Itajaí

Povão aguarda o último momento

Medo de perder os poucos pertences pra bandidagem faz com que moradores permaneçam nas baias mesmo com a previsão de cheia

Um clima de tensão e também de incredulidade envolve a cidade. Curiosos se amontoam debaixo de guarda-chuvas pra observar o nível do rio subir. “Será que vai dar enchente?”, todos se perguntam. Famílias inteiras vão pra frente de casa e avaliam se a água vai entrar ou não. De acordo com a Defesa Civil, as regiões que já tiveram ruas atingidas durante o domingo foram a parte baixa dos Cordeiros, a região da Vila da Miséria, Imaruí e Cidade Nova. Pra pedir socorro, a Defesa Civil atende no 199.

“Pra mim, não vai dar enchente. Eu já comecei a levantar algumas coisas, mas acho que nem vai ser preciso”, acredita o morador da rua Cosme Busarello, na parte baixa do Cordeiros, Roberto Ribeiro ...

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“Pra mim, não vai dar enchente. Eu já comecei a levantar algumas coisas, mas acho que nem vai ser preciso”, acredita o morador da rua Cosme Busarello, na parte baixa do Cordeiros, Roberto Ribeiro, 33 anos, enquanto a água já cobria as calçadas. Ele diz que mesmo que a água invada sua casa, como já aconteceu nos anos anteriores, não vai abandonar o barraco. “Tem muito marmanjo que só quer se aproveitar da desgraça pra roubar os outros. Eu não vou sair, vou cuidar do que é meu”, justifica.

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Dona Adelaide Aparecida Tose, 46, já foi vítima dos furtos. Ela conta que na enchente de 2008 a bandidagem levou até o botijão de gás. Já em 2011, conta que o filho dormiu no telhado e ficou de vigia. Ontem, com todos os móveis levantados e com a água já invadindo o quintal, ela rezava pra não viver esse pesadelo novamente. “Eu não comprei nada de novo depois da última enchente. A gente sempre espera que isso aconteça de novo. Mas eu não queria mesmo ter que passar por isso mais uma vez”, desabafa.

A família de Pedro Virgílio Pereira, 66, tava tranquila. Na varanda de casa, eles viam a água cobrir a rua do Cordeiros e não botavam fé que o pior estava por vir. “Em 2008 eu saí daqui numa canoa. Dentro de casa já tinha meio metro de água, mas olha, dessa vez não vai chegar não”, comenta. Já um pouquinho mais temerosa, dona Mari Luisa Teodoro, 49, levantou tudo em casa. Mais que isso, colocou uma muda de roupa e todos os documentos na bolsa. “Se acontecer qualquer coisa, eu tô preparada”, justifica.



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