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Itajaí

Sabichão diz que sacolão do edil não é ilegal

Advogado confirma que vereador não tá fora da lei. Só que cientista político condena a atitude do parlamentar peixeiro, mesmo que as cestas não tenham sido compradas com grana dos cofres públicos

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

A atitude do vereador Douglas Cristino da Silva (DEM) de sair doando cestas básicas pros atingidos pela enchente no Itajaí gerou polêmica. Mas ele não tá nem aí. “Se for o caso, perco 10 vezes o meu mandato, porque foi por uma causa nobre”, dispara o parlamentar peixeiro. Mas o advogado Natan Ben-Hur Braga, especialista em Direito Administrativo, diz que Douglas não precisa ficar com medo de ser punido. Por outro lado, o cientista político Eduardo Guerini solta os cachorros e chama de oportunista o edil que sai entregando sacolão depois da desgraceira.

Toda a treta começou porque, depois que a água baixou, Douglas juntou uma turma de voluntários na baia dele e saiu pela city entregando cestas básicas pra galera que se estrepou com o aguaceiro. Numa reunião, quando soube da atitude do colega de câmara, Laudelino Lamin (PMDB) deu um ultimato: ou todos os parlamentares entregariam os sacolões comprados pela prefa ou nenhum. No entanto, Douglas garante que as mil bolsas de comida distribuídas por ele foram compradas com grana doada pelo abobrão estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulinho Bornhausen (DEM).

“Nesse momento não tem que massagear ego político de ninguém. Se for pra ajudar, venha de onde vier”, desabafa o vereador do sacolão. Ele jura de pés juntos que não pensou, em nenhum momento, no ...

 

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Toda a treta começou porque, depois que a água baixou, Douglas juntou uma turma de voluntários na baia dele e saiu pela city entregando cestas básicas pra galera que se estrepou com o aguaceiro. Numa reunião, quando soube da atitude do colega de câmara, Laudelino Lamin (PMDB) deu um ultimato: ou todos os parlamentares entregariam os sacolões comprados pela prefa ou nenhum. No entanto, Douglas garante que as mil bolsas de comida distribuídas por ele foram compradas com grana doada pelo abobrão estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulinho Bornhausen (DEM).

“Nesse momento não tem que massagear ego político de ninguém. Se for pra ajudar, venha de onde vier”, desabafa o vereador do sacolão. Ele jura de pés juntos que não pensou, em nenhum momento, no reflexo que a atitude teria nas urnas. “Se cada um fizesse sua parte, teria amenizado ainda mais o sofrimento da população atingida”, acredita Douglas. Ele conta que Paulinho, quando soube da enchente, tirou dindim do próprio bolso pra bancar as cestas básicas. “Pra não pensarem que eu tava fazendo política, trabalhei o máximo possível no anonimato”, comenta o parlamentar.



Coisa de oportunista

O cientista político Eduardo Guerini não mediu palavras pra avaliar a postura de Douglas ou dos que chegaram, como Lamin, a pensar em entregar os sacolões comprados pela prefa. “Ainda que seja depois de uma catástrofe, os vereadores não podem usar deste artifício, que é oportunista, demonstra a falta de política pública pra evitar o desastre e a ineficiência da defesa Civil num momento crítico”, destaca o especialista.

Ele explica que a figura de alguém que trampa no poder público deixa de ter caráter privado e que qualquer ação desta otoridade reflete na imagem política. E Guerini não poupa saliva na hora de condenar a atitude de quem exerce um cargo eletivo e sai entregando cesta básica pro povão. “É uma tentativa de se aproveitar da desgraça, mesmo que seja uma ação altruísta. Pode não ter consequência legal, mas, politicamente, é inconcebível”, detona o cientista político.


Pode ficar susse!

Já o advogado diz que Douglas não tem com que se preocupar. Ele não agiu fora da lei. “Se as cestas básicas não foram compradas com dinheiro público, não vejo ilegalidade na atitude”, comenta Natan. Ele explica que a doação dos sacolões só não seria permitida em época eleitoral, ou então se fosse tudo comprado com bufunfa da prefa ou da câmara de vereadores, por exemplo. Neste caso, o dotô acredita que o edil responderia por promoção pessoal e poderia ser enquadrado por improbidade administrativa. “Não é permitido que alguém com função política use recurso público em benefício da imagem dele. No caso do vereador Douglas, como ele garante que as cestas não foram adquiridas com recursos públicos, não há nada de irregular”, assegura Natan.

O prefeito diz “amém!”

Jandir Bellini (PP) confirma que nenhum político se aproveitou dos sacolões da prefa. “Fizemos um controle rigoroso, sem envolver questões políticas. As famílias que saíam dos abrigos já levavam suas bolsas quando iam pra casa. Os outros atingidos fizeram um cadastro e estão recebendo através da secretaria de Desenvolvimento Social”, ressalta o prefeito.

Ele comenta que a prefa comprou 4,5 mil cestas básicas pra distribuir pro povão e que até a defesa Civil peixeira e os soldadinhos do Exército participaram da entrega dos sacolões. “Nenhum vereador doou as cestas da prefeitura. Mas só tenho a agradecer aos que se mobilizaram e compraram com recursos próprios. Não podemos pensar em promoção política nesse momento. É nosso dever”, discursa Jandir.


“Se for o caso, perco 10 vezes o meu mandato, porque foi por uma causa nobre”

“É uma tentativa de se aproveitar da desgraça, mesmo que seja uma ação altruísta”





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