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Árvores transplantadas viram diferencial em prédios de luxo

Espécies com até três metros de altura e florescendo são escolhidas por especialistas

Enquanto segue a polêmica com a retirada das árvores do canteiro central da avenida Marcos Konder para reurbanização da via no centro de Itajaí, empresas privadas mostram iniciativas de projetos de paisagismo com transplantes de árvores adultas em empreendimentos luxuosos na região.

A construção do empreendimento Space Soul, da construtora Procave, na esquina das ruas Samuel Heusi e Felipe Schmidt, no centro de Itajaí, é um dos projetos paisagísticos com árvores transplantadas ...

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A construção do empreendimento Space Soul, da construtora Procave, na esquina das ruas Samuel Heusi e Felipe Schmidt, no centro de Itajaí, é um dos projetos paisagísticos com árvores transplantadas. A espécie escolhida foi a sibipiruna, a mesma da avenida Marcos Konder e que é muito usada na arborização de várias cidades do país. No local são cinco árvores da espécie, além de uma linha de palmeiras que completam o projeto.

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“As unidades que plantamos no empreendimento Space Soul são provenientes de produtores especializados, com registro no Ministério da Agricultura. São transportadas em caminhões, utilizamos ajuda de caminhão munk no plantio e aplicamos fertilizantes específicos e compostos orgânicos”, explica o engenheiro agrônomo Cláudio Saladini.

Ele é o responsável técnico do grupo Le Nôtre, uma das principais empresas de paisagismo do sul do Brasil, de Floripa, que fez o serviço. As sibipirunas vieram de um viveiro do interior de São Paulo. Cláudio explica que a origem de produtores registrados é importante porque contam com atestado de sanidade, de mudas e sementes.

Em Itajaí, as árvores ladeiam a fachada do prédio, com exemplares de cerca de três metros de altura.  Segundo o especialista, a sibipiruna é uma árvore de médio a grande porte, nativa do Brasil, da mata atlântica, que na fase adulta tem entre seis e 18 metros de altura, com até 20 metros de diâmetro da copa arredondada e é muito vistosa. A espécie costuma ser confundida com o pau-brasil ou pau-ferro pela semelhança da folhagem.

Ele explica que as sibipirunas foram escolhidas no projeto porque têm crescimento moderado, dão boa sombra, são de fácil manutenção e, por serem nativas brasileiras, estão bem adaptadas ao clima. “Ela vai ter espaço pra se desenvolver ali e ficar bem frondosa. Essa é a ideia, de criar um espaço de sombra pra quem está passando pela rua, entrando no prédio, circulando...”, observa. O tempo de adaptação é de um a dois anos.

A sibipiruna também tem funções ecológicas, absorvendo a umidade e reduzindo as “bolhas de calor” na cidade. “É praticamente uma bomba d’água. Ela fica tomando água o dia inteiro e fica soltando vapor de água através da respiração e isso ajuda a renovar chuvas e a diminuir a temperatura, além de abrigar inúmeras espécies da avifauna, inclusive alguns pássaros que usam as sibipirunas como ponto de pernoite”, destaca.

 

Árvore símbolo do Brasil em corredor na Brava

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Na rua Luci Canziani, na Praia Brava, a construtora Lotisa doou e fez o plantio de 19 ipês-amarelos para o município de Itajaí. As árvores foram compradas já com um porte maior com o objetivo de demonstrar como ficará a avenida quando a via de entrada da Praia Brava estiver toda arborizada. A rua passa por revitalização para implantação do futuro binário.

O ipê-amarelo é a árvore-símbolo do Brasil. A espécie tem exemplares na lista de árvores imunes ao corte em Itajaí. Na Praia Brava, o plantio foi em dezembro, no passeio em frente ao empreendimento Torres da Brava.

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“As árvores foram uma doação para a cidade, demonstrando como ficará toda a avenida quando as demais mudas tiverem num porte maior”, explica o empresário Fábio Inthurn. Segundo ele, o objetivo da doação foi dar um conforto visual na entrada da Brava, se integrando ao boulevard no térreo do empreendimento.

“Queríamos que o paisagismo desta área já estivesse bem desenvolvido, criando um espaço convidativo, harmonioso e confortável para a comunidade. Então surgiu a ideia como um ‘plus’ do que já estava sendo previsto para agregar valor a este trecho inicial da avenida Luci Canziani”, completa.

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Clarus trouxe paineira em plena floração em obra na Lauro Müller

A frente do residencial Marechiaro, na rua Lauro Müller, o mais recente empreendimento entregue pela construtora Clarus, em maio, já está embelezado pelo rosa da floração de uma das paineiras do projeto. Além de atrair os olhares de quem passa na calçada, os colibris também estão aproveitando a florada. O paisagismo no local é completado com jabuticabeiras e oliveiras.

Os engenheiros e sócios da Clarus, Bruno Pereira e Luiz Duarte, explicam que têm investido mais no paisagismo das obras porque percebem que os clientes enxergam cada vez mais valor no contato com a natureza. “Apesar de estarmos no meio da cidade e por mais rápido que seja, o simples olhar a uma árvore desabrochando uma flor ou gerando algum fruto é capaz de mudar o dia de uma pessoa”, comentam.

Nos projetos, os empresários têm optado principalmente por árvores nativas, como as da obra na Lauro Müller. A paineira rosa está na lista de espécies nativas indicadas para arborização urbana, paisagismo e ações de reflorestamento ou preservação ambiental devido ao crescimento rápido e à beleza da floração.

A construtora Clarus foi responsável pelo transplante da figueira que hoje domina o cenário da praça dos Correios. Em 2021, a árvore de 10 metros de altura e idade estimada de 70 anos foi retirada de um terreno na rua 15 de Novembro numa operação especializada que durou 12 horas e movimentou mais de 50 profissionais.

A figueira se adaptou bem ao novo local e foi respeitada no projeto de revitalização da praça que está em fase final. “Estamos muito contentes com o resultado alcançado e com o contexto de toda a nova praça dos Correios. Os arquitetos da prefeitura foram muito felizes e o projeto está ficando lindo”, elogiam os sócios da construtora.

Eles informam que ainda acompanham a figueira de perto. “A princípio, ela sofreu um pouquinho no período de obras e contratamos novamente nosso especialista para que desse uma reforçada nos nutrientes para que ela se revigorasse. Em novembro deste ano já completará três anos daquela megaoperação. Sem dúvida nenhuma, faríamos tudo novamente”, completam.

 



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