IBGE

Pesquisa mostra crescimento no setor de serviços em SC

Levantamento aponta faturamento de R$ 82,5 bilhões, em 2019, quase 12% a mais que em 2018

Transportes, atividades de entregas e serviços profissionais puxaram resultado (foto: da redação)
Transportes, atividades de entregas e serviços profissionais puxaram resultado (foto: da redação)

A pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2019, divulgada na semana passada pelo IBGE, com dados consolidados de sete segmentos de serviços, mostra que o setor faturou R$ 82,5 bilhões em 2019. O valor bruto representa o sexto melhor resultado do país e um crescimento de 11,6% em relação a 2018, o que significa R$ 8,6 bilhões a mais de receita de um ano para outro.

Conforme a pesquisa, de 2010 para 2019, Santa Catarina aumentou em quase 1% a participação no total nacional de receita bruta de serviços, passando da 7ª para a 6ª posição no ranking, que segue liderado por São Paulo. Os dados mostram o crescimento do setor no estado, que se manteve em alta, mesmo durante a pandemia, conforme os últimos levantamentos do governo estadual.

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De acordo com o estudo do IBGE, a participação de Santa Catarina, na região Sul do país, na receita bruta de serviços cresceu, 4% nos últimos dez anos, passando de 23,2%, em 2010, para 27%, em 2019. O índice do estado foi o segundo melhor por região no país. A pesquisa não abrange a receita de empresas de serviços financeiros.

Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio respondem pela maior fatia da receita do setor, com 35,7% do total. O percentual representa R$ 29,5 bilhões, quase três vezes mais que o de 2010. Serviços profissionais, administrativos e complementares respondem por 21,6% do total, seguidos dos serviços de informação (18,8%), outras atividades (3,9%), atividades imobiliárias (2,7%) e manutenção (1,5%).

Em dez anos, o estado ganhou 29 mil empresas atuantes no setor, com o sexto melhor resultado no país. Entre 2018 e 2019, foram oito mil empresas a mais, numa alta de 9,5% no período, o terceiro melhor índice nacional. O segmento de serviços profissionais e administrativos tem a maior participação, em número de empresas no setor, respondendo por 31% do total. O ramo de atividades imobiliárias foi o que mais cresceu na série histórica, com alta de 227%, representando 5,2 mil empresas a mais no setor.

Emprego e renda

As empresas de serviços empregavam 635 mil pessoas no estado, em 2019, num crescimento de quase 50% (211 mil trabalhadores a mais) em relação ao início da década. Entre 2018 e 2019, a alta foi de 6,8% (40 mil pessoas empregadas) no setor, no quarto melhor resultado nacional.

Os empregados do setor, em Santa Catarina, tem o quarto melhor salário médio do país, na casa dos 2,04 salários mínimos, em 2019, superado apenas por Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Segundo a pesquisa, houve queda na valorização salarial em relação a 2010, quando a média no estado era de 2,1 salários mínimos.

O ramo de serviços de informação e comunicação, que abrange empresas de telecomunicações e serviços de notícias, tem o maior salário médio do setor. Em comparação com os principais segmentos, foi o único a registrar valorização salarial em dez anos. 

Setor segue em alta na pandemia

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De acordo com o boletim econômico de agosto, do governo do estado, o setor de serviços em Santa Catarina mantém tendência de crescimento para os próximos meses, e segue, em destaque, entre os estados brasileiros. Em maio, o setor cresceu 2,2%, acima da média nacional, que foi 1,2%. No acumulado do ano, cresceu 15,6%, mais que o dobro da média nacional, de 7,3%.

Em 12 meses, a alta foi de 5,8%, com o estado indo na contramão do país, que registrou retração de 2,2%. Entre os 12 maiores estados produtores de serviços, Santa Catarina teve o maior crescimento nacional, tanto na avaliação pra 2021 quanto no acumulado dos últimos 12 meses, envolvendo o período mais crítico da pandemia.

As maiores altas foram em serviços profissionais e administrativos, que envolvem atividades de escritórios, agenciamento e assessoria. O único segmento, ainda em retração no ano, é o de serviços às famílias, que se refere a atividades de ensino, cultura, esportes, lazer e alimentação. O turismo, que também sofreu queda, teve a segunda menor retração do país em 12 meses.

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