PRIVATIZAÇÃO DO PORTO

Propostas pra concessão são levadas ao governo federal

Consórcio pra gestão da dragagem foi sugerido pra atender operadores dos dois lados

Sugestões levadas ao governo federal serão analisadas (Foto: João Batista/Arquivo)
Sugestões levadas ao governo federal serão analisadas (Foto: João Batista/Arquivo)
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As obras de dragagem do canal de acesso portuário, a gestão das manobras dos navios e a manutenção de algumas áreas no entorno do canal sob gestão municipal foram pontos debatidos por um grupo de empresários de Itajaí que foi a Brasília na semana passada pra tratar do processo de desestatização do porto. A comitiva sugeriu propostas pra serem incluídas no edital de concessão e que passam agora por análise jurídica do governo federal.

O encontro foi com o secretário Nacional de Portos, Diogo Piloni, e o coordenador Geral de Concessões Portuárias, Daniel Rodrigues Aldigueri. Os representantes do governo federal deram a entender que o vencedor da licitação ficará responsável pelo processo de dragagem de aprofundamento e manutenção do canal. Se de fato o serviço for incluído na concessão, a comitiva defende a criação de um consórcio entre os terminais do complexo portuário.

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A ideia, segundo o grupo, é atender os interesses das empresas que atuam na margem do lado de Navegantes, bom como os operadores dos terminais à montante do rio, após o porto. Pelo consórcio, as receitas geradas poderiam ser utilizadas de forma proporcional na gestão das obras de dragagem do rio.

O grupo também sugeriu que seja licitado somente a área do porto comercial. Neste caso, a proposta seria manter a marina - que atualmente já é licitada –, a área do centro de Eventos e o entorno do local e a área do molhe sul da barra do rio sob a responsabilidade do município de Itajaí.

Durante o encontro, também ficou assegurado que será reforçada a criação do conselho de Autoridade Portuária (CAP), que hoje tem caráter consultivo. De acordo com os representantes do governo federal, cláusulas de obrigatoriedade de consultas da concessionária ao conselho e ao órgão regulador ou à própria secretaria Nacional de Portos serão inseridas no edital de licitação.

Segundo o presidente da Intersindical Patronal de Itajaí, Bento Ferrari, que liderou a comitiva, a ida à Brasília foi importante porque havia muitas informações desencontradas no processo de desestatização que prejudicam a análise por parte dos empresários e da própria comunidade.

“Esclarecemos todas as nossas dúvidas, fizemos as sugestões e, inclusive, o governo disse que há planos para que as operações portuárias não sejam prejudicadas, caso o processo licitatório não seja completamente concluído no ano de 2022’’, finalizou. Pelo cronograma do governo, a licitação deve ser lançada no segundo trimestre de 2022, com o contrato a ser assinado até o fim do ano que vem.

Itajaí espera posicionamento final do governo Bolsonaro

Eclésio diz que sugestões podem melhorar modelo (foto: divulgação)

O empresário Eclésio da Silva, presidente da Multilog, também destacou a importância da reunião. “O secretário garantiu que o processo de desestatização plena está avançando e que as sugestões, que possam melhorar o modelo, serão sempre bem-vindas”, destacou. Ainda participaram da comitiva representantes da Fecomércio, Fiesc e sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Itajaí (Seveículos).

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Enquanto o grupo aguarda a análise das propostas, a prefeitura de Itajaí também espera um posicionamento do governo federal sobre o pedido do município pra que o edital de concessão mantenha a autoridade portuária pública e municipalizada, com a renovação do convênio de delegação.

O pedido foi entregue no ministério da Infraestrutura no final do mês passado pelo prefeito Volnei Morastoni e o superintendente do porto, Fábio da Veiga, e tem apoio de senadores e deputados catarinenses. O município ainda busca uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro pra defender que a gestão portuária siga com Itajaí.



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