Navegantes 

Lei municipal proíbe exigência de comprovação de vacina

Objetivo é evitar “discriminação de cunho sanitário”, conforme autor do projeto, vereador Antônio Carlos Uller (Patriota)

Objetivo é evitar “discriminação de cunho sanitário”, conforme autor do projeto (Foto: Divulgação)
Objetivo é evitar “discriminação de cunho sanitário”, conforme autor do projeto (Foto: Divulgação)
miniatura galeria
miniatura galeria

Projeto de lei aprovado na câmara de Vereadores de Navegantes proíbe a exigência de apresentação de comprovante de vacinação em estabelecimentos públicos e particulares da cidade. Se sancionada pelo prefeito Liba Fronza (DEM), a lei impedirá que a aplicação da vacina contra a covid-19 seja cobrada de quem não quis se vacinar.

Segundo o autor do projeto, vereador Antônio Carlos Uller (Patriota), o cartão de vacinação não pode ser exigido dos moradores. A medida visa garantir às pessoas, nas palavras do parlamentar, o acesso a bens, benefícios, serviços e estabelecimentos “sem sofrer qualquer discriminação de cunho sanitário”.

Continua depois da publicidade

O vereador justificou no projeto que a constituição Federal garante que a liberdade individual não pode ser tolhida por uma exigência administrativa. Para ele, a exigência de comprovante de imunização seria uma afronta ao direito de liberdade, discriminando pessoas e gerando “gravíssima segregação social”. 

“A consequência pretendida por este projeto é garantir às pessoas que ainda não se vacinaram (seja pelo motivo que for) a liberdade de locomoção, de inclusão social e de exercer a amplitude de seus direitos”, defendeu

Além de considerar a exigência inconstitucional, o vereador ressalta que a própria organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda a apresentação de documentos que obriguem a vacinação das pessoas, entre comprovantes, atestados e passaportes sanitários.

O projeto foi aprovado na câmara na quinta-feira passada por maioria simples, com oito votos favoráveis. O único a votar contra foi o vereador Gabriel dos Anjos (PSC). O projeto ainda não chegou ao Executivo mas seria encaminhado pra sanção do prefeito.

A proposta cria conflito com um decreto publicado em setembro pela prefeitura, que torna a vacinação contra a covid-19 obrigatória para todos os servidores públicos municipais. A norma foi editada dentro do conjunto de regras que regulamenta o retorno das atividades presenciais, sendo a vacinação uma das exigências.

A aprovação do projeto ainda ocorreu às vésperas de um mutirão de vacinação pra primeira,  segunda dose e doses de reforço, realizado no sábado em nove postos de saúde. A mobilização atende a campanha Mega Vacinação contra a covid-19, anunciada pelo ministério da Saúde e governo do estado pra aumentar a cobertura vacinal.

A proibição de exigir o cartão de vacinação também vai contra portaria estadual que pede o comprovante de imunização completa pra entrada em festas e eventos em Santa Catarina. A medida faz parte do protocolo “Evento Seguro”, que obriga a apresentação do comprovante ou documento com resultado de teste negativo pra covid.

Governador é contra obrigatoriedade

Continua depois da publicidade

Em entrevista na semana passada, o governador Carlos Moisés se manifestou pela primeira vez sobre o chamado “Passaporte da Vacina”, certificado que é disponibilizado pelo ministério da Saúde pra comprovar a vacinação contra o coronavírus.

Moisés é contra a obrigatoriedade do comprovante. “Não entendo que a gente deva aderir a um movimento deste tipo", alegou. O comprovante de vacinação vai ser tema de audiência pública na assembleia Legislativa, onde ao menos três projetos de lei estão tramitando pra proibir a exigência do passaporte da vacina no estado. As propostas estão em análise na comissão de Constituição e Justiça, e são do deputado Felipe Estevão (PSL), deputada Ana Campagnolo (PSL), e deputado Sargento Lima.

Vereador também quer proibir exigência em BC

Continua depois da publicidade

Em Balneário Camboriú, um projeto semelhante ao aprovado em Navegantes também quer proibir a obrigatoriedade de apresentação do cartão de vacinação. A proposta é do vereador Alessandro Teco (Republicanos) e valeria pro acesso a bens, serviços, concursos públicos e locais públicos e privados da cidade.

Nos estabelecimentos, ficaria proibida a exigência de qualquer documento comprobatório de vacinação da covid-19. A justificativa do projeto traz os mesmos argumentos ligados à garantia da liberdade individual, de que a exigência confrontaria a Constituição.

“Embora o supremo Tribunal Federal tenha decidido que a vacina pode ser compulsória, com a possibilidade de adotar medidas restritivas, ficou destacado que a vacina obrigatória não é forçada”, diz o texto do projeto, que aguarda parecer da assessoria jurídica do legislativo.

Continua depois da publicidade

Em cidades turísticas como o Rio de Janeiro, o passaporte da vacina foi adotado como obrigatório para locais públicos como museus, estádios e pontos turísticos, e estabelecimentos como cinemas, teatros, academias e clubes.



WhatsAPP DIARINHO


Conteúdo Patrocinado



Comentários:

Somente usuários cadastrados podem postar comentários.

Clique aqui para fazer o seu cadastro.

Se você já é cadastrado, faça login para comentar.


Envie seu recado

Através deste formuário, você pode entrar em contato com a redação do DIARINHO.

×






216.73.216.30


TV DIARINHO


🚨 MOVIMENTAÇÃO NA BEIRA RIO | Homem sobe no telhado do Café Cultura e mobiliza Bombeiros e Polícia Militar ...



Especiais

Fora das redes, doações para projetos caem e fiéis querem ajuda do Vaticano

Padre Júlio

Fora das redes, doações para projetos caem e fiéis querem ajuda do Vaticano

O cultivo de maconha começa a sair do armário no Brasil

MACONHA MEDICINAL

O cultivo de maconha começa a sair do armário no Brasil

O caso banco Master e as controvérsias do ministro Dias Toffoli no STF desde o Mensalão

BANCO MASTER

O caso banco Master e as controvérsias do ministro Dias Toffoli no STF desde o Mensalão

“Justiça não foi feita”, diz mãe que perdeu os filhos no desastre da Vale em Brumadinho

SETE ANOS

“Justiça não foi feita”, diz mãe que perdeu os filhos no desastre da Vale em Brumadinho

Ibama nega licença prévia e barra projeto de maior termelétrica do país, no interior de SP

PROJETO BARRADO

Ibama nega licença prévia e barra projeto de maior termelétrica do país, no interior de SP



Blogs

Décio pegou ar

Blog do JC

Décio pegou ar

O apanhador de desperdícios

VersoLuz

O apanhador de desperdícios

ABVO define calendário oficial da vela de oceano no Brasil para 2026

A bordo do esporte

ABVO define calendário oficial da vela de oceano no Brasil para 2026

O preço do serviço de coleta do lixo

Blog do Magru

O preço do serviço de coleta do lixo

Inflamação silenciosa: o sabotador oculto do emagrecimento

Espaço Saúde

Inflamação silenciosa: o sabotador oculto do emagrecimento



Diz aí

“Eu virei turista com a Tante [Lolli] e gostei da profissão”

DIZ AÍ, Dagoberto!

“Eu virei turista com a Tante [Lolli] e gostei da profissão”

“O feminicídio acontece simplesmente pelo fato de a mulher ser mulher”

Diz aí, Regina!

“O feminicídio acontece simplesmente pelo fato de a mulher ser mulher”

Diz aí desta terça traz Regina Santos da Silva, ativista e fundadora do Coletivo Mulheres

AO VIVO

Diz aí desta terça traz Regina Santos da Silva, ativista e fundadora do Coletivo Mulheres

“Os preceitos e princípios bíblicos são muito mais inclinados para a direita”

Diz aí, pastor!

“Os preceitos e princípios bíblicos são muito mais inclinados para a direita”

“O hospital foi feito para atender 120 mil, 100 mil habitantes e hoje ele atende num raio de um milhão, um milhão e meio de pessoas”

Diz aí, Juliana!

“O hospital foi feito para atender 120 mil, 100 mil habitantes e hoje ele atende num raio de um milhão, um milhão e meio de pessoas”



Hoje nas bancas

Capa de hoje
Folheie o jornal aqui ❯






Jornal Diarinho ©2025 - Todos os direitos reservados.