Itajaí

Nova geração se une para não deixar o samba morrer

Se depender dos amigos Gesiel e Caueh, o espírito dos antigos carnavais voltará a reinar nas vielas do bairro São Pedro, assim que aglomerações voltem a ser possíveis. Gesiel é dono do bar Galera’s, que se tornou um point cultural ao promover eventos e resgatar tradições como a festa junina no inverno, e no verão, o bloco que colocou 150 pessoas no último sábado de Carnaval. O bloco é formado por amigos e entusiastas do batuque das escolas de samba.

“A medida que o movimento do bar cresceu, sempre pintava aquele papo que o Carnaval tinha se descaracterizado, então resolvemos montar o bloco para resgatar os bons tempos, quando o bairro tinha os blocos Estrelinha do Mar e o Lambarulho. Daí criamos uma charanga e um grupo para pensar os próximos carnavais”, justificou Gesiel. O samba-enredo já está pronto.

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Caueh, 36 anos, fez parte do bloco Estrelinha do Mar desde 1989, quando estreou na ala das crianças, aos nove anos, tocando chocalho. Em 1990, o fundador Leca faleceu, e sua mãe tomou à frente do bloco em 1994. Mas, três anos depois, o bloco foi novamente desativado. Até que Calinho, tio de Caueh, retomou o projeto em 2001 com o intuito de unir arte, educação e inclusão social. “Ele tomou o bloco do zero, sem instrumento, nem nada. Daí a gente montou uns surdos com material compensado, bem arcaico mesmo, sem afinação, com pele de nylon, mas tocamos mesmo assim”, relembra.

Ele conta que sempre foi apaixonado por percussão, principalmente depois que leu o livro “Batuque carioca”, dos mestres Odilon Costa e Guilherme Gonçalves. Caueh chegou a cursar o conservatório de música de Itajaí em 2006, mas por causa de viagens a serviço, deu uma parada. Na época, ele conheceu o Zeca do Cavaco, famoso compositor de samba-enredo de São Paulo, campeão várias vezes pela Vai Vai. Foi aí que o interesse cresceu e, por uma dessas coincidências da vida, acabou casando com uma carioca que também ama Carnaval.

O projeto da dupla é promover uma oficina de bateria para as crianças do bairro em outubro, como Caueh faz desde 2018, para que a paixão pelo batuque contagie as crianças. Eles dizem que apesar de não morarem mais no bairro São Pedro, amam a simplicidade do local, a hospitalidade, as famílias com as cadeiras na frente de casa conversando, aquele clima de interior. “O bairro preserva o hábito de vizinho ajudar vizinho, é um bairro muito solidário, lá ninguém passa fome. O Pontal é o famoso rio à beira mar”, disse Caueh.



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