Itajaí

Castração de cães ainda depende de voluntariado

Navegantes e Itajaí contam apenas com o esforço de quem não ganha nada pra tirar das ruas cachorros abandonados

A castração voluntária foi uma medida encontrada para acabar com o número crescente de cachorros de rua em Navegantes. Já que a prefa não tem feito muita coisa pra ajudar os bichinhos, a associação Navegantina de Proteção Animal (Anpra) tomou a frente. Sem recursos da prefa dengo-dengo, voluntários vão de casa em casa oferecendo castração na faixa pro povão carente.

Depois de 20 anos de carreira, o veterinário voluntário da Anpra, Samuel Vianei Paganelli, tomou a iniciativa de ajudar a sociedade com aquilo que melhor sabe fazer: cuidar dos animais. Toda segunda ...

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Depois de 20 anos de carreira, o veterinário voluntário da Anpra, Samuel Vianei Paganelli, tomou a iniciativa de ajudar a sociedade com aquilo que melhor sabe fazer: cuidar dos animais. Toda segunda e terça-feira, uma equipe de voluntários da associação se desloca a um bairro de Navega e visita as famílias com bicharada. As pessoas são instruídas quanto à execução do trabalho, são cadastradas e a capação é feita. “Não vem dinheiro do governo, não temos dinheiro em caixa. É tudo voluntário, ninguém ganha um centavo”, ressalta o dôto.

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A média é de 24 operações por mês. Em um ano que Samuel é voluntário, 250 cachorrinhos já foram pra faca. “Esse trabalho está indo muito bem. A gente tá fazendo dessa maneira porque podemos conferir de perto a real situação de carência das pessoas”.

Alguns dos animais assistidos pelo adestrador Nilton Oliveira Martins, o popular Macra, que presta serviço pra prefa, também são encaminhados ao dotô. Macra cuida em casa dos totós atropelados e abandonados de Navega.

Castração por conta própria

A city peixeira tem se mostrado muito solidária à causa animal. A comerciante Geraldine Aranha, 59 anos, desde o ano passado, paga a castração e alimentação de cadelinhas que acha na rua. Só este ano foram cinco castrações por conta da senhora. A ação conquistou toda a família Aranha e a filha de Geraldine, Aline, também entrou no negócio. “A gente vê muito cachorro abandonado. Esse é o jeito pra diminuir o número de cachorros na rua: evitar que eles procriem”, comenta Geraldine. Segundo ela, algumas amigas se comprometeram a ajudar a causa, mas na hora do vamovê, tiraram o corpo fora.

Ontem, debaixo de chuva e frio, uma cachorra de porte médio foi recolhida pela defensora dos animais. “Ela foi encaminhada pro veterinário, tomou banho e vai ser castrada”, contou à reportagem. Com quatro cães e sete gatos abrigados em seu apartamento, Geraldine faz o que pode pra ajudar a bicharada. A comerciante faz questão de frisar que este trabalho é particular, voluntário e dirigido apenas para animais abandonados. Portanto, não adianta procurar a dona e pedinchar a castração do seu animal.

Caminhão da castração

A associação de Proteção aos Animais (Aipra) recebe uma verba mensal da prefa peixeira de R$ 8.119,20 pra atender animais em sofrimento. Essa grana também é usada pra castração. A ONG faz apenas cinco por mês pra economizar dinheiro. “Ano passado a gente fez castração em comunidades carentes. Este ano mudamos o foco devido à demanda de animais com câncer e em sofrimento”, explica o presidente da Aipra, Roberto Pereira.

Em 2010 foram 320 animais castrados, entre cães e gatos. O presidente reconhece que a melhor forma de reduzir o número de animais abandonados é a castração, mas faltam recursos. “O certo seria castrar de graça. Vários municípios no Brasil já adotaram essa prática”, comenta.

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O presidente ainda revela que um projeto está criando forma juntamente com a associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí-Açu (Amfri) pra criação de um contêiner-clínica. O objetivo desse serviço é rodar os municípios da associação e fazer castração na faixa pro povão.



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