Itajaí

Cidades da região já amargam a falta de água

Balneário Camboriú, Bombinhas, Penha e Navegantes tão com problemas no abastecimento de água, que só aparece de vez em quando

No final de 2011, em algumas cidades do litoral norte catari­nense, tão tradicional como o povo vestir branco na virada do ano, vai ser a falta de água. Na época das festas, a secura atrapa­lha e irrita os turistas e moradores que procuram o litoral pra relaxar, mas encontram dificuldades em tomar banho, cozinhar e usar o banheiro. O consórcio intermunici­pal de Turismo Costa Verde & Mar (Citmar) estima que 2,5 milhões de pessoas darão as boas-vindas pra 2012 nas 11 cidades do litoral. No entanto, em pelo menos quatro ci­tys, muitos visitantes podem come­çar o novo ano sujinhos.

Em Bombinhas, Balneário Camboriú, Navegantes e Penha, alguns locais já estavam sem o líquido precioso ontem. Outros ti­nham uma baixa vazão de água, pois o consumo intenso diminui a pressão e faz ...

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Em Bombinhas, Balneário Camboriú, Navegantes e Penha, alguns locais já estavam sem o líquido precioso ontem. Outros ti­nham uma baixa vazão de água, pois o consumo intenso diminui a pressão e faz a água chegar escas­sa nas torneiras. Já Itapema, que antigamente era uma das citys que mais sofria com o desabas­tecimento de água, experimenta dias de normalidade no abasteci­mento, após obras de intervenção terem dado um jeito no problema até então crônico.

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Balneário Camboriú: badalada, lotada e, em alguns lugares, seca

Apesar de a prefeitura de Balneá­rio Camboriú sempre dizer que não vai faltar água no final de ano, vira e mexe alguns locais da cidade ficam com as torneiras secas ou têm água saindo sem pressão. Não é diferente na virada de 2011 pra 2012, principal­mente nos bairros das Nações, Nova Esperança e Ariribá, que já regis­tram problemas no abastecimento do líquido precioso. “Aqui só temos água duas horas por dia. Isso é uma vergonha. A conta sempre chega, mas a água não”, descasca Edison Silva, 53 anos, empresário que mora na rua Maçarico, no bairro Ariribá.

Situação um pouco diferente, mas igualmente chata, vive a aposentada Tereza Darossi, 74. Na quarta-feira, ela já tava cabreira com a fraque­za das torneiras e chuveiros de sua baia. Segundo a mulher, o problema é comum por esses dias, principal­mente depois das 17h, o que muitas vezes deixa a louça e as roupas su­jas, além de prejudicar o banho e as idas ao banheiro. “Vamos torcer pra que não falte água na virada do ano, porque é terrível ficar sem num dia de comemoração”, reclama a mora­dora do Nova Esperança.

No bairro das Nações, pela altura da rua Uruguai, também é frequente faltar água nos finais de tarde, quan­do o consumo por toda a cidade aumenta. A região ficou com a va­zão baixa nos últimos dois dias. O paranaense Sérgio Guerra, 24, disse que na rua Venezuela, onde tá hos­pedado, o banho só rola de dia. “Se deixar pra tomar de noite, provavel­mente vamos dormir sujos”, conta.

Problema localizado

A empresa Municipal de Água e Saneamento de Balneário Cambo­riú (Emasa) jura que vai conseguir garantir o abastecimento de água na temporada de verão. Segundo o órgão, o consumo de água do­bra durante esses dias, saltando de 35 milhões de litros por dia pra 70 milhões. O problema nos altos do Ariribá, segundo a Emasa, só vai ser resolvido quando entrar em fun­cionamento o reservatório R-3, que deve abastecer as partes mais altas do bairro e a praia dos Amores. O problema é que esse reservatório só vai funcionar no primeiro trimestre de 2012, sem uma data definida ain­da.

Ontem, o DIARINHO tentou fa­lar com o prefeito Edson Periquito (PMDB), mas o homem-pássaro não atendeu as chamadas. Seu assessor de imprensa, o jornalista Fabian Le­mos, fez questão de ressaltar que antes o problema do desabasteci­mento de água era bem pior. Ele disse que agora, na administração de Periquito, a falta de água é lo­calizada em alguns pontos apenas e está sendo resolvida com inves­timentos. No caso do bairro Nova Esperança, para não deixar nin­guém na secura, até caminhões-pipa tão sendo levados pra comu­nidade.

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Gravatá é o lugar onde o abastecimento é crítico

Moradores, comerciantes e turistas do Gravatá, em Navegan­tes, sentiram nos últimos dias a diminuição da pressão da água que sai das torneiras. Mas o medo deles é bem maior e refere-se à possibilidade de ficarem na secura bem na noite de réveillon. Como acontece tradicionalmente em Navega, apesar dos mesmos desmentidos da prefa, a região onde está a maioria dos visitantes da cidade é prejudicada com o de­sabastecimento de água no apagar das luzes de 2011.

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A aposentada Zélia Maria do Carmo, 64, disse que na véspera de Natal já ficou sem água na rua Rio do Sul, no Gravatá, o que trouxe transtornos pra ceia e pros convidados que estavam na sua casa. “É muito ruim, porque nem o banheiro a gente pode usar direito, além de não poder nem lavar um prato”, expõe, lembran­do que todo ano a prefa diz que o perrengue foi solucionado, mas, quando chegam estes dias, a cena que ela tanto conhece se repete. “Queremos tomar banho, limpar a casa, ir ao banheiro e cozinhar, mas não conseguimos fazer nada disso”, reclama.

A falta de água não prejudica apenas as pessoas, mas também as plantas. A esposa do aposentado João Assini, 50, é apaixonada por seu jardim, que fica numa casa no Gravatá. Ontem, porém, ela não havia conseguido regar uma planta que fosse. O medo de João é que a situação piore ainda mais amanhã. “É certo que amanhã (hoje) e no 31 a torneira vai ficar seca. Daí temos que gastar mais dinheiro compran­do água. A conta sempre é paga e mesmo assim sempre falta água”, desabafa João.

Não vai faltar água

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A chefona do departamento de Água e Esgoto (DAE) de Nave­gantes, Sandra Demétrio San­tiago, afirma que, dentro de um consumo moderado do povão, não vai faltar água pra turistas e moradores da cidade. Segundo ela, Navega tá recebendo um volume de água maior do que no ano passado, quando diversos pontos do município ficaram sem o líquido precioso. “Está dentro da nossa previsão o abastecimento até 10 metros de altura, no entan­to, pedimos que as pessoas não desperdicem água”, avisa, acres­centando que o abastecimento vai ser superior aos outros anos.



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