Itajaí

Içando as velas: #partiuBrasil

Por Christian Wodson Frutuoso, 16 anos, 2º ano do Ensino Médio, e Ana Júlia Machado de Simas, 15 anos, 1º ano do Ensino Médio

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A cordialidade do senhor Amílcar Gazaniga, engenheiro elétrico formado pela UFSC e um dos organizadores da re­gata Jacques Vabre, deixou os estudantes do Colégio Adven­tista bem à vontade para uma entrevista pro Aprendiz de Marinheiro, que já iniciou com uma pergunta profunda:

Aprendiz de Marinheiro: Qual foi a sua reação ao perce­ber o impacto da Volvo Ocean Race na cidade? E o resultado foi compatível ao esperado?

Amílcar Gazaniga: Inicialmente foi uma surpresa, sem dúvidas, eu não fazia ideia da proporção do evento. Itajaí necessita ser reconhecida, valorizada, é uma terra que tem capacidade de receber grandes eventos, apenas precisa ser encontrada e, para isso,a cidade precisa de valorização e empenho para que as coisas aconteçam.

AM: Qual o maior desafio enfren­tado durante a travessia numa regata?

AG: O maior desafio é a resistência versus tecnologia, porque a Jacques Vabre é para quem realmente ama o Atlântico e o Mediter­râneo, é uma verdadeira prova de resistência, apenas dois tripulantes a cada embarcação cruzando o oceano, formando o total de 44 barcos divididos em categorias, revezando e se mantendo assim até o fim da prova. A chegada já é o prêmio. É uma árdua viagem, porém a recompensa é a satisfação de ter aguentado e chegado ao fim.

AM: Qual a meta deste evento?

AG: Reconquistar o amor próprio dos itajaienses pela cidade, semear o desenvolvi­mento, dar valor às terras e locais tão belos, mostrar independência do porto perante as outras cidades.

AM: Quem está envol­vido na organização da Regata Jacques Vabre?

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AG: Existe um grupo de voluntários formado por entidades e representantes da prefeitura, do Governo do Estado e polícia. O total de pessoas trabalhan­do ultrapassa 250 envolvidos.

AM: A cidade tem estrutura para comportar uma edição de uma regata tão tradicional como a Jacques Vabre ?

AG: Penso que não devemos deixar de realizar por conta de possíveis dificuldades. Há fatores contra e outros a favor. Devemos aproveitar o máximo possível desta regata para melhorar a cidade e nos adaptar, traba­lhar empenhadamente para termos sucesso. Nem tudo são só flores (risos). Itajaí inves­tirá apenas em estruturas que permanecerão na cidade. Há informações de que alguns hotéis da cidade estão sendo reformados e no último ano a prefeitura recebeu mais 30 propostas de empreendimentos que querem se instalar aqui.

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AM: E a parte econômica, como fica o orçamento?

AG: Já que o evento é gratuito, não temos de onde tirar o dinheiro para investir, no entanto, o dinheiro vem dos patrocina­dores e do próprio turismo. Nosso patrocínio máster é o Bradesco juntamente com a Caixa Econômica Federal.Temos mais ou menos um milhão e 900 mil para investir nesta regata.

AM: O que terá de especial a mais no evento? Terá surpre­sas? Qual a programação?

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AG: Terá uma vila da regata espe­cial, montaremos uma espécie de cidade cenográfica feita de contêineres.Será tipo um labirinto onde cada corredor represen­tará um país, e lá estará caracterizado por seus pontos turísticos, culinária, música, trajes, bandeira e afins... Teríamos também a partida da família Schurmann para uma expedição com destino ao Oriente,mas a aventura teve que ser adiada porque tiveram problemas como mastro do veleiro deles. Mas eles deverão estar um dia na vila da regata, para alguma programação.

AM: E as crianças, o que terá de entretenimento para elas?

AG: Nosso desafio é misturar lazer com aprendizado. Terá um cinema 3D, com filmes educacionais, e se a internet estiver com uma boa conexão, tentaremos investir também em mais um programa especial, que é se conectar com a NASA americana e conversar ao vivo com pessoas de lá, mostrando o local e tudo mais, ou até mes­mo visitar o centro de Tokyo e outros locais fascinantes. Já existe um grupo de trabalho que visita as escolas levando informação sobre sustentabilidade, que faz parte da programação da Jacques Vabre.

AM: O que será feito com o material que sobrar deste even­to? Contêineres, lixo... E o que ficará para a cidade?

AG: A vila da regata terá coleta seletiva, parte dos materiais que sobrarem deverá ser doada, outra parte reciclada ou ainda armazenada para eventos futuros. Além dos investimentos na cidade, os cidadãos terão orgulho de morar aqui, ampliarão seus conhecimentos. A cidade vai aprendendo a lição para readquirir o amor próprio, prepa­rando o agora para o futuro.



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