Itajaí

Quebradeira na praça Almirante Tamandaré

Sem tapumes, material da obra foi parar na calçada e na avenida

Começou ontem a obra de revitalização da praça Almirante Tamandaré, na praia Central de Balneário Camboriú. A garibada vai custar aos cofres públicos a bagatela de R$ 625 mil. Será tocada pela Cesc Edificações e Construções Ltda, de Balneário. Mesmo faltando pouco mais de dois meses para o início da temporada de verão, o secretário do Planejamento da Maravilha do Atlântico, Auri Pavoni, jura de pés juntos que a obra vai ficar prontinha antes da chegada dos turistas.

A praça vai ter outra cara. O espaço vai ter novos bancos, uma nova base integrada de segurança comunitária, iluminação tipo led e tomadas disponíveis ao povão, digrátis. A energia será gerada pelo ...

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A praça vai ter outra cara. O espaço vai ter novos bancos, uma nova base integrada de segurança comunitária, iluminação tipo led e tomadas disponíveis ao povão, digrátis. A energia será gerada pelo vento e virá de um equipamento que vai ser instalado na rua 51, que dá acesso à praça, tornando o espaço energeticamente sustentável. Embaixo da praça, a peãozada fará um novo sistema de drenagem pluvial. De acordo com Auri, a obra é relativamente simples, por isso ele acredita que tudo vai ficar pronto até a metade de dezembro, antes da temporada de verão. “O que é mais complicado é a instalação elétrica e hidráulica”, diz.

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O bagrão conta que a instalação de um chafariz foi retirada do projeto para diminuir os custos de manutenção da praça e evitar depredação. Além de facilitar a implantação da ciclovia em torno do local, a praça foi nivelada ao chão para que seja mais usada pelos moradores da city. “Hoje, as pessoas usam pouco as partes mais altas da praça durante o ano. Usa-se mais quando se tem evento”, explica.

A aposentada Leci Oliveira, 81 anos, não sabia o porquê do auê com máquinas destruindo a praça, mas ficou feliz quando soube que o espaço vai ser revitalizado. “Não sei como vai ficar, mas acho bom fazer reforma, porque cidade turística tem que estar sempre inovando, e dinheiro para isso tem”, opina.

A opinião não é a mesma do engenheiro civil Luiz Carlos dos Santos, 63, que acha a maior bobiça a prefa gastar dinheiro para reformar praça, enquanto o mar fica virado numa fossa durante o verão. “A obra mais importante que deve ser feita é o molhe da barra Norte, para auxiliar o escoamento do canal do Marambaia. Precisamos de balneabilidade para a praia, e não fazer pracinha e botar flor”, lasca.

Obra está sem proteção

O povão que passou ontem pela praça chiou pelo transtorno causado pela obrona. Os trampos, que estão sendo feitos pela empresa Cesc Edificações e Construções Ltda, de Balneário Camboriú, ainda não têm proteção. Faltam tapumes em toda a extensão da praça. Apenas na parte do calçadão é que uma cerca de metal foi colocada a fim de impedir que o povão avançasse à parte que está sendo cavoucada. O problema é que várias pedras e outros materiais que estão sendo retirados acabaram caindo na avenida Atlântica e na calçada por onde circula o povão.

O secretário Auri explica que as redes ao redor da praça ainda não foram colocadas por causa das máquinas, que precisam entrar e sair do local. “A proteção já está lá na praça. Assim que for retirado todo o material, acredito que até amanhã [hoje], será cercado tudo”, afirma.



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