Itajaí

Cachorrada pede clínica veterinária pública em Itajaí

Cãominhada reuniu cerca de 80 pessoas e mais de 40 dóguis. Protesto era contra maus-tratos e pra pedir mais atenção à bicharada de rua

A previsão do tempo traiu a organização, que esperava um sábado ensolarado em Itajaí. Mas nem a chuva nem o frio impediram que cerca de 80 pessoas protestassem contra os maus tratos aos animais na city peixeira. A 1ª Cãominhada reuniu 46 cães de raças, tamanhos e temperamentos diferentes. A passeata, organizada pelo comitê Municipal de Defesa Animal, saiu da praça da igreja Matriz, foi até a da igrejinha da Imaculada Conceição e voltou ao ponto de partida.

A contadora Daniela Pinheiro, 32 anos, acordou bem cedo no sábado. Já na véspera ela planejava levar Badinho, cãozinho de apenas 10 meses, pras ruas de Itajaí. “A gente adotou ele porque era vítima ...

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A contadora Daniela Pinheiro, 32 anos, acordou bem cedo no sábado. Já na véspera ela planejava levar Badinho, cãozinho de apenas 10 meses, pras ruas de Itajaí. “A gente adotou ele porque era vítima de maus-tratos. Eu decidi caminhar para lembrar que existem outros cães na mesma situação”, explica a moça, que não desgrudou os olhos do bichinho.

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Daniela conta que o filhotão contraiu uma virose grave e esteve à beira da morte. Foi a iniciativa de adotá-lo que o salvou. “Ele chegou a ser internado e agora tá saudável e feliz”, comemora.

A cachorrinha Amanda, de oito meses, também foi salva por outra boa alma. Há cerca de quatro meses, a secretária Melissa Menezes, 30, a encontrou perto do local onde trampa, no bairro Cordeiros. Mesmo infestada de pulgas e toda sarnenta, a cadela foi recolhida e tratada com carinho pela moça. “Eu vim pedir que as pessoas deixem de maltratar e abandonar os animais”, diz Melissa. Segundo ela, quase sempre aparece um cãozinho sem dono naquela região. “O último que eu encontrei foi esse aqui”, acrescenta, mostrando a foto de um cachorrinho.

O operador de tecnologia da informação, Fernando Adão, 35, já levou o dobermann Zeus, de um ano e meio, a outras cãominhadas pela região. Ele acredita que, além de berrar contra o desrespeito aos animais, o encontro é uma oportunidade para socializar os bichinhos. “Gosto de trazer porque ele encontra outros cães e fica mais calmo”, comenta.

Pra estudante de ciências biológicas Mariana do Amaral, 20, membro da organização não-governamental (ONG) SOS Peludinhos, a ação fortalece o movimento que pede políticas públicas para os cães. “Os humanos têm políticas públicas que asseguram a eles os seus direitos”, lembra a moça, que foi à Cãominhada na companhia de Pitoco, um au-au de seis anos.

Comitê quer clínica digrátis

De acordo com Denise Pasqualini, membro do comitê Municipal de Defesa Animal, a caminhada chama a atenção pra necessidade de auxiliar as ONGs na promoção de ações em defesa dos animais. “Nós queremos que as autoridades se mobilizem e também façam alguma coisa, pois a gente só vê as Ongs defenderem a causa”, carca a ativista.

Um dos pedidos do conselho durante a Cãominhada foi a implantação de uma clínica veterinária gratuita na cidade. A ideia é atender, das 7h às 19h, os animais de estimação de famílias de baixa renda do município. “Já foi implantada uma no bairro Itacolomi, em Florianópolis. A nossa ideia em Itajaí é que essa clínica possa atender a cidade toda”, explica. De acordo com Denise, existem cerca de cinco mil animais de estimação abandonados nas ruas peixeiras.

Pro vereador Tonho da Grade, a instalação de uma clínica veterinária gratuita é viável e pode contribuir pra redução no número de animais em situação de abandono na city. “O centro de Zoonoses pode bancar. Poderão ser feitos vários exames, inclusive a chipagem [implantação de chip de identificação], que permite diminuir os animais de rua”, acredita Tonho.

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A costureira Larissa de Almeida, 35, assistiu à manifestação do banco da praça da igreja Matriz. Surpresa com a disposição do pessoal que ignorou chuva e frio, considerou genial a ideia da clínica. “Em Florianópolis, onde morei por um tempo, tinha uma que funcionava gratuitamente. Resolveu em parte o problema dos animais abandonados”, conta.



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