição e sempre via Jandir ou Volnei. Agora é a virada de chave. Uma mudança geracional e dos quadros. Eu me sinto capacitado. Eu sou formado, pós-graduado, tenho mestrado em Gestão Pública, fui vereador em três mandatos. Iniciei sendo presidente de associação de moradores, já fui diretor na secretaria de Obras, fui secretário sete anos e meio, praticamente. Tenho uma boa experiência para conduzir a cidade, fazendo as mudanças necessárias com segurança e responsabilidade.

 

 

Raio X

 

Nome: Márcio José Gonçalves, o Márcio Dedé

Natural: Itajaí

Idade: 46 anos

Estado Civil: casado

Filhos: um

Formação: mestre em Gestão de Políticas Públicas, pós-graduado em Estratégias Empresariais e graduado em Logística e Administração

Trajetória: pré-candidatura a prefeito de Itajaí pelo União Brasil; eleito três vezes vereador em Itajaí [2013/2024]; secretário de Obras de Itajaí por sete anos. Em 2020, foi candidato a Deputado Federal, conquistando 28 mil votos




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