ITAJAÍ

Justiça vai obrigar estado a fazer obras de segurança na rodovia Antônio Heil

Governo terá dois anos pra adequar sinalização e fazer as travessias de pedestres

Redutores de velocidade também são previstos pra garantir segurança  (fotos João Batista)
Redutores de velocidade também são previstos pra garantir segurança (fotos João Batista)

Inaugurada em 2020 com pendências no projeto original, a duplicação da rodovia Antônio Heil (SC 486), entre Itajaí e Brusque, vai ter que receber melhorias em sinalização, travessias de pedestres e redutores de velocidade no prazo de até dois anos. A determinação é da juíza Sônia Maria Mazzetto Moroso Terres, da Vara da Fazenda Pública de Itajaí, em ação civil do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

A decisão obriga o estado a bancar as obras e adotar medidas para garantir a segurança na rodovia. A promotoria de justiça cobra desde 2019 a construção de passarelas, sinalização adequada ...

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A decisão obriga o estado a bancar as obras e adotar medidas para garantir a segurança na rodovia. A promotoria de justiça cobra desde 2019 a construção de passarelas, sinalização adequada e controladores de velocidade.

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O projeto de duplicação previa três passarelas, mas apenas uma foi instalada, e só depois de ação judicial e protestos da comunidade. Nos principais trechos, os pedestres ainda correm riscos ou precisam fazer longo percurso pra fazer a travessia.

Falhas graves

Na ação civil, o MPSC apontou “falhas graves” de segurança e sinalização que colocam em perigo a vida de pedestres e motoristas. Contra o excesso de velocidade, a promotoria pediu a instalação de pelo menos três controladores fixos de velocidade. A justiça determinou prazo de um ano pra implantação dos equipamentos ou que o estado apresente alguma medida alternativa.

Altas velocidades

Flagras de abuso de velocidade têm sido registrado pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Em 2022, uma BMW com placas de Balneário Camboriú estava a 171 km/h na rodovia, que tem limite de 80/km.

Outro flagra foi de uma moto a 183 km/h, em 2021. Na ação civil, o MP cita o caso de um veículo flagrado a mais de 200 km/h pelo radar móvel dos patrulheiros rodoviários.

O MP diz que tentou resolver a situação de forma extrajudicial, mas denuncia que o estado nunca priorizou a implantação das medidas de segurança. Uma das falhas na rodovia seriam as muretas tipo “New Jersey” que dividem as faixas da rodovia.

O muro se estende por longo trecho sem opção de travessia. Com isso, os pedestres se arriscam pulando a mureta pra não ter que andar até a passarela ou travessia elevada.

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Pela decisão da justiça, o estado tem prazo de dois anos pra adotar todas as melhorias, entre a conclusão das travessias e a sinalização conforme o que estava previsto no projeto original da licitação. A juíza fixou multa diária de R$ 10 mil no caso de descumprimentos das obrigações.  A decisão saiu na terça-feira passada.

Até sexta, a Secretaria de Estado da Infraestrutura disse que não tinha sido notificada.  “Não podemos nos posicionar antes de conhecer os detalhes do despacho”, explicou. O estado ainda pode recorrer.

 

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Só uma passarela e uma faixa elevada

Única passarela da rodovia fica a 2km da faixa

Única passarela da rodovia fica a 2km da faixa

 

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Enquanto isso, a travessia de pedestres na Antônio Heil se limita a dois pontos principais no trecho da Itaipava. É um na frente da Multilog, onde há uma faixa elevada, e outro no trecho da rua Pasco Raimundo Vicente, onde há a única passarela da rodovia. A estrutura atende aos alunos da escola Monsenhor Vendelino Hobold e da unidade do Sest/Senat, além de moradores do bairro.

No trecho de acesso ao Elume Parque Tecnológico, a falta de passagem segura faz as pessoas pularem a mureta das pistas. Desde o viaduto da rua Benjamin Dagnoni até a passarela perto do Sest/Senat, são dois quilômetros sem qualquer travessia. Já da passarela até a faixa da Multilog, são quase outros dois quilômetros sem opção pra pedestres e ciclistas.

“É uma loucura! Estou trabalhando em uma loja à beira da rodovia e quando vejo o pessoal atravessando, me dá até uma coisa de nervoso. Isso aqui foi muito mal feito, com retornos superdistantes, uma passarela só e uma passagem para pedestres na frente da Multilog”, comenta um morador.

Funcionário da Multilog, Wesley Moreira usa a passagem perto da empresa e relata que mesmo a travessia elevada traz risco. “Tem que ficar ligado, ainda mais que a galera de moto fica entrando ali”, conta, sobre os motociclistas que “cortam caminho” pela faixa. “Semana retrasada teve um caminhão que quis achar que era uma moto também e quebrou [a mureta]”, lembra.

Ele avalia que poderiam ser instaladas outras lombadas, obrigando os veículos a reduzirem a velocidade, mas destaca que novas passarelas seriam mais seguras. Para os motoristas, é a distância entre os retornos que gera reclamação. É comum ver as motos usarem a faixa elevada pra cruzar a rodovia, evitando o retorno que fica a fica a 1,2 quilômetro. Na passarela, motociclistas também usam a passagem indevidamente.

 

Alças de acesso

As alças de acesso da Antônio Heil com a BR 101, em Itajaí, fazem parte do projeto original de duplicação que ficou de fora da licitação.

A obra autorizada desde 2018 pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (Antt), é esperada desde a entrega da duplicação. Agora, está mais perto de sair do papel com a etapa final de licitação.

A secretaria de Infraestrutura informa que a abertura das propostas das empresas interessadas em tocar a obra será no dia 20 de junho. O edital chegou a ser suspenso no início do ano pra readequação do orçamento, agora previsto em R$ 54,5 milhões.

O projeto prevê alças de ligação com a BR 101, dois viadutos e uma ponte sobre o rio Canhanduba, na avenida Contorno Sul.



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