A Caixa Econômica Federal completou, na segunda-feira, 165 anos de história. Criada em 12 de janeiro de 1861 por Dom Pedro II, sob a denominação Caixa Econômica da Corte, a instituição nasceu com a missão de guardar as pequenas economias das camadas menos favorecidas e conceder crédito a juros módicos, mediante penhor, para atender às necessidades urgentes da população.
Ao longo de mais de um século e meio, a Caixa consolidou-se como o banco da inclusão social. Está presente no cotidiano dos brasileiros ao viabilizar o acesso à casa própria, administrar benefícios sociais e operar políticas públicas estruturantes, como o Bolsa Família, o FGTS e o Abono Salarial (PIS). Também é responsável pelas Loterias Federais desde 1961, tendo pago, recentemente, o maior prêmio da história da Mega da Virada.
Transformada em empresa pública em 1969, a Caixa ampliou seu papel institucional ao incorporar o Banco Nacional de Habitação, tornar-se o principal agente do financiamento habitacional e assumir a gestão de fundos estratégicos ao desenvolvimento urbano e à cidadania. Uma trajetória marcada por relevância institucional, capilaridade social e compromisso público.
Nesse mesmo ambiente institucional, o Brasil encerrou 2025 com dois movimentos que, embora distintos à primeira vista, revelam uma realidade comum. De um lado, recordes históricos de arrecadação ...
Ao longo de mais de um século e meio, a Caixa consolidou-se como o banco da inclusão social. Está presente no cotidiano dos brasileiros ao viabilizar o acesso à casa própria, administrar benefícios sociais e operar políticas públicas estruturantes, como o Bolsa Família, o FGTS e o Abono Salarial (PIS). Também é responsável pelas Loterias Federais desde 1961, tendo pago, recentemente, o maior prêmio da história da Mega da Virada.
Transformada em empresa pública em 1969, a Caixa ampliou seu papel institucional ao incorporar o Banco Nacional de Habitação, tornar-se o principal agente do financiamento habitacional e assumir a gestão de fundos estratégicos ao desenvolvimento urbano e à cidadania. Uma trajetória marcada por relevância institucional, capilaridade social e compromisso público.
Nesse mesmo ambiente institucional, o Brasil encerrou 2025 com dois movimentos que, embora distintos à primeira vista, revelam uma realidade comum. De um lado, recordes históricos de arrecadação nas loterias oficiais; de outro, um volume expressivo de cidadãos buscando, voluntariamente, afastar-se das apostas por meio da autoexclusão.
Autoexclusão: Nos primeiros 20 dias de funcionamento da Plataforma Centralizada de Autoexclusão de Apostas, foram registradas cerca de 153 mil solicitações — média aproximada de cinco pedidos por minuto. O sistema permite que o próprio usuário bloqueie o acesso a todas as marcas autorizadas, impeça novos cadastros por CPF e suspenda o recebimento de publicidade direcionada. Trata-se de medida regulatória estruturante, reconhecida pela literatura especializada como eficaz na mitigação de danos associados ao jogo.
Os dados indicam que 34% dos solicitantes apontaram perda de controle e impactos à saúde mental como principal motivação, enquanto 28% buscaram proteger seus dados pessoais. A preferência por bloqueios prolongados — 76% por prazo indeterminado e 17% por um ano — revela que a autoexclusão se consolida como instrumento de proteção de longo prazo.
Em paralelo, a Mega da Virada 2025 alcançou arrecadação recorde de R$ 3,05 bilhões, com impacto direto na rede lotérica. O contraste é eloquente: enquanto a engrenagem lotérica tradicional permanece robusta e socialmente legitimada, o mercado de apostas enfrenta o desafio de conciliar escala econômica com responsabilidade social. A autoexclusão centralizada não resolve, por si só, o problema do jogo compulsivo, mas estabelece um marco regulatório claro: crescimento, neste setor, não pode prescindir de limites.