Matérias | Entrevistão


Normélio Weber

"O Hermeto Pascoal vai estar ali. O Toquinho vai estar aqui. O Brasileirão, de Curitiba... Vai estar Chico César...”

Superintendente das Fundações de Itajaí

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]




Itajaí é conhecida nacionalmente por sua efervescência cultural. Durante os dois anos de pandemia de covid-19, a cidade teve que abrir mão de seu calendário de eventos. Agora, com a retomada dos eventos, Itajaí está bombando. Neste final de semana, o município recebe a Festa Nacional do Colono e o Festival Nacional de Teatro Toni Cunha. Para falar sobre a retomada dos eventos, a jornalista Franciele Marcon entrevistou o superintendente Administrativo das Fundações do Município de Itajaí, Normélio Weber. Maestro por formação e dedicação, Normélio falou sobre o retorno da programação cultural, sobre a mudança de postura de Itajaí, de adotar festivais e festas tendo como base o material humano, cultural, local e regional, e teceu críticas aos shows nacionais da Festa do Colono, que levam muito dinheiro da cidade, mas não deixam um retorno aos artistas locais. Ainda falou sobre o Festival de Música de Itajaí e deu spoiler de quem estará na cidade em setembro, rebateu as denúncias de que o acervo municipal está abandonado, da falta de restauro de casarões históricos da cidade e anunciou que a construção da sede do Conservatório de Música Carlinhos Niehues inicia em breve. As imagens são de Fabrício Pitela. A entrevista completa você acompanha em áudio e vídeo no portal Diarinho.net e em nossas redes sociais.

 

DIARINHO – Itajaí vive um momento especial nesta semana. Ao mesmo tempo em que a cidade abriga o Festival Nacional de Teatro Toni Cunha, dá largada, também, numa das festas mais populares, que é a Festa do Colono, com atrações gratuitas e nacionais. O que a comunidade pode esperar desta festa que é uma das preferidas do itajaiense?



Normélio: A festa está voltando e é aquela história: o povo está louco para ir. Eu acho que tem algumas coisas da Festa do Colono que precisam ser repensadas. Já briguei um pouquinho com eles esta semana. Eu acho que o show nacional tem que ser repensado. Eu vejo o seguinte, por exemplo, nós fizemos o aniversário da cidade, fizemos 38 eventos, gastamos uns R$ 350 mil para fazer todos os eventos. E esse dinheiro ficou absolutamente, 100%, em Itajaí. Não sentimos falta de nenhum artista de fora. As pessoas vibraram, as pessoas se alegraram, as pessoas se divertiram. Itajaí não precisa mais trazer artistas para fazer uma hora de show, levar uma fortuna e ir embora. [Praticamente o dinheiro que vocês gastaram no mês todo foi gasto para um show na Festa do Colono?] Exatamente. Eu acho que a gente tem que repensar, eu não sei nem qual é a solução. Eu queria só fazer um levantamento, quantos agricultores vão estar nesse show e quantos meninos que moram na avenida Atlântica vão estar nesse show? Eu estou propondo uma discussão grande sobre isso. Mas, por outro lado, os nossos artesãos vão estar lá. Tem três tendas com artesanato produzido em Itajaí. O nosso folclore estará lá. Vai estar o Boi de Mamão, vai ter os nossos japoneses com a percussão deles. A gente, tanto nós como o Turismo, estamos fornecendo muitos eventos, muitos shows para eles, para o dia a dia. [Essa mudança de conceito, de valorizar os artistas locais, regionais, até estaduais, já vem acontecendo há algum tempo. A gente vê pela Marejada, a gente vê pela festa de aniversário da cidade. A única festa que mantém realmente os shows nacionais é a Festa do Colono. Seria porque é uma festa de massa? Para atrair a massa?] Bem, atrai um dia. O discurso é para valorizar os agricultores, eu estou discutindo se é isso mesmo. Com o Turismo, a gente combinou em 2017 e vem fazendo: nós não precisamos mais trazer gente de fora. Temos capital nessa área para fazer daqui. O nosso Natal começou assim, hoje bomba. A gente tem um material humano bom, muito bom, para precisar fazer essas coisas.

DIARINHO – O 7º Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha iniciou na quinta-feira com 21 espetáculos. A programação será simultânea em sete espaços, tendo atrações gratuitas e pagas. Qual a ideia ao descentralizar o evento?

Normélio: O teatro precisa de formação de plateia. O teatro precisa fazer com que as pessoas queiram assistir teatro. As pessoas ficaram presas à tela da televisão durante dois anos e meio e elas querem ver outras coisas. É um momento oportuno para levar o teatro para mais perto das pessoas e levar as pessoas para ver teatro, porque elas vão acabar se apaixonando. Os custos a gente reduz ao máximo para poder cobrar o mínimo. A maioria das peças são gratuitas, não tem cobrança de ingresso. Tudo para que essa simbiose, esse intercâmbio de quem faz teatro, de quem assiste teatro, de quem tem propensão ou possibilidade de assistir teatro, aconteça. O teatro é a arte cênica por excelência. Não tem duas peças iguais. A mesma peça em dois dias diferentes, é outra peça. São diferentes, porque ela depende daquele momento. Ela é presencial, ela é única. [E onde vão ser esses sete palcos?] A gente tem os palcos [tradicionais da] cidade, que é o caso, por exemplo, do Teatro Municipal, Casa da Cultura, Teatro do Sesc, a Itajaí Artística, do pessoal da Téspis. Tem um espaço novo que está começando a introduzir que é o do Céu das Artes. Ele não está pronto ainda, não foi entregue, mas estamos usando justamente para que ele não se perca. Lá no Rio Bonito, perto da rodoviária, atrás da escola Eufrida, é um espaço muito interessante, que tem um teatrinho. Também temos as peças de rua. Tem uma peça de rua que vem de Manaus, por exemplo. O Festival de Teatro é um momento especial, super especial, porque reunimos gente de todos os cantos do país. Este ano nós tivemos 430 inscritos, dos quais foram selecionadas 21. Ou seja, você tem qualidade. De 430, você selecionar 21 é porque a qualidade dos selecionados é muito boa. Nós temos gente de todas as regiões do país, de Manaus, Belo Horizonte, Pernambuco, Bahia, São Paulo, Rio... Peça de tudo que é lado, e peças muito boas.


DIARINHO – O Teatro Municipal tem sofrido com os furtos de fios elétricos, chegando a ficar fechado por três meses neste ano. Quais medidas foram tomadas para reforçar a segurança?

Normélio: Eu acho que está resolvido. O ataque desse ano foi complicado. Eles arrancaram tudo. Tudo que tinha por cima, por debaixo do telhado foi arrancado. Toda a parte elétrica foi refeita. Também está fazendo 20 anos, então já era hora de fazer. A gente aproveitou a desgraceira para fazer direito. Foi tudo para dentro de tubos galvanizados, tubos chumbados em concreto, praticamente impossível arrancar. A gente comprou um gerador. Não tem mais esse problema [de falta de luz]. Já aproveitamos para fazer toda parte de sonorização, que é absolutamente nova. A questão do combate ao roubo da fiação vai ganhar mais um elemento agora, porque ao lado do teatro, anexo, vai construir o Conservatório de Música, que são 600m² de área construída e não vai ter mais aquele espaço vazio que é por onde eles faziam essas artes. A única coisa que falta no Teatro para ele ficar completamente pronto é a troca do carpete, que vai acontecer na segunda semana de agosto. No Festival de Música já vai ter um teatro completamente novo.

 

O teatro é a arte cênica por excelência. Não tem duas peças iguais. A mesma peça em dois dias diferentes, é outra peça”

 


DIARINHO - Publicamos recentemente uma denúncia sobre o abandono do acervo de documentos históricos do município. Seriam 13 mil documentos largados numa sala com risco de perda do material. Esse assunto foi resolvido?

Normélio: Ele está em vias de, porque isso implica num espaço, na aquisição de um espaço grande. A gente precisa de mais ou menos 300m² para conseguir fazer o trabalho. Principal razão: [falta de] pessoas qualificadas e habilitadas para fazer as triagens. Você precisa ter profissionais qualificados, arquivistas, restauradores, técnicos. Fazia 18 anos, se não me engano, que não tinha sido feito mais nenhum concurso na Genésio, que é onde esses profissionais estão alocados. E as pessoas se aposentaram. Não tinha ninguém fazendo o trabalho e ninguém habilitado para fazer. A primeira coisa que nós começamos a fazer, em 2018, foi fazer o concurso para contratar essas pessoas. Quando o concurso saiu, entrou a pandemia. A primeira parte da pandemia passou, naquele intervalozinho, a gente chamou. Chamamos 11 profissionais, todos dessa área, para começar a trabalhar. Esse pessoal começou a trabalhar principalmente no restauro daquilo que já existia e na reorganização do processo todo. Esse pessoal está aí e, ao mesmo tempo, a gente precisa buscar um espaço, que parece que já está mais ou menos encaminhado.

DIARINHO - Havia um projeto de digitalização do acervo de documentos, inclusive de jornais impressos da cidade. Por que esse projeto não foi pra frente?

Normélio: Esse projeto tem que ser renovado. Ele encerrou, ele tinha um prazo, e ele encerrou. Ele tem que ser refeito. Não tá feito ainda, principalmente porque não tinha os profissionais. Isso vai levar um tempo até entrar nos eixos. O primeiro momento vai ser colocar tudo num lugar específico. A administração está cuidando disso. Ela passa a ser da Fundação Genésio Miranda Lins a partir do momento em que é feita a triagem e já não existe mais o arquivo secundário. Neste momento nós estamos falando do arquivo secundário. É dali que sai material para ser guardado para sempre.


DIARINHO – Também há denúncias sobre o abandono das casas Burghardt e Bauer, e do Museu Etnográfico, da Itaipava. Como está a manutenção dessas edificações históricas do município?

Normélio: O Museu Etnoarqueológico está em fase de conclusão do restauro todo. A gente fez uma recuperação das coisas que deveriam ter sido feitas quando [aconteceu] o restauro anos atrás. Ele está todo recuperado. Está faltando, se não me engano, somente a pintura externa para concluir, o mobiliário novo, mas já está tudo encaminhado. Questão de um mês o Museu vai estar todo novinho. A Casa Burghardt, o processo licitatório terminou, do restauro, que é muito caro, R$ 4 milhões. A gente ficou empurrando porque não tinha o recurso. Agora conseguiu arrumar. Tem três empresas habilitadas e está faltando apenas a questão do dinheiro. Deve levar um ano, um ano e meio, mais ou menos, para restaurar. A Casa Burghardt está encaminhada. A Casa Bauer, é importante que se diga, não é nossa. A Casa Bauer é propriedade privada, da família Bauer, da família do seu Arno Bauer, que já foi prefeito de Itajaí. A Casa Bauer é a situação mais delicada. Inclusive a prefeitura teve que mudar o planejamento que tinha feito para asfaltar aquela rua ali porque, se botasse máquina pesada, ela poderia cair. Ela não é só tombada no patrimônio municipal, mas também pelo patrimônio estadual. Naquela reportagem no DIARINHO apareceu que o TAC era com a prefeitura, mas não era. O TAC é com a família Bauer. A gente participou do processo no sentido de criar as condições para que eles pudessem fazer. Está tudo aprovado. Há um ano, nós começamos a pressão, via Conselho de Patrimônio, para ser feito o estaqueamento da obra para que ela não viesse a cair. A família finalmente percebeu que era isso mesmo que tinha que fazer. Isso está tudo autorizado, tudo aprovado e a família deve começar a fazer isso nos próximos dias.

DIARINHO – O projeto da sede própria do Conservatório de Música Popular de Itajaí Carlinhos Niehues foi lançado no mês passado, durante o aniversário de Itajaí, e de 15 anos do conservatório. Ele não vai mesmo ocupar o prédio da Polícia Federal que está abandonado na rua 15 de novembro?

Normélio: Eu desisti disso. A gente fez todo o esforço, fez toda uma mobilização, fomos a Brasília, provocamos reuniões com o Patrimônio da União. O ministro Paulo Guedes, na época, tinha dado uma ordem… em Itajaí, vários imóveis do governo federal pagavam aluguel. Eles queriam colocar na casa o Ministério do Trabalho, o Ibama, o pessoal do Recenseamento... Tinham quatro órgãos do governo federal que deveriam ir para lá. O projeto de reforma custaria em torno de R$ 800 mil. O recurso para a reforma viria de multas aplicadas pelo Ministério do Trabalho. Só que descobriram que, como eles aplicaram a multa, não podiam usar o recurso em benefício próprio. Foi quando eles nos procuraram. Eles passariam este dinheiro para a gente, a gente faria a obra, mas eles queriam praticamente todo o prédio para eles, ficaria somente uma sala para nós. Com isso, o nosso interesse diminuiu. Mesmo assim, não andou. Se tivesse andado, a gente teria topado.

 

No Festival de Música já vai ter um teatro completamente novo”


 

DIARINHO – Outro evento bastante esperado é o festival de música. Quais serão as atrações?

Normélio: Está tudo bem adiantado. Este ano vamos ter uma eliminatória do Festival Internacional de Música do Sul (Fims). O Festival de Música vai do dia 3 de setembro até o dia 11. Dia 1º e 2 vamos ter o Fims, que é a história de produzir e levantar grupos e músicos que possam ganhar mercado fora daqui. O Fims vai fazer uma eliminatória no interior do Rio Grande do Sul, do Paraná e outra em Itajaí. Vem todo o pessoal para discutir mercado e o futuro da música, fazer mesa redonda e debates. Dia 2 tem os shows dos sete inscritos e eles vão escolher quem vai participar, em Curitiba, da finaleira. No dia 3, começa o festival de música. Este ano queremos dar ao festival outra característica. O festival sempre se preocupou muito com a formação, ele ficou muito fechado em cima dos interesses dos músicos e uma relação não tão estreita com o público e com a cidade. Estamos em outro momento, precisamos que os músicos tenham mercado, tenham público. A gente quer fazer o mínimo dentro do teatro, o mínimo dentro de salas fechadas, e dar o máximo de visibilidade. Vamos ter oficinas, mesas de debates, pocket show, pequenos workshops, conferências e mesas redondas. O Hermeto Pascoal vai estar ali. O Toquinho vai estar aqui. Brasileirão, de Curitiba. Vai estar Chico César... [Nessa ideia de sair de dentro das salas, da academia, os shows serão nos bairros, já tem locais definidos?] Os shows serão no centro por uma questão de logística, porque a estrutura é muito cara. Vamos fazer um palco gigante, um palco grande, para os grandes shows onde fazemos o Natal, em frente à Matriz. O local que todo mundo enxerga, onde todo mundo vê. Vai abrir com a Camerata de Florianópolis junto com o Expresso Rural. Vamos fazer outro palco grande entre a casa da cultura e o museu, cobriremos como no Natal também, onde vão acontecer os shows locais. Ao invés de shows de abertura, vamos ter show local e show nacional. Nos shows que eventualmente precisem de espaço fechado, fizemos um acordo com o Guarani. Além disso, vamos ter quatro bandas que vão estar circulando pela cidade. Vão aparecer em qualquer lugar, em qualquer momento. Serão 40 showzinhos destas bandas no shopping, supermercados.... A ideia é fazer com que o festival vire cidade, e a cidade vire o festival.

DIARINHO – O ano de 2022 está sendo de retomada para o setor cultural, um dos mais afetados pela pandemia de covid-19. Como está sendo esse retorno? Os eventos estão acontecendo. O público está participando?

Normélio: O povo está sedento de eventos, de sair de casa, de ver coisas, de compartilhar, de se divertir, de ter lazer. A demanda realmente está grande. Nós estamos fazendo neste ano quatro festivais grandes que ficaram reprimidos por causa dos anos da pandemia. Outros a gente fez meia boca, on-line, como o Festival de Música do ano passado, mas não é a mesma coisa. Não é isso que os músicos querem, não é isso que os artistas querem. Os artistas querem o público, os artistas querem estar perto das pessoas, querem sentir, ter retorno. O ano está sendo muito interessante nesse sentido. Uma série de coisas pós-pandemia que precisam ser adequadas, adaptadas. Mas a resposta do público é espetacular. Em junho, no aniversário da cidade, a gente fez 38 eventos, todos lotados.

 

Raio X

NOME: Normélio Pedro Weber

IDADE: 65 anos

NATURAL: Frederico Westphalen (RS)

ESTADO CIVIL: casado

FILHOS: 2 filhos

FORMAÇÃO: graduado em Estudos Sociais, especialista em História do Brasil e mestre em Ciências Sociais

TRAJETÓRIA PROFISSIONAL: Exerceu funções públicas estratégicas e atualmente é o superintendente Administrativo das Fundações do Município de Itajaí. Atuou como professor na Educação Básica e Ensino Superior por mais de 40 anos. No segmento musical, regeu, por anos, diversos corais da região. Integrou, coordenou e dirigiu produções e gravações artísticas musicais, entre as mais recentes, destaca-se o Natal EnCanto de Itajaí.

 

 




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