Itajaí

Edmond de Rothschild é o primeirão

Veleiro de Sébastien Josse e Charles Caudrelier chegou ontem em Itajaí

Uma chegada surpreendentemente rápida. O primeiro veleiro da Transat Jacques Vabre cruzou a linha de chegada em Itajaí às 15h03 de ontem, após 11 dias 5 horas 3 minutos e 54 segundos da partida de Le Havre, na França. O barco francês Edmond de Rothschild, comandado por Sébastien Josse, 38 anos, e Charles Caudrelier, 39, é o grande vencedor da categoria MOD70, uma das quatro classes que participam da regata. Cinco horas e 15 segundos depois, o veleiro Omam Air Musandam também aportou na city peixeira. Os próximos barcos devem completar o percurso de 5450 milhas náuticas, o equivalente a 10 mil quilômetros, entre domingo e segunda-feira.

O povão se aglomerou nos molhes de Itajaí e Navegantes para acompanhar a chegada do primeiro veleiro. Faltou espaço também na Vila da Regata, já que a gurizada das escolas peixeiras também foi saudar ...

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O povão se aglomerou nos molhes de Itajaí e Navegantes para acompanhar a chegada do primeiro veleiro. Faltou espaço também na Vila da Regata, já que a gurizada das escolas peixeiras também foi saudar os heróis do mar. Segurando bandeirinhas do Brasil, os pequenos gritavam “bem-vindos”. Fogos de artifício e champanhe também fizeram parte da festa da chegada emocionante.

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Os próprios velejadores ficaram surpresos com a recepção tão calorosa. “Nós saímos da rotina com uma recepção como essa, depois de tantos dias no mar. Isso é muito bom, a música, o grande público. É a primeira vez que somos tão bem recebidos”, garantiu Sébastien.

As surpresas não pararam por aí. Os velejadores também ficaram impressionados com o alto desempenho do barco no trajeto mais longo e mais difícil em 20 anos de Transat Jacques Vabre. Se as condições meteorológicas fossem favoráveis, a meta era concluir a aventura em, no mínimo, 12 dias. Contudo, o potente veleiro de 70 pés e três cascos enfrentou com facilidade o mau tempo no Canal da Mancha, logo no início da competição, e manteve uma velocidade média de 40 quilômetros por hora.

Movido apenas pela força do vento, o veleiro voou no Atlântico sem fazer paradas. O barco, conhecido também como Gitana XV, liderou a prova desde a largada no dia 7 de novembro, em Le Havre, navegando cerca de 900 quilômetros por dia. A embarcação conseguiu completar a prova a uma vantagem de 150 quilômetros do concorrente Oman Air.

“Essa foi uma das provas mais difíceis de toda a minha vida, mas valeu a pena. Tivemos que ficar atentos o tempo todo. Não tivemos nenhum problema no barco, mas a gente sabe que corríamos esse risco, faz parte do esporte”, comentou Sébastien.

Para a dupla de velejadores franceses, velejar em duplas é como um casamento. E a vitória só pode ser conquistada com cumplicidade. Por isso, Charles acredita que o principal motivo da vitória foi o bom relacionamento deles, seguido da potência do barco. “Trabalhamos juntos durante um ano planejando como seria a prova, prevendo possíveis riscos. É como um casamento, um depende do outro. Trabalhamos em equipe, somos mais fortes assim”, afirmou.

Na recepção dos velejadores, o prefeito Jandir Bellini (PP) agradeceu à organização da Transat Jacques Vabre por escolher Itajaí pra ser a chegada da regata e elogiou a dupla vencedora pela conquista. “Essa foi uma grande vitória. Vocês são uns heróis do mar. Eu quero que vocês se sintam em casa durante o tempo que ficarem em Itajaí”, discursou.

Próximos barcos

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Na Transat Jacques Vabre há quatro classes participantes e um vencedor por categoria. Os MOD70 são os mais rápidos. Depois, vêm os Multi50, veleiros também de três cascos, mas um pouco menores, com 50 pés. Estes são os próximos a chegar à city peixeira. Com apenas um casco e 60 pés, estão as embarcações IMOCA, as quais devem pintar pelaqui no meio da próxima semana. Na lanterninha estão os pequenos barcos da Classe 40, uma categoria pro-am, pois agrega competidores amadores e profissionais. Estes só devem concluir a prova na primeira semana de dezembro.

Desistências

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Dos 44 barcos que partiram no dia sete de novembro de Le Havre, na França, cinco já abandonaram a maior competição a vela pelo Atlântico. Até o momento, 39 veleiros continuam na aventura pelos mares do mundo. Foram três desistências da Classe 40, sendo duas por problemas técnicos nas embarcações e uma por acidente de velejador. Outras duas saídas foram da Multi50. Um barco capotou e outro colidiu em um objeto não identificado, danificando um dos cascos do veleiro.

Segundo barco chegou à noite

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Ao cair da noite de segunda-feira, o veleiro Oman Air Musadam foi o segundo a cruzar a linha de chegada da Transat Jacques Vabre, em Itajaí. Exatamente às 20h04, após 11 dias 10 horas 4 minutos e 9 segundos em alto mar, a dupla Sidney Gavignet, 44, e Damian Foxall, 44, completou a travessia do Atlântico. O público lotou a Vila da Regata e junto com fogos de artifício celebrou a chegada dos competidores.

De acordo com o velejador Sidney, dois erros foram cruciais pra que eles perdessem o lugar mais alto no pódio. O primeiro foi no Cabo de Finisterra, Espanha, quando a dupla pensou mais na segurança do que na competição. “O mar estava muito grosso, era muito fácil quebrar o barco. Por isso, a gente precisou de muita cautela e acabamos nos afastando”, revela. O segundo erro foi em Portugal. O velejador diz que eles seguiram uma direção mais para oeste, quando deveriam ter descido direto pro sul. Assim, acabaram ficando pra trás em quase 350 quilômetros.

Apesar dos vacilos no percurso, o veleiro Oman conseguiu apertar a disputa após cruzar a linha do Equador, já chegando no Brasil. No entanto, não foi suficiente pra ganhar a competição. “Nós estamos muito felizes de termos completado a prova. Agora nós só queremos saber de samba e caipirinha”, brincou Foxall.



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