Itajaí

Cheias atingem mais de 20 mil dengo-dengos

Cerca de 70 família tão desalojadas e 35 tão abrigadas no prédio do Caic. Bairro Porto das Balsas foi o mais atingido

A aposentada Maria de Lourdes Roepcke, 54 anos, guentou até a água alcançar na canela, quinta-feira, às 23h. Levantou todos os móveis, soltou o cachorro, juntou algumas mudas de roupas e simandou com o marido e o filho pro abrigo montado pela prefa de Navega no Caic Professora Maria de Lourdes Couto Cabral, bairro Nossa Senhora das Graças. Segundo informações da administração dengo-dengo, além da família da aposentada, mais de 70 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. A estimativa é que aproximadamente 20 mil tenham sido atingidas na city dengo-dengo.

No entanto, o secretário da Segurança Pública da city, Joab Bezerra, estima que o número possa ser muito maior, já que a água atingiu totalmente os bairros Porto das Balsas e Volta Grande, além ...

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No entanto, o secretário da Segurança Pública da city, Joab Bezerra, estima que o número possa ser muito maior, já que a água atingiu totalmente os bairros Porto das Balsas e Volta Grande, além do loteamento Açaí, no bairro Gravatá.

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A combinação entre chuva intensa e ruas baixas acompanha Maria de Lourdes há pelo menos 18 anos. Ela vive na rua Manoel Vieira, número 110, bairro Porto das Balsas. Bastou que a chuva apertasse pra que a vizinhança se aprumasse rapidinho. Acostumada dona Maria conta que dividem as tarefas pra que todos simandem em segurança. “A gente se acostumou. As mulheres saem primeiro com os filhos, e os homens ficam até o limite da enchente, até quando a água cobrir a cabeça. Corremos o risco de sermos roubados. E os homens ficam pra proteger os nossos móveis”, conta, sentada numa cadeira de sala de aula do abrigo no Caic.

Apesar do susto, dona Maria considerava que até sexta-feira a situação em relação a enchente de 2008 ainda estava tranquila. “Eu enfrentei a força da água em 1983, em Rio do Sul. Peguei muita água em Itajaí, em 84, e o desastre de 2008. O nosso problema [dos moradores da rua Manoel Vieira] é a maré. A rua é muito baixa. De vez em quando alaga. Mas se chove muito, não temos muito o que fazer”, lamenta.

Incerteza

A dona de casa Cledi da Rosa, 52, mora na rua Hercílio Rocha Weber, também no Porto das Balsas. A via tem posto de saúde, igreja e escola. É bem movimentada. Sexta à tarde, mesmo com todos os pedidos, não adiantou: o povão queria mesmo era ficar na rua vendo a água. Cledi tava no meio e contou como foi tensa a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira. “Eu não tinha como levantar os móveis. Conseguimos uns cavaletes da igreja emprestados e foi a nossa salvação. Mas eu só saí de casa depois que a defesa Civil passou por aqui alertando”, relembra.

Além da dona Cledi, outras donas de casa com os filhos à tiracolo, tavam um bocado apreensivas com o volume de água que ainda descia de Blumenau. “A chuva parou, mas é uma montoeira de água que tá vindo lá de cima”, questionou uma das mulheres na calçada da rua.

Situação ainda pode piorar

A Defesa Civil da city orientava ontem os moradores a manter seus móveis levantados e aos desalojados e desabrigados pra não voltarem pra suas casas. Pois de madrugada a maré deveria aumentar a partir da 0h53, podendo causar mais estragos.

Quem quiser simanter informado sobre os níveis dos rios e ruas alagadas, basta ligar no telefone (47) 3342-7085. Tem sempre alguém pra atender e passar informações.

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