Balneário Camboriú

PG Tur corta linhas e pede subsídio de R$ 800 mil pra não abandonar serviço

Prefeitura analisa pedido e prevê uso de repasse federal para manter o transporte coletivo atuando na cidade

Conforme empresa, seguem as linhas Norte-Sul, Verde e das Faculdades (Foto: João Batista)
Conforme empresa, seguem as linhas Norte-Sul, Verde e das Faculdades (Foto: João Batista)
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A semana começou com menos ônibus da PG Tur nas ruas de Balneário Camboriú, após a empresa que toca o transporte coletivo anunciar a redução de linhas de oito para três. A medida é prometida até que o município decida sobre o pedido de subsídio de R$ 800 mil por mês pra cobrir o suposto prejuízo das operações. A prefeitura analisa o reequilíbrio financeiro do contrato. Enquanto o impasse persiste, os passageiros ficam na mão.

De oito linhas operadas pela empresa, apenas três estavam rodando nesta segunda-feira, segundo informou a PG Tur. Eram a linha Norte-Sul, que atravessa as avenidas Atlântica e Brasil; a linha Verde, que passa pelos bairros Nova Esperança, Barra e São Judas até o hospital da Unimed; e a linha das Faculdades, com trajeto entre a Udesc e Univali até a igreja Santa Inês.

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A linha expressa da Praia dos Amores ainda estava em operação na segunda, mas o site da empresa informava que as linhas e horários seriam atualizados. Em nota, a PG Tur informou que está buscando junto ao município formas de manter a operação na cidade. “Compreendemos a importância do transporte público municipal aos nossos usuários e estamos realmente empenhados em restabelecer a normalidade o quanto antes”, disse.

Morador do bairro da Barra, Marcos Nunes relata que o impasse entre a empresa e prefeitura tem prejudicado os usuários dos serviços há meses. Ainda em novembro, o anúncio foi que as operações seriam paralisadas totalmente a partir de dezembro devido à falta de subsídio municipal. Antes disso, porém, Marcos conta que a empresa já não vinha cumprindo os horários.

“Nós, usuários, ficamos até duas horas e meia ou mais esperando o transporte. Digo em especial no bairro da Barra, Nova Esperança, Taquaras, Estaleiro, São Judas, e assim vai, por meses”, afirma. Com a redução das linhas, o morador disse que os motoristas têm afirmado que todos os ônibus vão parar ou ficar em “operação tartaruga” só com um ônibus em cada linha e sem rodar após o horário de pico.

“Estamos sendo constrangidos todos os dias. Somos trabalhadores ameaçados e ficamos no meio de uma briga entre empresa de ônibus e prefeitura”, reclamou, pedindo uma solução para o problema. Segundo a empresa, a operação reduzida foi adotada pra evitar que o serviço ficasse totalmente paralisado até a decisão da prefeitura.

Rodar apenas enquanto houver combustível

A Comissão Parlamentar Especial (CPE) de acompanhamento do transporte público na Câmara de Vereadores fez reunião nesta segunda-feira com o presidente do BC Trânsito, Ricieri Ribas, e procurador-geral do município, Eduardo Krewinkel, para ter esclarecimentos da situação.

A reunião foi chamada após diversos relatos de que os ônibus iriam rodar “apenas enquanto houvesse combustível”. À comissão, Ricieri explicou que a suspensão de algumas linhas de ônibus foi feita de forma unilateral pela empresa, sem aviso prévio à prefeitura, e que o Executivo notificou a PGTur.

Ele falou das ações em andamento pela prefeitura e que já existe um processo de contratação emergencial pronto, caso haja desistência do contrato por parte da PGTur. Na próxima segunda-feira, uma nova reunião vai discutir o relatório final da comissão.

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Dinheiro federal para três meses

O presidente da BC Trânsito, Ricieri Ribas, informou em nota que o pedido de reequilíbrio financeiro da empresa está sob análise do corpo técnico da prefeitura. “Foi instituída comissão e contratada perícia especializada a fim de apurar o valor exato deste reequilíbrio”, disse.

O município tem recurso no valor de R$ 2,1 milhões de repasse emergencial do governo federal para serem usados exclusivamente no transporte público. Esse convênio será usado para permitir a continuidade do serviço em Balneário e, segundo Ricieri, está em processamento pra ser repassado à empresa em três parcelas – dezembro, janeiro e fevereiro.

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O chefe da autarquia explica que a situação do serviço na cidade é agravada pelas gratuidades previstas em lei, como para idosos. “Diante do cenário existente, o município de Balneário Camboriú vem propondo ações conjuntas de curto e médio prazo via Amfri, a fim de definir a solução mais adequada e eficiente para os usuários”, afirmou.

Entre os projetos estão a formação de um consórcio com Camboriú, para atender passageiros que circulam entre as duas cidades, e o plano de mobilidade da Amfri, que prevê um sistema integrado entre as cidades da região, com uso de ônibus elétricos e corredores exclusivos de ônibus.



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