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Itajaí

Ciganos e moradores tão se estranhando no São Viça

Ex-usuário da pedra do demo seria o responsável pelo terrorismo. Sabichona diz que não saber viver com as diferenças é o mal do século

Redação DIARINHO [editores@diarinho.com.br]

Ciganos vindos de Floripa tão causando furdunço na rua Sátyro Loureiro, no São Viça. O pai de família B.G., 37 anos, diz que por duas vezes teve a casa apedrejada pelos nômades e a muié dele foi ameaçada de morte. Alojados há três semanas num terreno baldio, o grupo garante que tem autorização do proprietário pra ficar no local por até um mês e a ovelha negra do bando, um menor ex-usuário de crack, seria o responsável pela arruaça na vizinhança. A PM diz que não pode expulsá-los do local, mas os ciganos garantem que vão levantar acampamento até o finde.

B. diz que não deixa mais a muié e a filha, de um aninho, sozinhas em casa, que fica em frente ao acampamento cigano. O cara ficou traumatizado depois que um membro do grupo, aparentemente chapado, começou a tacar pedras na casa e no carro. Na manhã de quinta-feira, perto das 10h, entre uma tacada e outra, o noiado ameaçava de morte a muié de B. caso ela chamasse novamente a polícia. Isso porque, há duas semanas, a mesma cena já havia acontecido e a polícia Militar bateu cartão no local. “O barulho parecia de arma de fogo, por isso a gente ficou com medo de ver o que tava acontecendo”, relata o morador. Apesar do bizu dos fardados no local, nenhuma medida foi tomada.

Arranca-rabo

 

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B. diz que não deixa mais a muié e a filha, de um aninho, sozinhas em casa, que fica em frente ao acampamento cigano. O cara ficou traumatizado depois que um membro do grupo, aparentemente chapado, começou a tacar pedras na casa e no carro. Na manhã de quinta-feira, perto das 10h, entre uma tacada e outra, o noiado ameaçava de morte a muié de B. caso ela chamasse novamente a polícia. Isso porque, há duas semanas, a mesma cena já havia acontecido e a polícia Militar bateu cartão no local. “O barulho parecia de arma de fogo, por isso a gente ficou com medo de ver o que tava acontecendo”, relata o morador. Apesar do bizu dos fardados no local, nenhuma medida foi tomada.

Arranca-rabo



Segundo B., os ciganos vivem fechando o pau e ferrando com gente de fora do grupo. Saturado com o pintar e bordar dos nômades na localidade, o morador quer saber o que mais precisa acontecer pra que esse pessoal seja mandado embora do terreno invadido. O major da PM Ibrain Franz Júnior revela que, pra tirar os ciganos do local, só se cometerem algum crime passível de prisão. Por se tratar dum terreno privado, os milicos não podem expulsá-los dali.

Desde outubro, a PM informou que apenas uma reclamação referente à perturbação de ciganos foi registrada na Sátyro Loureiro, ontem, às 14h. Os milicos encontraram tudo em ordem e não havia sinais de vandalismo.

De origem guarani, dona Holanda da Luz, 72, é a mais velha do grupo vindo de Floripa. Apesar da idade, a vovó é subordinada ao cacique Bastião da Luz, 52, primo dela. Com a chegada da reportagem do DIARINHO ao terreno usado como acampamento pelos ciganos, o neto de dona Holanda começou a berrar insultos. Segundo a vovó, ele mandou pedras na vizinhança. O rapaz, de 16 anos, ficou lelé da cuca após o uso contínuo de crack, que teve início aos 12. “A gente precisa amarrar ele e dar remédio pra dormir”, contou.


A muié ainda revela que mensalmente são feitas reuniões pra discutir o próximo destino do grupo. Ela não soube informar o nome do proprietário da área, mas garantiu que os ciganos seguirão jornada ainda nesse finde.

Mal do século

Pra doutora em sociologia Ana Cláudia Delfini Capistrano de Oliveira não existe um padrão ou camisa de força que ensine o povão a viver junto com a diversidade cultural. “A falta de tolerância é o problema do século 21. Viver com a diferença faz parte da vida contemporânea e ambas as partes precisam ceder,” afirma a sabichona.

Pra ela, é pertinente a presença dos ciganos em terras peixeiras, e eles não devem ser tratados como anormais. Se o acordo entre as partes não for alcançado no diálogo, as autoridades competentes devem ser acionadas para mediar a situação, aponta a dotora.





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