Itajaí

Dia para lembrar quem se foi

Sol e calor animaram o povo a visitar os cemitérios da região. Teve muita gente também que faturou fazendo bicos

O movimento começou cedo no cemitério da Fazenda
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O Dia de Finados movimentou os dois principais cemitérios da região, o do bairro Fazenda, em Itajaí, e o do bairro da Barra, em Balneário Camboriú. O povão encarou o trânsito e o sol forte para homenagear pessoas queridas que já se foram. Teve também aqueles que aproveitaram pra trabalhar vendendo flores, velas, água e quem ajudasse com a limpeza. Para chegar ao cemitério da Fazenda foi preciso paciência. A fila começava na avenida Sete de Setembro, em frente ao supermercado Speciale, e achar uma vaga para estacionar era quase impossível. Agentes da Codetran se posicionaram em frente ao cemitério pra organizar o trânsito e garantir que os pedestres tivessem preferência na passagem. A aposentada Josete Novelletto, 73 anos, acompanhada pelo filho, chegou cedo e preparada pra limpar a sepultura do pai, da mãe, do marido, do filho e outros parentes enterrados. Dona Josete diz que o ritual é repetido pelo menos cinco vezes ao ano. A última vez foi no domingo passado. “E ainda é pouco. A pessoa que ama vem”, explica. Sentado, protegido pela sombra de uma árvore, Francisco Alves, 52, não tem familiares enterrados no cemitério da Fazenda, mas esperava a esposa, Raquel Peres Alves, 49, que foi ao túmulo da mãe e dos irmãos. “A gente veio antes para limpar. Hoje trouxemos as flores,” contou. Dia pra faturar Miriam Liquadros, 42 anos, chegou perto das 10 horas da manhã. Ela não foi visitar túmulos, mas sim oferecer o serviço de limpeza. Após uma hora procurando clientes, ainda não tinha faturado nada. “Tá bem fraco. Tem bastante gente, mas ninguém tá querendo contratar o serviço”, disse. Pelo trampo, ela cobra de R$ 10 a R$ 30. Na véspera do feriado, ela conseguiu R$ 300 trabalhando o dia inteiro. Com o calorzão, muitos ambulantes vendiam água mineral. Outros ofereciam sorvete pra refrescar. Já a dona Angelita Ronsani, 45, permaneceu com a venda de pipocas, como faz todo ano. Pra ela, o movimento na entrada do cemitério estava melhor do que em 2016. “Tá bom e vai melhorar à tarde”, falou, confiante.  Crematório teve cerimônia especial O crematório Vaticano, de Balneário Camboriú, também recebeu visita no Dia de Finados. Cerca de 200 pessoas passaram pelo local, com movimento maior na cerimônia ecumênica de Finados, que teve início às nove horas e foi conduzida pelo cerimonialista Sidney e teve chuva de pétalas. Às 11h30, aconteceu a tradicional soltura de balões e a revoada de pombas brancas. O cão terapeuta Artur, que participa de alguns velórios e ajuda as pessoas no momento da despedida, também esteve na cerimônia. “Dia de Finados é para homenagear quem se foi, mas também para celebrar a vida e lembrar os momentos bons. As pessoas vêm para fazer a conexão com quem já partiu no lugar onde aconteceu o rito da passagem”, explica Sérgio Lascane, gerente do crematório. Em Balneário, povo preferiu os horários mais frescos Os moradores que têm familiares sepultados no cemitério do bairro da Barra preferiram os horários mais frescos, no começo e no fim do dia, para as visitas. O maior movimento foi registrado logo cedinho, por volta das 8h30, acalmando perto do meio-dia, quando o sol tava mais forte. No fim da tarde, muitos outros prestaram as homenagens aos falecidos. Durante todo o dia, no entanto, o vai e vem foi constante. A pensionista Benta da Silva Rocha, 63, de Camboriú, costuma visitar o túmulo onde estão enterrados os pais, o marido e irmãos. “A gente tem que cuidar, já é um costume. É o mínimo que a gente pode fazer por eles. Um dia a gente também vem pra cá”, reflete. A aposentada Almery Correa, 65, do bairro Nova Esperança, não se intimidou com o sol e manteve a tradição de passar boa parte do dia no cemitério onde estão enterrados os pais, irmãos e o cunhado, todos de família tradicional da Barra. “Ano passado eu fiquei o dia todo. Este ano vou sair mais cedo para aproveitar a missa”, planejava. Com o tempo bom, quem comemorou o movimento foram os floristas que montaram barracas em frente ao cemitério. Carlos Alberto Ferreira, 32, disse que a procura superou as expectativas. “Deu de ganhar um bom dinheirinho com esse tempo maravilhoso”, conta. Para a comerciante Joyce Setubal o dia de sol ajudou muito nas vendas, levando em conta que em anos anteriores a chuva atrapalhou. “O movimento foi muito melhor do que o do ano passado”, destaca.



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