Itajaí

Governo se equivoca na postura com a Assembleia

Roberto Azevedo O governo do Estado tinha tudo para comemorar uma “Quarta-feira de Cinzas” do pedido de impeachment, apresentado pelo defensor público Ralf Zimmer Júnior, que acabou arquivado pela Assembleia e pelo Ministério Público por falta de requisitos e elementos que claramente indicassem o crime de responsabilidade que teria sido praticado no pagamento da equiparação dos salários dos procuradores do Executivo com os da Assembleia, mas o assunto foi para outro lado. A falta de sensibilidade política de um secretário e episódios semelhantes que se tornaram recorrentes para com deputados estaduais empurrou a administração contra a parede nas falas à tribuna da Assembleia e nos apartes em plenário, sem qualquer defesa do Centro Administrativo, que precisa de votos para provar, entre outras, a Minirreforma da Previdência. O secretário Carlos Hassler (Infraestrutura) determinou que o deputado Valdir Cobalchini (MDB), ex-secretário estadual de Infraestrutura e presidente estadual emedebista, um dos mais próximos do governador Carlos Moisés da Silva, se retirasse de um encontro com representantes de Pinheiro Preto, base do parlamentar, na última terça (4), sob o pretexto de que o assunto não lhe dizia respeito - um erro no prazo de um aditivo de prorrogação que causou um saldo de R$ 58 mil -, episódio que deflagrou uma reclamação que se espalhou como rastilho de pólvora na sessão do Legislativo um dia depois da leitura da mensagem anual. FREITAS FICOU COM UM 10! Pesquisa do Instituto Monte Castelo, que avalia a atuação dos 513 deputados federais, deu nota 10 ao deputado Daniel Freitas (PSL), na foto, pelos trabalhos em 2019. Ao lado de Freitas, aparece outro estreante na Câmara, Gilson Marques (NOVO), que também obteve a nota máxima entre apenas 23 parlamentares. Foram os melhores avaliados na bancada catarinense. A média geral da Câmara foi de 5,9, na segunda edição do Ranking do Plenário, a primeira com a nova legislatura, recheada de renovação política. O Instituto Monte Castelo é um centro independente de pesquisa em políticas e legislação que não recebe recursos de governos ou partidos políticos. O Instituto Monte Castelo é um centro independente de pesquisa em política e legislação que não recebe recursos de governos ou partidos políticos. Chamou a atenção Logo após o episódio, o secretário Douglas Borba (Casa Civil) enviou um WhatsApp a Cobalchini onde perguntava o que havia ocorrido. O tamanho desrespeito já estava consolidado. Até o Julio O presidente da Assembleia desceu à planície, nome dado quando o presidente sai da mesa e se pronuncia em aparte do plenário, para se solidarizar com Cobalchini. Na sequência cumpriu o que havia dito e emitiu uma nota de repúdio em nome da mesa diretora da casa à lamentável decisão do secretário Carlos Hassler. Ponto de ebulição À reclamação de Cobalchini, que chegou a ser cotado para ser o líder do governo no fim do ano passado, mas também ficou de fora de uma reunião entre Moisés e prefeitos da base dele, na semana passada, juntaram-se um raivoso Milton Hobus (PSD) e opositores de carteirinha como Ivan Naatz (quase no PL), Ismael dos Santos (PSD), Kennedy Nunes (PSD) e os maiores críticos da atual gestão, os dissidentes do PSL, Ana Caroline Campagnolo, Sargento Lima e Felipe Estevão, que ganharam um discurso coletivo de graça. Todos têm uma história para relatar com outros secretários, uma pesada observação em um meio elogiado pela característica técnica, e que alcançam os secretários Helton Zeferino (Saúde) e Natalino Uggioni (Educação), todos na direção do difícil acesso. Hassler e Zeferino são militares e novos no trato com o parlamento, Uggioni vem de um trabalho destacado na iniciativa privada. Erro tático Não receber deputado é pior do que não dar atenção a prefeitos, como bem declarou o líder do governo no Legislativo, deputado Maurício Eskudlark (PL), que se solidarizou com os que tiveram a porta batida na cara por secretários, coisa que não se faz jamais. Os parlamentares representam milhares de votos e são a linha de frente para filtrar e receber as reclamações, quase que diárias, da base, muitas das quais vindas mesmo de adversários, o que aumenta o potencial destrutivo do mal-estar de não ver pleitos e demandas atendidas. Logo agora Política é arte quando é bem feita e quando se escuta interlocutores, agentes públicos e principalmente representantes legitimamente eleitos, sejam eles da base de apoio ou não. Há erros insanáveis e, talvez por isso, que o deputado Valdir Cobalchini dizia, depois da sessão de quarta, que isso foi muito bom ter acontecido a ele, que certamente mudou o entendimento sobre algumas questões. Que dia Toda esta repercussão, que leva crer que existia um sentimento reprimido coletivo que não é de hoje, mas não foi resolvido diante das reclamações anteriores, ajuda a minar a base enxuta de Moisés na Assembleia. Tão rumorosa foi a repercussão que sequer houve espaço para elogiar a PEC que facilita e autoriza as emendas parlamentares impositivas (R$ 265 milhões no atual orçamento) diretamente para as prefeituras por meio de transferência especial, independentemente de celebração de convênio.



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