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Municípios da região investem em saneamento básico e viram referência

BC e Itajaí são exemplos de que investimento em saneamento básico resulta em melhorias na balneabilidade das praias

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Pontal Norte é sensível à poluição do canal do Marambaia {Foto: Franciele Marcon}

 


Pontal Norte é sensível à poluição do canal do Marambaia

Barra Velha, Camboriú, Luiz Alves, Navegantes e Penha são cinco cidades das 11 que fazem parte da região da Amfri e que não contam com qualquer sistema de esgotamento sanitário. Em contrapartida, embora ainda ocorram problemas de ligações clandestinas e de áreas descobertas, Balneário Piçarras, Bombinhas, Itajaí e Itapema encontraram o caminho para minimizar, ano a ano, os problemas de saneamento básico.

“Temos excelentes exemplos. Balneário Camboriú é líder na região em termos de população atendida e em ligações ativas e extensão de rede de esgotos”, diz o professor e pesquisador da Escola do Mar, Ciência e Tecnologia da Univali, Marcus Polette. Segundo o especialista, os resultados positivos em termos de qualidade da balneabilidade das praias do município, nos últimos quatro anos, são evidentes na praia Central e em muitas praias na região da Área de Proteção Ambiental da Costa Brava, com exceção de Taquarinhas.

“O Programa Se Liga na Rede é uma ação que deveria ser exemplo para todos os municípios da região. Tem sido responsável por verificar a situação das ligações hidrossanitárias em todos os bairros da cidade, intensificou as fiscalizações desde 2018 e passou a lacrar as ligações irregulares para coibir a poluição de rios e praias”, analisa Polette.

No entanto, os problemas ainda persistem, especialmente na saída do rio Camboriú e no ribeirão Marambaia. No rio Camboriú, que desemboca na Barra Sul [uma das regiões com o metro quadrado mais caro do sul do Brasil], o problema reside na grande carga de esgotos do município de Camboriú. “Problema que exige um amploprograma de governo daquele município para auxiliar a despoluir o rio Camboriú”, diz Polette.

No extremo oposto, o ribeirão Marambaia é um grande agente poluidor e o problema persiste por décadas: muitas residências, edifícios e até comércios fazem ligações clandestinas no canal, mesmo que as redes coletoras de esgoto passem pertinho desses locais.

Embora esses problemas não sejam pontuais e estejam longe de uma solução, Balneário conta com a Emasa, que responde por cerca de 98% de rede coletora de esgoto implantada. “Fazendo com que sejamos a cidade mais saneada do estado e uma das mais saneadas do país”, diz o diretor-geral da Emasa, Douglas Costa Beber.

A empresa opera um volume médio de 45 mil metros cúbicos por dia, tanto o esgoto coletado, como tratado. Tem a meta de atingir a cobertura de 100% com a conclusão da obra de ampliação do SES do município, incluindo trechos ou novas ruas que ainda não possuíam rede de esgoto.

Itajaí: 25% de cobertura

Itajaí e Itapema são municípios que também têm merecido atenção pelas suas ações em prol da melhoria do tratamento de esgotos, especialmente pelo incremento da rede. “É importante considerar que alguns municípios da região tiveram um crescimento populacional intensivo na última década e que a relação entre o tempo de incremento e adensamento demográfico tem sido muito mais rápida do que o da implantação de infraestrutura”, pondera Polette.

Em Itajaí, o Semasa investiu nos últimos quatro anos, mais de R$ 104 milhões na implantação da rede coletora, ampliando em 120 quilômetros a rede existente. Hoje são 217 quilômetros de esgoto. Além disso, está investindo na ativação da etapa 2 da Estação de Tratamento de Esgoto na execução das etapas 3 e 4 [já em fase de projeto, com custo de R$ 890 mil]. Tem a cobertura de 25% do território urbano e dessa região, segundo o Semasa, 26% dos imóveis estão ligados corretamente. O sistema tem capacidade de tratar 130 litros por segundo.

Já a Conasa Águas de Itapema conta com um sistema de coleta e tratamento de esgoto sanitário que atinge 90% da população e os bairros atendidos são a Meia Praia, centro, Canto da Praia, Jardim Praia Mar e uma grande parte do bairro Morretes. Em 2020, o volume médio diário de esgoto tratado foi de 9,07 milhões de litros e a concessionária está finalizando a ampliação de uma de suas ETE e investindo em novas redes de esgotamento sanitário em outros bairros.

“Do ponto de vista ambiental o vazamento de esgoto tem sido um problema com uma frequência muito pequena. Na temporada passada e nesta não tivemos ocorrências significativas, somente pontos isolados de entupimento de tubulação, que foi rapidamente reparado”, afirma Raphael Sargilo Saramento Voltolini, superintendente da Fundação Ambiental Área Costeira de Itapema.

Bombinhas e Piçarras

Mesmo que em fase inicial de implantação, os municípios de Piçarras e Bombinhas já contam com sua rede implantada. Bombinhas possui uma cobertura de cerca de 18% de coleta e tratamento de esgoto. As tubulações existentes estão instaladas na região do centro e o tratamento ocorre na ETE no bairro José Amândio, sob responsabilidade da concessionária Águas de Bombinhas. Para ampliar a cobertura, a empresa aguarda a liberação das licenças ambientais para que o sistema de esgotamento sanitário seja estendido à cidade.

Em Piçarras, o sistema foi recentemente implantado e inaugurado em 2020, com aproximadamente 36 quilômetros de rede coletora de esgoto, o que irá proporcionar a coleta e tratamento em 50% do município.


Comentários:

Cláudio Aurélio Brasil

23/02/2021 09:03

Porto Belo não faz parte da região?? Não vi o nome do município em nenhum comentário! Ou estou enganado?

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